quarta-feira, 4 de abril de 2012

O CONSUMISMO NAS FESTAS CRISTÃS

O que é a Páscoa? Resposta: é a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Segundo Bento XVI, o Natal – assim como a Páscoa – tornou-se uma “festa de negócios”.
Essa seria uma resposta simples, e todos os que se dizem cristãos deveriam tê-la na ponta da língua, quisera no coração. No entanto, faça essa pergunta a uma criança e a resposta estará relacionada a coelhinho da Páscoa, ovos de chocolate e presentes. Não diferente do Natal, a celebração pascal, assim como as festas juninas e outras datas importantes do Cristianismo, está se tornando sinônimo de consumismo.
O próprio Papa Bento XVI, na Missa do Galo de 2011, disse que “o Natal tornou-se uma festa de negócios, cujo fulgor ofuscante esconde o mistério da humildade de Deus”. Será que podemos incluir a Páscoa nessa mesma mentalidade de “negócio”, da qual recordou o Santo Padre?
Sem recorrer a fantasias de “teoria da conspiração”, não podemos negar que existe uma ideologia anticristã bem articulada com o intuito de transformar a sociedade em um organismo indiferente à religião.
Há tempos que as conferências episcopais de vários países, além da própria Santa Sé, têm nos chamado à atenção para uma perversa tentativa de excluir as expressões religiosas – como festas e feriados -, da esfera pública, assim como a negação dos direitos iguais e a “marginalização social dos cristãos” (Comissão das Conferências Episcopais da Europa).
No início de 2012, por exemplo, a Comissão Europeia disponibilizou mais de três milhões de cópias de uma agenda com as cores da União Europeia. A agenda continha feriados judeus, hindus, islâmicos, sikhs, mas não havia os feriados cristãos, nem sequer o dia 25 de dezembro, quando a Igreja comemora o Natal, nascimento de Jesus Cristo. Depois de uma petição feita por  mais de 37 mil europeus, em 7 línguas, os feriados voltaram à agenda. Em Portugal, cogita-se que a festa de Corpus Christi e Assunção de Maria (15 de agosto) não serão mais feriados em 2013.
Por Daniel Machado
produtor do Destrave

04/04/2012


Primeira leitura (Isaías 50,4-9a)

Quarta-Feira, 4 de Abril de 2012
Semana Santa

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo.
5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é o meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. 8A meu lado está quem me justifica; alguém me fará objeções? Vejamos. Quem é meu adversário? Aproxime-se. 9aSim, o Senhor Deus é meu Auxiliador; quem é que me vai condenar?

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 68)

Quarta-Feira, 4 de Abril de 2012
Semana Santa

— Respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus.
— Respondei-me pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus.

— Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram com fogo abrasador: e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!
— O insulto me partiu o coração; Eu esperei que alguém, de mim tivesse pena; procurei quem me aliviasse e não achei! Deram-me fel como se fosse um alimento, em minha sede ofereceram-me vinagre!
— Cantando eu louvarei o vosso nome e agradecido exultarei de alegria! Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos.


Evangelho (Mateus 26,14-25)

Quarta-Feira, 4 de Abril de 2012
Semana Santa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: “Que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.
17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’”.
19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?”
23Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Devemos correspoder à graça divina, mas não desprezá-la

