terça-feira, 15 de maio de 2012

15/05/2012


Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 16,22-34)

Terça-Feira, 15 de Maio de 2012
6ª Semana da Páscoa

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 22a multidão dos filipenses levantou-se contra Paulo e Silas; e os magistrados, depois de lhes rasgarem as vestes, mandaram açoitar os dois com varas. 23Depois de açoitá-los bastante, lançaram-nos na prisão, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. 24Ao receber essa ordem, o carcereiro levou-os para o fundo da prisão e prendeu os pés deles no tronco.
25À meia-noite, Paulo e Silas estavam rezando e cantando hinos a Deus. Os outros prisioneiros os escutavam. 26De repente, houve um terremoto tão violento que sacudiu os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as correntes de todos se soltaram. 27O carcereiro acordou e viu as portas da prisão abertas. Pensando que os prisioneiros tivessem fugido, puxou da espada e estava para suicidar-se. 28Mas Paulo gritou com voz forte: “Não te faças mal algum! Nós estamos todos aqui”.
29Então o carcereiro pediu tochas, correu para dentro e, tremendo, caiu aos pés de Paulo e Silas. 30Conduzindo-os para fora, perguntou: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?”31Paulo e Silas responderam: “Crê no Senhor Jesus, e sereis salvos tu e todos os de tua família”.
32Então Paulo e Silas anunciaram a Palavra do Senhor ao carcereiro e a todos os de sua família. 33Na mesma hora da noite, o carcereiro levou-os consigo para lavar as feridas causadas pelos açoites. E, imediatamente, foi batizado junto com todos os seus familiares.34Depois fez Paulo e Silas subirem até sua casa, preparou-lhes um jantar e alegrou-se com todos os seus familiares por ter acreditado em Deus.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 137)

Terça-Feira, 15 de Maio de 2012
6ª Semana da Páscoa

— Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.
— Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.

— Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me.
— Eu agradeço vosso amor, vossa bondade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.
— Estendereis o vosso braço em meu auxílio e havereis de me salvar com vossa destra. Completai em mim a obra começada; ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos! 


Evangelho (João 16,5-11)

Terça-Feira, 15 de Maio de 2012
6ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5“Agora, parto para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ 6Mas, porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações. 7No entanto, eu vos digo a verdade: É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei. 8E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: 9o pecado, porque não acreditaram em mim; 10a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; 11e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


Espírito Santo, o caminho seguro

Postado por: homilia

maio 15th, 2012

Jesus, com Sua partida para o Céu, consola Seus discípulos e firma Seus passos com a ajuda de Deus. Por isso, prepara-os para receber a força que virá. Afinal, Sua ida é certa e necessária: “No entanto, eu vos digo a verdade: É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei” (Jo 16,7). É bom que Jesus vá, porque o Defensor – o Espírito Santo – enviado aos discípulos, unidos em comunidade, dará continuidade histórica ao ministério de Jesus, restaurador da vida.
Cristo fala aos discípulos de Sua partida e eles se entristecem. Ele, porém, os exorta  a sentir alegria, pois somente com Sua partida virá o Paráclito. O discípulo, deixando-se guiar pelo Defensor, estará no caminho seguro. A fé é a confiança plena no Deus da vida que, por Seu Espírito, nos inspira no caminho certo, no qual não somos seduzidos pelas ilusões frágeis e passageiras do mundo.
Agora, os próprios discípulos, unidos ao Espírito, são os protagonistas da missão restauradora e vivificante. O Espírito Santo, que já estava presente em Jesus,  é colocado em destaque a partir da ocultação do Jesus visível e sensível. O Espírito é uma presença tão forte entre nós como era a presença de Cristo no momento histórico de Seu ministério. O Paráclito atualiza a presença do Senhor na comunidade dos discípulos. Sua ação é reconhecida pela fé em todo ato de amor, que remove a injustiça, promove a vida e constrói a comunhão e a paz.
É, portanto, bom que Jesus vá, pois o Defensor – enviado aos discípulos unidos em comunidade – tornará continuada a obra redentora e o ministério vivificante de Cristo.
E uma vez presente o Espírito de Deus, os discípulos – unidos a Ele – são os protagonistas da missão vivificante. Com a presença atuante e operante do Espírito Santo, Jesus passa a ter uma presença escondida “física e humanamente falando”.
Podemos assim dizer que o Espírito Santo atualiza a fé dos discípulos na presença de Jesus, na Sua Igreja, formada pelos apóstolos em primeira mão, depois pelos discípulos e, consequentemente, por toda a comunidade de fiéis nos nossos dias. Ele nos unge para a missão de questionar o mundo quanto ao pecado, à justiça e ao julgamento. Assim sendo, é nossa tarefa como missionários denunciar as estruturas injustas, o mundo do pecado que alimenta e sustenta a máquina promotora da “cultura de morte” em nosso meio. É nossa missão anunciar e testemunhar o mundo novo, onde a vida prevalece e triunfa sobre a morte.
Isso só acontecerá na nossa vida se pedirmos a força que vem do Alto. Portanto, rezemos! Peçamos ao Pai Celeste que nos conceda o dom do Espírito Santo, para que tenhamos o Protetor, o Advogado, o Defensor, o Intercessor, o Consolador a nos dar forças, a fim de podermos enfrentar – e vencer! – o mundo, usando sempre como instrumento de trabalho o selo cunhado com o “carimbo do céu”: Jesus Cristo. Ele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Padre Bantu Mendonça

