sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

03/02/2012


São Brás


3 de Fevereiro


São BrásO santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.

Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.

Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.

São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.

São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.

Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.

Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus, que é amor.

São Brás, rogai por nós!

03/02/2012


Primeira leitura (Eclesiástico 47,2-13)


Sexta-Feira, 3 de Fevereiro de 2012
São Brás

Leitura do Livro do Eclesiástico.

2Como a gordura, que se separa do sacrifício pacífico, assim também sobressai Davi, entre os israelitas. 3Brincou com leões como se fossem cabritos e com ursos, como se fossem cordeiros. 4Não foi ele que, ainda jovem, matou o gigante e retirou do seu povo a desonra? 5Ao levantar a mão com a pedra na funda, ele abateu o orgulho de Golias. 6Pois invocou o Senhor, o Altíssimo, e este deu força a seu braço direito e ele acabou com um poderoso guerreiro e reergueu o poder do seu povo.
7Assim foi que o glorificaram por dez mil e o louvaram pelas bênçãos do Senhor, oferecendo-lhe uma coroa de glória. 8Pois esmagou os inimigos por toda a parte, e aniquilou os filisteus, seus adversários, abatendo até hoje o seu poder. 9Em todas as suas obras dava graças ao Santo Altíssimo, com palavras de louvor: 10de todo o coração louvava o Senhor, mostrando que amava a Deus, seu criador. 11Diante do altar colocou cantores, que deviam acompanhar suavemente as melodias. 12Deu grande esplendor às festas e ordenou com perfeição as solenidades até o fim do ano: fez com que louvassem o santo Nome do Senhor, enchendo o santuário de harmonia desde a aurora.
13O Senhor lhe perdoou os seus pecados, e exaltou para sempre o seu poder; concedeu-lhe a aliança real e um trono glorioso em Israel.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 17)


Sexta-Feira, 3 de Fevereiro de 2012
São Brás

— Louvado seja Deus, meu Salvador!
— Louvado seja Deus, meu Salvador!

— São perfeitos os caminhos do Senhor, sua palavra é provada pelo fogo; nosso Deus é um escudo poderoso para aqueles que a ele se confiam.
— Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! E louvado seja Deus, meu Salvador! Por isso, entre as nações, vos louvarei, cantarei salmos, ó Senhor, ao vosso nome.
— Concedeis ao vosso rei grandes vitórias e mostrais misericórdia ao vosso Ungido, a Davi e à sua casa para sempre.


Evangelho (Marcos 6,14-29)


Sexta-Feira, 3 de Fevereiro de 2012
São Brás

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado.
18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.
21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Nada deve nos separar do banquete da vida com Deus