Postado por: homilia

abril 4th, 2012

Na Quarta-feira Santa, a Igreja nos propõe meditar o Evangelho de Jesus segundo Mateus 26,14-25. Essa leitura nos apresenta a traição de Judas e nos descreve como ele foi se encontrar com os chefes dos sacerdotes e se oferecer para trair o Senhor. O traidor aceita trinta moedas de prata como recompensa por sua delação. Por apenas trinta moedas um dos doze apóstolos entrega o Mestre!
Por quantas moedas temos vendido Jesus? É chegada a hora das trevas!
Com um simples beijo, Judas planeja vender o seu Senhor. Por trinta moedas traça-se o poder financeiro, material e finito da vida, dom de Deus. Uma verdadeira contradição, pois o Dono de tudo é trocado por dinheiro.
Ontem, assim como hoje, a opção pelo dinheiro e a rejeição da vida têm falado mais alto, essa é a característica de nossa sociedade neoliberal e globalizada. Os grandes impérios desse mundo fazem guerra e destroem a vida, movidos pela ambição do dinheiro. Eles produzem uma ideologia, uma cultura de ambição e violência que passa a ser assimilada por muitos.
São Mateus nos revela, hoje, o modo como Jesus foi traído por um dos Seus homens de confiança. O Evangelho destaca que o gesto de Judas estava inserido num contexto maior do desígnio divino sobre o destino do Messias, mas nem por isso Sua responsabilidade foi menor. As palavras terríveis que recaíram sobre ele não deixam dúvida a esse respeito: “Seria melhor que nunca tivesse nascido!”. Só Judas age na contramão da vontade do Mestre, mesmo que sua decisão já estivesse no contexto da vontade de Deus.
A atitude cristã que devemos ter é de corresponder à graça divina, mas não desprezá-la, traindo o amor de Cristo como fez o apóstolo. Peçamos ao Senhor que nos conceda uma fé firme e permanente, a ponto de fazermos a diferença neste mundo cheio de ganância, no qual ainda o grito de Maquiavel – “o fim justifica os meios” – continua ditando normas. Tira-se a vida em troca de poder, prazer e posse.
Jesus faz do dom de Sua vida – doada livremente por nós – a nova e eterna aliança com o Pai celeste, a fim de que, livres do pecado, vivamos na liberdade de filhos de Deus.
Padre Bantu Mendonça

Santo Isidoro

4 de Abril

Santo IsidoroO santo de hoje é resultado de uma família de santos, gente que buscou a vontade de Deus em tudo.

Nasceu na Espanha no ano de 560, perdeu os pais muito cedo e ficou aos cuidados dos irmãos que, recebendo dos pais uma ótima formação cristã, puderam introduzir o pequeno Isidoro a este relacionamento com Deus.

Ele se deparou com muitos limites, por exemplo, nos estudos. E fugia desse compromisso.

No entanto, com a graça divina e o esforço humano, ele transcendeu e retomou os estudos, tornando-se um dos homens mais cultos, versados e reconhecido pela Igreja como doutor.

Santo Isidoro foi um homem humilde, de oração e penitência, que buscava a salvação das almas, a edificação das pessoas.

Com o falecimento de um irmão seu, foi eleito bispo em Sevilha, consumindo-se de amor a Cristo, no povo.

Santo Isidoro, rogai por nós!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Semana Santa: O que aconteceu com Judas o traidor?