Santo Isidoro

15 de Maio

Santo IsidoroO santo de hoje nasceu em Madri (Espanha), no ano de 1030.

Ele era lavrador, um camponês. Vocacionado ao matrimônio casou-se com Maria Turíbia e tiveram um filho, o qual perderam ainda cedo.

Vida difícil e sacrificante, Isidoro santificou-se ao aprender a mística de aceitar e oferecer a Deus suas dores. Participava diariamente da Santa Missa e trabalhava para um patrão injusto e impaciente.

Santo Isidoro: um homem fiel, de perdão, que numa tremenda enfermidade não se revoltou. Consumiu-se por amor a Deus. Morreu aos 60 anos.

Santo Isidoro, rogai por nós!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

COMO UM JOVEM MANTERÁ PURA A SUA VIDA?


Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Puccini (Jovens Sarados - Missão Barra Funda)
Juventude à flor da pele, a pressão de determinadas pessoas, a influência da mídia, os novos valores adotados pela sociedade, um mundo com uma mentalidade predominantemente impura. Diante disso, o jovem cristão se pergunta: “Será que é possível ser puro?”. Realmente é difícil, muito difícil. Mas não é impossível!
Paul Claudel, filósofo francês, disse, certa vez, que rapazes e moças não foram feitos para o prazer, mas para o desafio. Então, como alcançar a pureza? Há vários caminhos. Um deles é a vivência da castidade, chamada por São Pedro Damião de a “rainha das virtudes”.
De acordo com o teólogo Jason Evert, a castidade é uma virtude, é a fortaleza que uma pessoa tem para usar a sexualidade de acordo com o plano de Deus.
Nos programas vulgares de televisão e nos sites pornográficos, há maldade escondida nas palavras. Nessa confusão toda, como ser casto? São Carlos Borromeu afirma: “é impossível que te conserves casto, se não vigiares continuamente sobre ti mesmo, pois a negligência traz consigo muito facilmente a perda da castidade.
Professor Felipe Aquino fala sobre a castidade
Percebe-se, aqui, a necessidade de dominar-se para ter uma vida casta. Como disse o professor Felipe Aquino, apresentador do programa Escola da Fé, na TV Canção Nova, “ou o homem comanda suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz”. Para possuir-se a si próprio demandam-se meses, até anos!
Ninguém está imune. Como São Gregório disse, “ainda que expulsemos os maus pensamentos que costumam seguir o olhar voluntário, eles deixam sempre uma mancha na alma”. Sendo assim, precisamos ser limpos, lavados com o Sangue de Cristo, purificados ao olhar para Jesus Sacramentado e aprendendo com o exemplo de Maria. Preenchendo os pensamentos, busquemos as coisas do Alto!
Para se manterem puros e não pecarem, São Francisco revolveu-se na neve e São Bernardo mergulhou num tanque gelado. E você, o que pretende fazer?