Postado por: homilia

fevereiro 3rd, 2012

No Evangelho de hoje, estamos à volta com dois banquetes. Em ambos, há um paradoxo: no banquete da “morte”, celebrava-se o aniversário (a vida) do rei Herodes. O outro banquete que  nos é apresentado é o da “vida”, no qual o ponto central é o martírio de São João Batista.
No primeiro banquete – o da morte – os convivas são norteados pela emoção meramente humana e terrena. Fazem contratos e juramentos sem pensar nas consequências, são norteados pela ganância, pelo querer “aparecer” fazendo-se valer do prazer e do poder temporal.
No segundo banquete temos João Batista e os seus discípulos que lutam por uma causa justa e verdadeira. Têm os olhos em Cristo, o Caminho, a Verdade e a Vida. Seus olhos estão fitos no céu de onde lhes vem a salvação, por isso, não temem nada nem ninguém. Desafiam o poder temporal. Defendem a justiça, a honestidade e enfrentam o martírio.
Martírio é uma palavra de origem grega que se traduz em testemunho, profecia e que implica a doação da própria vida.
A vida é sempre um dom de Deus e não deveria nunca ser tirada antes do tempo. Elias, que foi o maior dos profetas, escapou de Jezabel que queria matá-lo: “Elias levantou-se e partiu para salvar a vida” (I Rs 19,3). Jesus também, quando soube que queriam matá-Lo, fugiu diante deles (cf. Lc 4,29-30; Jo 8,59). Portanto, o martírio não deve ser buscado por ninguém. Em última palavra, o martírio é uma graça de Deus. Mas, dele não se deve fugir, se é necessário dar o testemunho e para defender a vida do povo.
Jesus também nos ensina que não devemos ter medo daqueles que matam o corpo (cf. Mt 10,28; Lc 12,4). Por isso, dar a vida é a melhor forma de amor e de tê-la em plenitude, a exemplo de Jesus que nos amou até o extremo (cf. Jo 13,1). O máximo do amor é dar a vida pelos seus. Deste modo, a vida não é tirada, mas é dada livremente (cf. Jo 10,18).
No mundo em que constantemente somos surpreendidos por inúmeras notícias de injustiças sociais, violências, terrorismo, etc., os sinais dos tempos indicam-nos que Jesus está próximo. Sua vinda é iminente. Precisamos nos fazer os santos do derradeiro momento. No momento em que a Igreja vai passar por seus momentos de provação, isto é, de perseguição, urge nossa entrega total a Deus e uma renúncia a tudo o que o mundo nos oferece e que poderá nos separar do banquete da vida com Deus e em Deus.
Fujamos dos inúmeros banquetes da morte que “a torto e a direito” o mundo nos oferece. No momento em que as trevas insinuarão cobrir a Igreja de Deus, precisamos andar na Luz, buscar a Luz. “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (Jo 1,7). O que isso significa senão que participamos do banquete da vida com Deus?
João apontou para Jesus, dizendo àqueles que vinham a Ele que se arrependessem sinceramente a fim de que Deus pudesse fazer neles morada. Empenhemo-nos na busca do Senhor na oração e roguemos a Ele para que sejamos, a exemplo de João Batista, corajosos na fé, dando a nossa vida se preciso for. Entretanto, nossa oração precisa ser um diálogo íntimo com o Senhor capaz de testemunhar com nossa vida – e se for necessário com o martírio do nosso corpo diante das perseguições – que os cristãos passarão nos tempos em que vivemos. Quando um mártir testemunha, pelo sofrimento e morte dos membros de Seu corpo, Cristo sofre, morre e ressuscita novamente.
Será que hoje em dia eu e você temos a coragem de João Batista para dizer aos “Herodes” de hoje: “Pela nossa Lei tu não podes te casar com a esposa do teu irmão“, a ponto de sofrermos prisões e morrermos por Cristo, que é a Verdade e a Vida?
De acordo com Tertuliano “o sangue dos mártires é a semente de novos cristãos”. Estamos prontos para ser “sementes derradeiras” da Igreja ou precisamos ainda por meio da oração deixar o Espírito Santo fazer de nós verdadeiros soldados da fé que, na luta contra as forças malignas que buscam dominar o mundo – personificadas nos governos e atos iníquos – dão sua  vida para que o Reino de Deus estabeleça-se, de fato, no mundo?
Pai, que as contrariedades da vida jamais me intimidem e impeçam de ser um seguidor fiel e autêntico, procurando cumprir a minha missão de afastar os homens e as mulheres do banquete da morte e convidá-los a participar plena, consciente e ativamente do banquete da vida.
Padre Bantu Mendonça

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

02/02/2012


São Cornélio


2 de Fevereiro

São CornélioEncontramos, nos Atos dos Apóstolos, este exemplo de entrega. No capítulo 10, nós assim ouvimos da Palavra de Deus: “Havia em Cesareia um homem por nome Cornélio. Centurião da corte que se chamava Itálica, era religioso; ele e todos de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente” (At 10,1-2).

Diante dessa espiritualidade que Cornélio possuía, Deus o visitou por meio de um anjo, que lhe indicou São Pedro. Este, que também teve uma visão, foi à casa de Cornélio. Foi aí que aconteceu a abertura da Igreja para a evangelização dos pagãos, dos estrangeiros. No outro dia, Pedro chegou em Cesareia. Cornélio o estava esperando, tendo convidado seus parentes e amigos mais íntimos.

Não somente ele queria encontrar-se com o Senhor, como também queria o mesmo para todos os seus parentes e amigos. Cornélio ouviu da boca do primeiro Papa da Igreja: “Deus me mostrou que nenhum homem deve ser considerado profano ou impuro” (At 10,28). Assim, São Pedro começou a evangelizar e, de repente, no versículo 44: “Estando Pedro, ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos que ouviam a (santa) Palavra. Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos; pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. Então Pedro tomou a palavra: 'Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós? E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias” (At 10,44-48).