Por Padre Luizinho no dia abr 3rd, 2012 sobre EspiritualidadeLiturgiaSemanaSanta.
“Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”. Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando. Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?” Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Isca­riotes. Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. “Vós me procurareis, e agora vos digo como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”. Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas seguirás mais tarde”. Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!” Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim?” “Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”. (cf. João 13, 21-33. 36-38).
Nestes dias precisamos estar atentos ao que Deus nos fala. Jesus colocou em chegue à amizade e a fidelidade de todos os discípulos, e todos se questionavam: “Acaso, serei eu, Senhor?” Porque Jesus diz “é aquele que come comigo”, mas todos estavam comendo com Ele na Ceia derradeira, portando cada um deles poderia ser o possível traidor. O mais importante àquele que o traiu não conseguiu experimentar, apesar do meu pecado o Senhor me ama e o seu amor é infinitamente superior ao meu erro e traição. O maior pecado de Judas não foi à traição, foi o desespero em não confiar na infinita misericórdia de Deus!
A traição de Judas está pautada com alusão a passagem do Profeta Zacarias 11,12 que diz: “o preso da venda de um escravo ou de um mês de trabalho”, de uma vida que deveria ter um preso muito alto, mas na verdade quem estava comprando a nós era o Senhor com o preço de sua Vida. A figura de Judas faz com que a gente tente imaginar o processo interno que ele viveu, e não foi fácil. A Igreja desde seus primórdios, via na lembrança da traição um exame de consciência, pois a resposta pessoal de Jesus pode dirigir-se de novo a novos traidores de sua Pessoa.
Aqui a Igreja não dá nenhuma sentença sobre Judas, ele está entregue a infinita misericórdia de Deus. Nós é que precisamos fazer o nosso exame de consciência, pois trazemos dentro de nós potenciais traidores, quando pecamos ou quando negamos a Deus e a nós mesmos. Judas não chama Jesus de Senhor como os outros discípulos, mas o chama de Rabi, que quer dizer mestre. (cf. Mateus 26,25).
Mestre, professor, qualquer um poderia ter muitos naquela época, mas Senhor somente um, ou seja, Jesus era somente mestre de Judas e não Senhor de sua vida. O “ai” do narrador do evangelho, não é somente compaixão por Jesus, mas a dor pelo fato de que entre os doze haja um traidor. A Palavra de Deus é uma contradição, como relatar um fato de fracasso tão grande como esse entre os discípulos de Jesus. Fazendo um exame de consciência, agora eu e você podemos nos perguntar: “Acaso, serei eu, Senhor?”.
É preciso deixar vir para fora os pequenos e grandes pecados que possam me tornar um outro Judas. Mesmo diante deste fato de perceber um traidor dentro de mim, eu não posso perder a chance de confessar e receber de Deus a misericórdia destinada para o Coração arrependido. Pedro também negou e traiu Jesus, só que Pedro reconheceu o seu pecado e chorou amargamente lavando-se na Misericórdia do Senhor, enquanto Judas, na sua soberba e falta de esperança não acreditou que poderia ser perdoado de pecado tão grande.
Pois, não conhecendo verdadeiramente a Deus Judas deixou-se afogar pelo seu pecado.
Oração: Senhor, diante da minha traição, dos meus pecados está as minhas lágrimas de dor como as de Pedro por não ter reconhecido tamanho amor e misericórdia. Reconheço que meus pecados e fraquezas são grandes, mas nunca maiores do que a chance de começar de novo, reconhecer, levantar a cabeça e confiar que não há pecado tão grande, que seja maior que Teu perdão e mereça a Tua misericórdia. Jesus não permita que o pecado me segue a ponto do desespero tomar conta do meu coração, daí-me a virtude da esperança, que alimenta a minha fé e a fortaleza no Teu Espírito para não me entregarão mal. E mesmo quando for surpreendido pela minha fraqueza eu possa disser como Pedro: “Senhor, Tu sabes tudo, sabes que eu Te amo”! Amém

FOI UM TOMBO, NÃO A DERROTA!