10/05/2012


Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 15,7-21)


Quinta-Feira, 10 de Maio de 2012
5ª Semana da Páscoa

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 7depois de longa discussão, Pedro levantou-se e falou aos apóstolos e anciãos: “Irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu, do vosso meio, para que os pagãos ouvissem de minha boca a palavra do Evangelho e acreditassem. 8Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles, dando-lhes o Espírito Santo como o deu a nós. 9E não fez nenhuma distinção entre nós e eles, purificando o coração deles mediante a fé.10Então, por que vós agora pondes Deus à prova, querendo impor aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós mesmos tivemos força para suportar? 11Ao contrário, é pela graça do Senhor Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles”.
12Houve então um grande silêncio em toda a assembleia. Depois disso, ouviram Barnabé e Paulo contar todos os sinais e prodígios que Deus havia realizado, por meio deles, entre os pagãos. 13Quando Barnabé e Paulo terminaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse: “Irmãos, ouvi-me: 14Simão acaba de nos lembrar como, desde o começo, Deus se dignou tomar homens das nações pagãs para formar um povo dedicado ao seu Nome. 15Isso concorda com as palavras dos profetas, pois está escrito: 16“Depois disso, eu voltarei e reconstruirei a tenda de Davi que havia caído; reconstruirei as ruínas que ficaram e a reerguerei,17a fim de que o resto dos homens procure o Senhor com todas as nações que foram consagradas ao meu Nome. É o que diz o Senhor, que fez estas coisas, 18conhecidas há muito tempo’.
19Por isso, sou do parecer que devemos parar de importunar os pagãos que se convertem a Deus. 20Vamos somente prescrever que eles evitem o que está contaminado pelos ídolos, as uniões ilegítimas, comer carne de animal sufocado e o uso do sangue. 21Com efeito, desde os tempos antigos, em cada cidade, Moisés tem os seus pregadores, que leem todos os sábados nas sinagogas”.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 95)


Quinta-Feira, 10 de Maio de 2012
5ª Semana da Páscoa

— Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações.
— Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome!
— Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios!
— Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável pois os povos ele julga com justiça. 


Evangelho (João 15,9-11)


Quinta-Feira, 10 de Maio de 2012
5ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9“Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.11Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

O amor de Deus se traduz em alegria


Postado por: homilia

maio 10th, 2012

Fazendo uma revisão geral do Evangelho de João, verificamos que, demoradamente, Jesus dialoga com os Seus discípulos, abrindo-lhes horizontes para melhor entenderem o mistério do Deus presente na história da humanidade.
A vinda de Jesus, em meio a nós, é a máxima prova de Seu amor por nós. Deus Pai mostrou Seu amor por Seu Filho comunicando-Lhe a plenitude de Seu Espírito quando O batizou no Rio Jordão.
O Espírito Santo desceu sobre Jesus como uma pomba em seu ninho, convertendo-O no ninho do amor de Deus. Deste mesmo modo, Jesus demonstrou o Seu amor pelos discípulos no Evangelho de hoje, ou seja, comunicou-lhes o Espírito que está n’Ele, esse rio de vida que flui do interior do cristão e que sacia a sede do coração humano.
Permanecer no amor de Jesus é inserir-se nessa dinâmica de amor e vida entre o Pai e o Filho. Partindo de uma adesão pessoal, o “permanecer no amor de Jesus” significa uma inserção na comunidade dos discípulos. Cristo permanece no amor do Pai, ou seja, Ele observa e cumpre o que Deus mandou. Não se trata de uma obediência “cega”, como a de um inferior a seu superior, mas de uma amorosa união de vontades.
Portanto, a união e a permanência em Jesus – Videira no Evangelho de ontem – é a garantia do nosso amor para com Ele. É preciso permanecer no amor de Cristo, assim como Ele permanece no amor de Seu Pai. Tudo isso deve traduzir-se em alegria, numa visão positiva da vida,  num taxativo ‘não’ à desesperança, ao pessimismo, ao medo e ao temor.
Não há realidade alguma que não possa ser mudada com amor e pelo amor. Lembro-o que o amor é o vínculo da perfeição, pois gera vida e proporciona alegria. Como cristão, você deve viver alegre, porque a alegria é o resultado de uma vida vivida com amor, de uma vida que gera esperança. Essa foi a alegria de Jesus. Ele deseja que também seja a nossa.
Ame e você será perfeito.
Padre Bantu Mendonça