São Cornélio tornou-se o primeiro bispo em Cesareia. Homem religioso e de oração, Deus pôde contar com ele para a maravilhosa obra que chega até nós nos dias de hoje. Pela docilidade de muitos, como São Cornélio, o Santo Evangelho se faz presente em nosso meio.

Peçamos a intercessão de São Cornélio para que busquemos cada vez mais o Senhor.

São Cornélio, rogai por nós!

02/02/2012


Primeira leitura (Malaquias 3,1-4)


Quinta-Feira, 2 de Fevereiro de 2012
Apresentação do Senhor


Leitura da Profecia de Malaquias.

Assim diz o Senhor: 1Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; 2e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer?
Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; 3e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. 4Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!

Ou (escolhe-se uma das leituras)

Primeira Leitura (Hb 2,14-18)

Leitura da Carta aos Hebreus.

Irmãos: 14visto que os filhos têm em comum a carne e o sangue, também Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo, 15e libertar os que, por medo da morte, estavam a vida toda sujeitos à escravidão. 16Pois, afinal, não veio ocupar-se com os anjos, mas com a descendência de Abraão. 17Por isso devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos, para se tornar um sumo-sacerdote misericordioso e digno de confiança nas coisas referentes a Deus, a fim de expiar os pecados do povo. 18Pois, tendo ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 23)


Quinta-Feira, 2 de Fevereiro de 2012
Apresentação do Senhor


— O Rei da glória é o Senhor onipotente!
— O Rei da glória é o Senhor onipotente!

— “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”
— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas!”
— “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”
— Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?” “O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo.”


Evangelho (Lucas 2,22-40)


Quinta-Feira, 2 de Fevereiro de 2012
Apresentação do Senhor


— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor.23Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”.
24Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.
27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.
33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele.34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição.35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

A Apresentação do Senhor, nosso único bem!


Postado por: homilia

fevereiro 2nd, 2012

A liturgia da Apresentação do Senhor evidenciou os dois grandes eixos da existência de Jesus: Sua humanidade e Sua divindade. Fora apresentado o homem Jesus, com todas as suas características sócio-culturais e familiares, em Sua fragilidade de recém-nascido, na pobreza dos pais, inferiorizado – em termos religiosos – por ser galileu. No menino Jesus expressou-se a humanidade de forma irrestrita. Ele não fora poupado em nada ao aceitar encarnar-se na história humana.
A narrativa de Lucas é envolvida pelo tema da contradição. Por um lado, o evangelista acentua o empenho dos pais de Jesus de inseri-Lo nas observâncias legais. Por cinco vezes é dito que tudo era feito conforme a Lei. Porém, na profecia de Simeão, o menino será um sinal de contradição. Quem era conduzido pelos pais na observância da Lei, crescendo em sabedoria e graça, será o profeta que denunciará a opressão da Lei e a corrupção do Templo, proclamando a libertação e a bem-aventurança dos pobres. O amadurecimento no amor liberta e cria novas relações justas e fraternas entre homens e mulheres.
Fiéis às tradições religiosas do povo, Maria e José cumpriram o rito de apresentação do Filho primogênito. Esse gesto simples revestiu-se de simbolismo. Quem tinha sido levado ao Templo, mais que o Filho de Maria e José, era o Filho de Deus.
Entretanto, ao consagrá-Lo a Deus e fazendo-O, daí em diante, pertencer-Lhe totalmente, a liturgia evidenciava a divindade de Jesus. Aquele menino indefeso pertencia inteiramente a Deus, em quem Sua existência estava enraizada. Era o Filho de Deus. Por isso, no Templo, estava em Sua casa. Suas palavras e ações são manifestações do amor de Deus. Por meio d’Ele é possível chegar até Deus. Uma vez que podia ser contemplada em sua Pessoa, a divindade de Cristo fazia-se palpável na história humana. Assim se explica por que Simeão viu a salvação de Deus.
Embora esta festa de dois de fevereiro caia fora do tempo litúrgico do Natal, é parte integrante do relato natalino. É uma faísca do Natal, é uma “epifania do quadragésimo dia”.
A Apresentação do Senhor é uma festa antiquíssima de origem oriental. A Igreja de Jerusalém já a celebrava no século IV. Era celebrada aos quarenta dias da festa da Epifania, em 14 de fevereiro. A peregrina Eteria, que conta isso em seu famoso diário, acrescenta o interessante comentário de que “se celebrava com a maior alegria, como se fosse Páscoa”. De Jerusalém, a festa se propagou para outras igrejas do Oriente e do Ocidente. No século VII, se não antes, havia sido introduzida em Roma. A procissão com velas se associou a essa festa. A Igreja romana celebrava a festa quarenta dias depois do Natal.
A festa da Apresentação do Senhor celebra uma chegada e um encontro: a chegada do Salvador esperado, núcleo da vida religiosa do povo, e as boas-vindas concedidas a Ele por dois representantes dignos da raça eleita: Simeão e Ana. Por sua idade já avançada, estes dois personagens simbolizam os séculos de espera e de fervoroso anseio dos homens e mulheres devotos da Antiga Aliança. Na realidade, representam a esperança e o anseio da raça humana.
A procissão representa a peregrinação da própria vida. O povo peregrino de Deus caminha penosamente através deste tempo, guiado pela luz de Cristo e sustentado pela esperança de encontrar finalmente o Senhor da glória em Seu Reino eterno.
A vela que levamos em nossas mãos lembra a vela do nosso batismo. E o sacerdote diz:“Guardem a chama da fé viva em seus corações. Que quando o Senhor vier saiam ao seu encontro com todos os santos no reino celestial”. Este será o encontro final, a apresentação, quando a luz da fé se converter na luz da glória. Então será a consumação do nosso mais profundo desejo, a graça que pedimos na pós-comunhão da Santa Missa.
Rezemos: Por estes Sacramentos que recebemos, enche-nos com Tua graça, Senhor. Tu que encheste plenamente a esperança de Simeão. E assim como não o deixaste morrer sem ter segurado Cristo nos braços, concede a nós, que caminhamos ao encontro do Senhor, merecer o prêmio da vida eterna.
Ó Maria, Mãe de Cristo e nossa Mãe, te agradecemos pelo cuidado com que nos acompanhas ao longo do caminho da vida, enquanto te pedimos: neste dia volta a apresentar-nos a Deus – nosso único bem – a fim de que a nossa vida consumida pelo amor seja um sacrifício vivo, santo e do seu agrado. Assim seja!
Padre Bantu Mendonça