Quantas vezes nos sentimos fracos frente a alguma situação? Quantas vezes nos sentimos caídos devido a um ato cometido? São diversas as lembranças que nos vêm à memória diante dessas perguntas, pois todos nós, em algum instante da vida, nos sentimos derrotados pelo inimigo, porque recorremos às alegrias do mundo, às coisas humanas. Mas isso não nos faz indiferentes às coisas de Deus, pois são elas que devemos buscar sempre, porque, certamente, nos trará felicidade eterna.
Nossas quedas nos fazem lembrar de nossa pequenez humana, nos fazem lembrar também que somos finitos e que o pecado está entre nós. Mas uma queda ou um fracasso não deve ser a última história a ser contada em nossa vida.
Em momento algum, na Bíblia Sagrada, Jesus pergunta a uma pessoa qual foi o pecado dela, o que de errado ela cometeu; pelo contrário, está escrito: “Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1,8). Com a certeza da misericórdia de Deus, podemos levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima, buscando ser melhores em Deus para, assim, poder alcançar a glória que está em Nosso Senhor.
Na Quarta-feira de Cinzas nos é dito: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Veja que, mais uma vez, Jesus lhe faz um convite sem olhar seu passado, sem olhar suas quedas, por isso Ele nos chama à conversão, pois sabe que, por sermos pecadores, precisamos nos arrepender de nossos pecados e nos converter, ou seja, deixar as coisas terrenas para encontrar sempre as coisas do Alto.
“Em momento algum, na Bíblia Sagrada, Jesus pergunta a uma pessoa qual foi o pecado dela”
Ele ainda nos pede, novamente, que creiamos no Evangelho, pois o Senhor disse: “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6,33). Essa é a promessa de Cristo para nós. Creia na Sagrada Escritura, pois são Palavras de salvação e Deus sempre cumpre o que nos promete.
Estamos, neste mundo, vulneráveis às investidas do maligno, mas este não é nosso lugar. Viemos e seremos provados; a nós será apresentado todo tipo de sedução, a fim de que nos desviemos do caminho de Deus. No entanto, temos de nos manter firmes na fé, superar os tombos e nunca aceitar a derrota. Fiéis a Cristo Jesus, sejamos confiantes!
Leandro Felipe de Oliveira/PASCOM

03/04/2012


Primeira leitura (Isaías 49,1-6)

Terça-Feira, 3 de Abril de 2012
Semana Santa

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

1Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado”.
4E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5E agora me diz o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória.
6Disse ele: “Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 70)

Terça-Feira, 3 de Abril de 2012
Semana Santa

— Minha boca anunciará vossa justiça.
— Minha boca anunciará vossa justiça.

— Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me!
— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.
— Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude! Sois meu apoio desde antes que eu nascesse. Desde o seio maternal, o meu amparo.
— Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis. Vós me ensinastes desde a minha juventude, e até hoje canto as vossas maravilhas.

Evangelho (João 13,21-33.36-38)

Terça-Feira, 3 de Abril de 2012
Semana Santa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”.22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando.
23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?”
26Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”.
28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: ‘Compra o que precisamos para a festa’, ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite.
31Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”.
36Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas seguirás mais tarde”. 37Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!” 38Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Jesus tem sido verdadeiramente glorificado em nossa vida?

Postado por: homilia

abril 3rd, 2012

Estamos no dia mais movimentado do ministério público de Jesus. Trata-se da última terça-feira vivida por Ele, antes da Sua morte na cruz.
O dia começa bem cedo, com a saída de Jesus e Seus discípulos de Betânia a caminho de Jerusalém, e termina à noite, durante um jantar em Betânia, no qual Maria unge Jesus para a sepultura e Ele aponta o traidor. Durante esse jantar, Cristo delineia o conteúdo do novo mandamento e Judas sai, possuído por Satanás, para trair o seu Mestre, entregando-O aos principais sacerdotes e capitães do templo. Infelizmente, Judas é uma peça na articulação dos chefes religiosos do templo e das sinagogas ao planejarem a morte de Cristo.
Tendo sido configurado o ato da traição de Judas, Jesus anuncia a glorificação do Filho do Homem. É a manifestação plena do Seu amor até o fim, sem limites. A partir da traição do discípulo, tem início a glória de Jesus, ou seja, Sua Paixão, Morte e Ressurreição, a obra de Sua vida em plenitude, pela qual nos tornamos eternamente perfeitos.
O dia está cinzento e nublado por causa das acusações recebidas e também das respostas dadas pelo Senhor às ardilosas questões dos fariseus, saduceus e herodianos sobre a Sua autoridade, ressurreição dos mortos, tributos e o grande mandamento. Aqui também acrescenta-se o discurso escatológico de Jesus, a profecia da destruição de Jerusalém, ensinamentos sobre a segunda vinda, condenação dos ímpios e galardão dos salvos.
É um dia terrivelmente desgastante e só Jesus poderia concretizá-lo. Ele foi fiel, concreto e objetivo. Nada deixou por fazer.
É Terça-feira Santa. Jesus vislumbra já a Sua futura trajetória, na qual, com a cruz às costas e com um sorriso nos lábios, dirá: “Está consumado!”.
O evangelista João dirá, várias vezes, que Judas era um ladrão. Logo, alguém de caráter duvidoso, de quem se podia esperar tudo. A traição seria apenas mais uma manifestação da personalidade malsã desse discípulo. Os Evangelhos, em geral, referem-se a Judas como alguém que vendeu sua própria consciência ao aceitar entregar o Mestre por um punhado de dinheiro.
Entretanto, é possível suspeitar de outras razões para essa atitude tresloucada. Será que Judas entendeu, de fato, o projeto de Jesus? Terá sido capaz de abrir mão de seus esquemas messiânicos para aceitar Jesus tal qual se apresentava? Estava disposto a seguir um Messias pobre, manso, amigo dos excluídos e marginalizados, anunciador de um Reino incompatível com a violência e a injustiça?
Judas esperava tirar partido do Reino a ser instaurado por Jesus. Vendo frustrado o seu intento, não teria tido escrúpulo ao trair o Mestre? Uma coisa é certa: Judas -  como muitos de nós – estava longe de sintonizar-se com Jesus. Algo parecido acontecia com Pedro, que haveria de negá-Lo. A diferença entre os dois é que Pedro recuou, mas se converteu à misericórdia do Senhor.
Meu irmão, o texto de hoje nos revela a festa já da Última Ceia. São João vai interpretando os acontecimentos de maneira simbólica: por meio do pedaço de pão molhado, Satanás entra em Judas; já era noite, a morte de Jesus é a Sua glorificação; Pedro segue o Mestre depois, mas antes O nega. Espiritualmente, ele está com vontade e desejo de seguir o Senhor, mas a carne o impede de fazê-lo.
Jesus está cada vez mais abandonado pelos homens, ao mesmo tempo em que é o Salvador deles, por isso não olha para trás e segue o Seu caminho. Ele sabe que chegou a hora da glorificação do Filho do Homem: “Agora, a natureza divina do Filho do Homem é revelada e, por meio dele, é revelada também a natureza gloriosa de Deus. E, se por meio dele a natureza gloriosa de Deus for revelada, então, Deus revelará em si mesmo a natureza divina do Filho do Homem. E Deus fará isso agora mesmo” (cf. Jo 13,31-32).
Depois da rejeição dos meios oficiais, vem agora a traição e a negação dos Seus. Essa foi a atitude dos dois discípulos: Judas e Pedro. Mas, muitas vezes, é a nossa atitude também.
Quantas vezes, depois de um emprego adquirido ou de um casamento tão almejado, de um filho desejado ou depois da conquista de uma casa própria, enfim, após uma graça recebida, colocamos Jesus de lado? O que é mais grave: trocamos o Senhor pelos bens temporais e, assim, O negamos.
Olhemos para nós e nos perguntemos se somos fiéis ao Evangelho e se o testemunhamos no mundo de hoje.
Padre Bantu Mendonça

São Ricardo

3 de Abril

São RicardoCom alegria contemplamos a vida de santidade do nosso irmão da fé São Ricardo, que hoje brilha no Céu como intercessor de todos os irmãos que peregrinam na Igreja terrestre.

Nascido em 1197, era pobre, teve dificuldade de estudar e perdeu muito cedo seus pais.

No seu tempo, Ricardo começou a ver a ignorância e superstição; ambição dos nobres; luxo do clero; regalismo do trono e decadência da vida monástica. Diante de sua realidade, não se entregou a murmurações e desânimos, mas como professor e reitor da Universidade de Oxford decidiu-se pela santidade, a fim de ser instrumento de renovação da Igreja na Inglaterra.