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Quem são meus amigos?

Todas as quintas feiras acontece o nosso grupo de oração na Paróquia Santíssima Virgem na Av. Lucas Nogueira Garcez, s/nº em São Bernardo do Campo à partir das 19h com o Santo Terço, Santa Missa e Grupo até às 22hs. O tema de amanhã (02/02/2012) será "QUEM SÃO MEUS AMIGOS?" que será partilhado pelo nosso irmão Giovane. 
Que Deus seja louvado.


01/02/2012


Santa Veridiana


1 de Fevereiro


Santa VeridianaNasceu em Florença, em 1182, numa família nobre que respeitava as opções de Veridiana com relação a Deus. Ela trabalhou com um tio comerciante e o ajudou a administrar seus negócios, mas percebeu que sua vocação era muito mais do que administrar; era deixar que o próprio Deus cuidasse dela e de sua história.

Jovem de oração, de penitência e contemplação, priorizou a vontade do Senhor, por isso chegou a um ponto em que deixou tudo para seguir a vontade de Deus, trabalhando e servindo-O por meio dos pobres e peregrinos.

Na época em que administrava o comércio do tio, já ajudava os pobres. Mas, agora, ela se doava para os seus irmãos mais necessitados. Ficou gravemente ferida, quando, ao fazer uma peregrinação pelos túmulos de São Pedro e São Paulo, foi a pé e descalça pedindo esmolas. Santa Veridiana ofereceu todos esses seus sacrifícios pela conversão das pessoas.

Uma mulher possuída pelo Espírito Santo, foi dócil à vontade de Deus e viveu o restante de sua vida acamada, enferma, oferecendo-se ao Senhor, aconselhando muitas pessoas e intercedendo por todos. Seus alimentos eram pão e água.

Mulher penitente e feliz, viveu até os 60 anos de idade consumindo-se de amor a Deus para o bem dos irmãos.