Unido aos frades franciscanos e dominicanos, Ricardo fez de tudo, - como leigo, sacerdote e bispo ordenado pelo Papa - para reverter a resistência do rei que não queria a sua ordenação e, de toda situação triste que acabava atingindo duramente o povo. São Ricardo, até entrar na Casa do Pai com 56 anos, por dois anos coordenou sua diocese clandestinamente, visitando pobres, doentes e fazendo de tudo para evangelizar e ajudar na santificação dos mosteiros, clero e nobres ingleses, isto principalmente depois que o rei se dobrou sob ameaça de excomunhão do Papa.

São Ricardo, rogai por nós!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Para que eu vivo? - A partir desta resposta seremos um autêntico ser humano

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Para que vivo eu?

Enquanto não tivermos uma resposta a esta pergunta, uma resposta que nos mostre o significado da nossa existência - a nossa razão de viver, de amar, de lutar, de trabalhar… -, não seremos autênticos seres humanos. Seremos bichos mais ou menos pensantes que circulam, comem, bebem, dormem, fazem sexo, fuçam, desfrutam, se enjoam, se iludem, se desiludem, trabalham, brigam, se deprimem, vão ao psiquiatra, não sabem o que lhes acontecem, envelhecem e morrem.
Faz já alguns anos, uma crônica jornalística reproduzia a resposta de uma mocinha carioca à pergunta sobre o que achava dos bandos de vândalos e pixadores que danificam instalações públicas: - «Para mim - dizia ela -, as pessoas não sabem mais o que fazer das suas vidas». Sem grandes filosofias, essa menina lembrava que nós é que temos de “fazer a nossa vida”, que é preciso “fazer algo com ela”, e que não faremos nada de válido se não “soubermos o que fazer”. Justamente por termos uma inteligência e uma vontade livre, somos os responsáveis pela nossa vida. Que fazemos dela? Que faremos dela?
Essa filósofa-mirim trouxe-me à memória outra menina e outra reportagem de jornal. No caso, uma reportagem bem triste. Em São Paulo, há vários anos, uma estudante de dezesseis anos despencou - ou se jogou? - da janela de um dos últimos andares de um prédio de apartamentos, onde uma turma de colegas consumia drogas. Morreu na hora. Entre os seus papéis, acharam-se rabiscos de umas confissões íntimas. Desse texto, basta uma amostra: «Vou ver se aqui eu consigo dizer tudo o que sempre quis dizer. Em primeiro lugar, eu queria viver. Mas eu vivo, o problema não é esse. O problema é ter que viver para quê? Ou para quem? Eu quero encontrar algo que me faça querer viver eternamente».
A pobre mocinha não tinha descoberto ainda para que vivia, e por isso se achava perdida, sem sentido e sem rumo. Isso faz pensar que, mesmo na sua trágica desorientação, tinha uma intuição profunda do sentido humano da vida. Reparemos que ela não colocava a sua realização em possuir bens, em enriquecer, gozar dos prazeres da vida (como seria de esperar, mexendo-se num ambiente consumista e hedonista), mas numa “razão de viver”, que não conseguia achar: «Eu quero encontrar algo que me faça querer viver eternamente». Só por isso era humana: porque sentia a sede de sentido, sem a qual tudo acaba em absurdo e frustração.

Assista: "Renovados para testemunhar Jesus", com padre José Augusto


Eu sou fiel a mim mesmo?
À vista desses dois episódios, tornam-se incisivas estas perguntas: - Podemos dizer que estamos configurando, orientando a nossa vida de acordo com um ideal que a cumule de sentido, ou pelo menos que lutamos para chegar a isso? Esse ideal move-nos de maneira a vencermos a preguiça, a pressão do ambiente, os impulsos meramente instintivos, a inércia e a moleza, que apagam qualquer ideal?
Estejamos certos de que só vivendo assim - à procura de um ideal que nos encha de sentido - poderemos dizer que somos fiéis a nós mesmos, à grandeza do que nós somos, às exigências profundas da nossa dignidade de pessoas humanas; em suma, poderemos dizer que somos autênticos seres humanos.
Talvez nos mostre uma pista, para começarmos essa procura, um comentário do protagonista do romance Life after God (”A vida depois de Deus”, deste Deus que “nós matamos”), do americano Douglas Coupland.
O escritor se autodefine como membro da «primeira geração americana educada sem religião», e retrata a falta de sentido e o tédio acumulado de muitos dos seus companheiros, criados no vácuo do prazer sem Deus (drogas, álcool, sexo-carne, ausência de compromissos).
No fim do romance, o protagonista faz chegar uma mensagem à namorada, que é como que o grito do vazio: «Pois bem… eis o meu segredo. Digo-o com uma franqueza que duvido voltar a ter outra vez; de maneira que rezo para que você esteja num quarto tranquilo quando ouvir estas palavras. O meu segredo é que preciso de Deus; que estou farto e que já não posso continuar sozinho. Preciso de Deus para que me ajude a dar, pois me parece que já não sou capaz de dar; para que me ajude a ser generoso, pois me parece que desconheço a generosidade; para que me ajude a amar, pois me parece que perdi a capacidade de amar…».
Não vale a pena pensarmos a sério nessas coisas todas?
Padre Francisco Faus
http://www.padrefaus.org/
02/03/2012 - 08h00

02/04/2012


Primeira leitura (Isaías 42,1-7)


Segunda-Feira, 2 de Abril de 2012
Semana Santa

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

1“Eis o meu servo — eu o recebo; eis o meu eleito — nele se compraz minh’alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas.
3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas proverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos”.
5Isto diz o Senhor Deus, que criou o céu e o estendeu, firmou a terra e tudo que dela germina, que dá a respiração aos seus habitantes e o sopro da vida ao que nela se move:6“Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 26)


Segunda-Feira, 2 de Abril de 2012
Semana Santa

— O Senhor é minha luz e salvação.
— O Senhor é minha luz e salvação.

— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu temerei?
— Quando avançam os malvados contra mim, querendo devorar-me, são eles, inimigos e opressores, que tropeçam e sucumbem.
— Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei.
— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!


Evangelho (João 12,1-11)


Segunda-Feira, 2 de Abril de 2012
Semana Santa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo.
4Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar:5“Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para dá-las aos pobres?” 6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela.
7Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia da minha sepultura. 8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”.
9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus ressuscitara dos mortos.10Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11porque por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Semana Santa, momento propício para acolhermos Jesus em nossa vida