Santa Veridiana, neste tempo marcado pelo hedonismo e pela busca desenfreada por prazeres, nos aponta, denuncia que não é este o caminho da felicidade, mas apenas um: Nosso Senhor Jesus Cristo.

Peça a intercessão dessa santa para que todos possam, na oração, na penitência, na doação ao irmão, encontrarmos a verdadeira felicidade.

Santa Veridiana, rogai por nós!

01/02/2012


Primeira leitura (2º Samuel 24,2.9-17)


Quarta-Feira, 1 de Fevereiro de 2012
4ª Semana Comum

Leitura do Segundo Livro de Samuel.

Naqueles dias, 2disse o rei Davi a Joab e aos chefes de seu exército que estavam com ele: “Percorrei todas as tribos de Israel, desde Dã até Bersabeia, e fazei o recenseamento do povo, de maneira que eu saiba o seu número”.
9Joab apresentou ao rei o resultado do recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que manejavam a espada; e, em Judá, quinhentos mil homens. 10Mas, depois que o povo foi recenseado, Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor: “Cometi um grande pecado, ao fazer o que fiz. Mas perdoa a iniquidade do teu servo, porque procedi como um grande insensato”. 11Pela manhã, quando Davi se levantou, a palavra do Senhor tinha sido dirigida ao profeta Gad, vidente de Davi, nestes termos: 12“Vai dizer a Davi: Assim fala o Senhor: dou-te a escolher três coisas: escolhe aquela que queres que eu te envie”.
13Gad foi ter com Davi e referiu-lhe estas palavras, dizendo: “Que preferes: três anos de fome na tua terra, três meses de derrotas diante dos inimigos que te perseguem, ou três dias de peste no país? Reflete, pois, e vê o que devo responder a quem me enviou”. 14Davi respondeu a Gad: “Estou em grande angústia. É melhor cair nas mãos do Senhor, cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!”
15E Davi escolheu a peste. Era o tempo da colheita do trigo. O Senhor mandou, então, a peste a Israel, desde aquela manhã até o dia fixado, de modo que morreram setenta mil homens da população, desde Dã até Bersabeia. 16Quando o anjo estendeu a mão para exterminar Jerusalém, o Senhor arrependeu-se desse mal e disse ao anjo que exterminava o povo: “Basta! Retira agora a tua mão!” O anjo estava junto à eira de Areuna, o jebuseu. 17Quando Davi viu o anjo que afligia o povo, disse ao Senhor: “Fui eu que pequei, eu é que tenho a culpa. Mas estes, que são como ovelhas, que fizeram? Peço-te que a tua mão se volte contra mim e contra a minha família!”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 31)


Quarta-Feira, 1 de Fevereiro de 2012
4ª Semana Comum

— Perdoai-me, Senhor, meu pecado!
— Perdoai-me, Senhor, meu pecado!

— Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade!
— Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta.
— Todo fiel pode, assim, invocar-vos, durante o tempo da angústia e aflição, porque, ainda que irrompam as águas, não poderão atingi-lo jamais.
— Sois para mim proteção e refúgio; na minha angústia me haveis de salvar, e envolvereis a minha alma no gozo da salvação que me vem só de vós.


Evangelho (Marcos 6,1-6)


Quarta-Feira, 1 de Fevereiro de 2012
4ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam.2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele.
4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Valorizemos aqueles que estão próximos de nós