Postado por: homilia

abril 2nd, 2012

Estamos vivendo a Semana Santa, momento no qual celebramos a centralidade da nossa fé.
Nesta Semana Maior, celebramos o Cristo que morreu e ressuscitou para a nossa salvação, para nos resgatar das mãos do demônio e nos transferir para o mundo da luz, para a liberdade dos filhos de Deus. Jesus morreu na cruz para reconciliar o homem com Deus.
É a semana da nossa reconciliação com o Senhor. É o tempo da vitória da vida sobre a morte, da graça sobre o pecado. Quando os fiéis são batizados, aplica-se, a cada um deles, os efeitos redentores da Morte e Ressurreição de Cristo. Por isso, o cristão católico convicto celebra, com alegria, cada função litúrgica dessa semana que culmina na celebração do Tríduo Pascal.
Assim, recomenda a Santa Mãe Igreja que todos os seus filhos se confessem para que, morrendo com Cristo, possam ressuscitar com Ele, na madrugada do Domingo da Páscoa, para a vida eterna.
No Evangelho proposto para esta Segunda-feira Santa, Jesus volta a Betânia, seis dias antes da Páscoa, para manifestar o Seu amor e carinho pelos amigos.
Comove ver como o Senhor tem essa amizade tão divina e tão humana, que se manifesta num convívio frequente. Nessa visita de Jesus à Lázaro, Maria e Marta, vejo-me também na condição de acolher e receber Cristo em minha casa e em minha vida.
“Jesus, venha me visitar hoje. Eu quero recebê-Lo com o coração aberto, alegre e agradecido por merecer Sua amizade e confiança, assim como sempre foi muito bem recebido por Lázaro, Marta e Maria – em qualquer dia e a qualquer hora – com alegria e afeto. Como havia grande respeito, atenção e caridade entre eles, assim me comprometo a fazer também.”
São milhares de pessoas que negam hospedagem a Jesus Cristo em seu coração, mas escancaram-no para o mundo e suas vaidades. Esses vivem com a alma cheia de vícios, mas ela, sem a presença de Deus e dos anjos que nela jubilavam, cobre-se com as trevas do pecado, de sentimentos vergonhosos e de completa ignomínia.
“Ai da alma se lhe falta Cristo que a cultive com diligência, a fim de que possa germinar os bons frutos do Espírito! Deserta, coberta de espinhos e de abrolhos terminará por encontrar, em vez de frutos, a queimada. Ai da alma, se seu Senhor, o Cristo, nela não habitar! Abandonada, encher-se-á com o mau cheiro das paixões, virará moradia dos vícios”, afirma São Macário.
Era costume da hospitalidade do Oriente honrar um hóspede ilustre com água perfumada depois de se lavar. Mas mal sentou-se Jesus, Maria tomou um frasco de alabastro que continha uma libra de perfume muito caro, de nardo puro. Aproximou-se por detrás do divã, onde Ele estava recostado, ungiu Seus pés e os secou com os seus cabelos.
O nardo era um perfume raríssimo, de grande valor; ordinariamente, encerrava-se em pequenos vasos de boca estreita e apertada. Quebrá-lo e derramar seu conteúdo sobre a cabeça de alguém, era, entre os antigos, sinal de grande honra e distinção.
Maria ofereceu o melhor para Jesus Cristo. Ela não ofereceu um perfume barato, mas sim o melhor e mais caro. E você? O que tem oferecido para seu Senhor?
Façamos também nós o mesmo: ofereçamos a Cristo aquilo que temos de melhor e mais precioso. O melhor cálice, a mais bela patena, o mais piedoso ostensório, os melhores paramentos, a nossa vida, tudo o que somos e temos, pois todo o luxo, majestade e beleza são poucos perante a tamanha grandeza de Jesus, nosso Mestre e Rei.
Acolhendo o mistério redentor de Cristo e Sua Palavra, meditando os acontecimentos da nossa redenção, só poderemos crescer na alegria e na paz do Deus que nos ofertou Sua vida. Deixemos, pois, que o Espírito de Deus tome conta de nossa existência, para que sejamos conduzidos à eterna alegria da salvação e da ressurreição.
Acolhendo o mistério central da nossa fé, desejo que essa Semana Santa seja um momento especial de graça para você e toda sua família.
Padre Bantu Mendonça

São Francisco de Paula


2 de Abril

São Francisco de PaulaNasceu na cidade de Paula, na Calábria, em 1416. Recebeu este nome devido a devoção de seus pais a São Francisco de Assis. Em sinal de gratidão a uma cura recebida por intercessão do santo, viveu um tempo num convento franciscano.


Amor a Deus e ao próximo marcaram sua história, e seu lema pessoal era a caridade.


Depois de sair do convento, foi em peregrinação com seus pais para Roma, e ali descobriu seu chamado à vida eremítica. Ficou na Itália, em uma região distante, dedicando-se à vida de oração e penitência. Um homem da caridade, em comunhão com as dores da humanidade e da Igreja.


Muitos descobriram sua santidade e iam até ele pedir conselhos. Alguns desses descobriam sua vocação e permaneciam. Com isso, Francisco de Paula fundou uma ordem eremítica (Ordem dos Mínimos), que tinha como lema a caridade.


São Francisco de Paula, rogai por nós!