Postado por: homilia

fevereiro 1st, 2012

Depois de Jesus ter ressuscitado a filha de Jairo em Cafarnaum; no texto de hoje segundo Marcos (diferentemente de Mateus e Lucas que contam que Jesus havia nascido em Belém, mas logo mudou para Nazaré, onde viveria sua infância até a idade adulta) Ele se dirigiu a Nazaré, sua pátria.
O ponto convergente entre ambos é que todos se referem a Nazaré como sendo a pátria do Messias. E afirmam que Jesus, como de costume, entrou no Templo não para observar quem tinha a roupa bonita, quem tinha o sapato melhor, ver os defeitos dos olhos, falar mal dos outros (como às vezes acontece, infelizmente, com muitos de nós) mas sim para ensinar verdades de vida para os que crerem.
Esta atitude nos leva a perceber que ao longo da narrativa, enquanto Jesus ensinava na sinagoga, houve muitas murmurações a Seu respeito.  Segundo Marcos havia, em primeiro lugar, o preconceito de Seu povo, já que o Senhor era “o filho de Maria e José”.
Ele era o filho do carpinteiro e se fosse “o José” – famoso, dono de carpintarias e marcenarias – valeria a pena. Mas tratava-se de um “tal” José sem nome no jornal, na rádio, na telinha da TV e na página da Internet. Portanto, tratava-se de um José pobre e, como é dito popularmente, “filho de pobre pobre é”, Jesus então estava “condenado” a assumir toda a herança paterna.
Assim se justifica – embora errôneamente – as perguntas: “De onde é que este homem consegue tudo isso? De onde vem a sabedoria dele? Como é que faz esses milagres? Por acaso ele não é o carpinteiro, filho de Maria? Não é irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não moram aqui?”
Todavia, Jesus, em Seu exemplo de humildade e simplicidade, nascido em meio à pobreza, tinha mais sabedoria do que os chefes da sinagoga e os desafia.
O escândalo provocado pela multidão estava relacionado ao problema fundamental daquele tempo. E São Marcos o traz à tona: trata-se do “escândalo” da Encarnação. Ainda hoje, com muita frequência, encontramos pessoas com medo da humanidade de Jesus!
Quantas teorias esdrúxulas sobre onde Jesus passou os primeiros trinta anos da Sua vida, quando a realidade é que Ele os passou como qualquer outro rapaz da Sua geração – numa família e comunidade do interior, trabalhando com as mãos e partilhando a dura sorte do Seu povo. Mas relutamos para não enxergar a opção real de Deus pelos pobres e marginalizados, ou seja, os excluídos da nossa sociedade por intermédio da realidade da Encarnação.
Como vivera ali durante toda a Sua vida, todos acreditavam que O conheciam bem. E não acreditaram nas Suas palavras. Jesus diz, então, que “um profeta só não é aceito em sua própria pátria”. Como vimos, até Seus próprios parentes também relutaram para não aceitar a pessoa e a missão de Cristo.
O Evangelho de hoje nos ensina a valorizar aqueles que estão próximos de nós.Muitas vezes, não reconhecemos as virtudes dos que convivem conosco, dando maior valor àqueles mais distantes. Parece que “os de fora” são inteligentes, verdadeiros, honestos, justos, lindos, respeitadores, carinhosos, pacíficos, românticos, têm tudo o que uma pessoa procura numa outra para ser feliz. E se esquecem de que o que é nosso é nosso. Ainda que seja um farrapo, vale mais do que um ouro emprestado.
Portanto, a incredulidade daquela gente impossibilitou a Jesus de realizar milagres em seu meio. Era preciso que o povo tivesse fé na missão de Cristo para que Seus milagres não fossem tidos como produto da magia humana ou ilusionismo. É impossível a salvação sem a fé no poder de Jesus.
Cristo admirou-se pela falta de fé dos Seus. Essa admiração pode ser traduzida como uma forma de decepção.
Hoje, meus irmãos, precisamos buscar a fé em Cristo e na Sua Palavra. E a única maneira de alcançarmos a verdadeira fé é através do conhecimento da Verdade. Jesus sempre relacionava a salvação à fé. Muitos dos que eram por Ele curados, escutavam: “A tua fé te salvou”. E, quando disse Jesus: “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará”. Que Verdade é esta, senão a Sua palavra e os Seus exemplos?
Somente com o estudo da Palavra de Jesus, buscando conhecer a Sua Verdade, aprenderemos a ter fé. Uma fé racional e lógica. E, aprendendo a ter fé, estaremos aptos a fazer as escolhas corretas, sabendo distinguir entre os diversos caminhos, em busca da Salvação prometida por Cristo a todos nós, pois a fé, a esperança e a confiança no conteúdo do Seu ensino e palavras são a garantia da vida eterna para todos os homens e mulheres.
O Evangelho de hoje nos desafia para que nos questionemos sobre o Jesus no qual acreditamos. Marcos quer suscitar uma desconfiança na sua comunidade: se nem as autoridades e nem os parentes de Jesus O compreenderam, será que nós O compreendemos? Paulatinamente, caminhamos para o capítulo 8 no qual seremos convidados a responder a pergunta fundamental da nossa fé: “Quem é Jesus para mim hoje?”
Padre Bantu Mendonça