Santo Antonino


10 de Maio


Santo AntoninoNeste dia, lembramos um grande santo que nasceu na Itália, no ano de 1389, cujo nome de batismo era Antônio (e que ficou conhecido como Antonino devido sua estatura). Pertencente a uma família nobre, Antonino caminhou para os estudos de Direito, mas devido ao forte chamado do Senhor, tomou a decisão de ser religioso.

Encontrou certa dificuldade para ingressar nos Dominicanos, mas com humildade e perseverança superou as barreiras e expectativas, pois por sua radicalidade na vivência do Evangelho tornou-se um exemplo como religioso. Obediente à regra e perseverante, começou a ocupar grandes responsabilidades de serviço chegando a Superior.

Convocado pelo Papa, Antonino, o pequeno gigante, foi chamado para ser Bispo e logo Arcebispo de Florença. Cheio do Espírito Santo, trabalhou com prudência e energia contra tudo o que atrapalhava as famílias e por isso sofreu muito, mas por uma causa justa, ou seja, para levar muitos para Deus. Entrou na Igreja triunfante com 70 anos.

Santo Antonino, rogai por nós!

terça-feira, 8 de maio de 2012

“SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO”


“SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO”

Tantas vezes ouvi este ditado e, hoje, quero manifestar a minha  interpretação. Será que isto é ruim? A expressão padecer traz esta conotação  negativa, pesada mas na verdade não é bem assim…

As mães vivem uma certo desconforto desde a gestação (enjôos, azia,  inchaço…). No parto com suas dores próprias, depois nos primeiros dias a adaptação e interpretação do choro, o sono, o cansaço…
mae e filho
São situações reais que parecem eternas pela intensidade mas, de repente, passam e …  alguns meses depois, o padecimento é outro: voltar ao trabalho  e deixar o filho, afinal ninguém vai saber cuidar do filho como a mãe…  doce ilusão!
Mais adiante, a entrada na escola.  “Quem será o professor?”, “Será que vai acompanhar?”, “O que vai comer no lanche?”, “Quem serão os colegas?” “E se alguém  bater no meu filho?”
Nós insistimos em viver a vida dos filhos e com isto “padecemos” pois não temos o mesmo entendimento das crianças.
E quando chega a adolescência? Nossa! Aí entra outra fase. Só mudam as preocupações, filho criado, trabalho dobrado…
Mas e aquilo que plantamos na educação deles, não valeu a pena? As mães de hoje são, na sua maioria, frutos da geração de transição do feminismo e do sexo, drogas e rock´n roll. Achar o equilíbrio não é fácil. Anterior a nós houve a geração de pais que acreditavam que a liberdade era a melhor opção de educação para os filhos vivendo o “é proibido proibir”.
Hoje já percebemos que os limites são necessários na formação de qualquer ser humano.  E por isso, às vezes, dar um “não” ao filho chega a ser um padecimento pois sabemos que ele ou ela queria muito tal coisa ou tal situação mas percebemos que não é o melhor naquele  momento e isto gera um certo desconforto no relacionamento entre mãe e filho(a).
Aí mais do que padecer é compadecer, é sofrer, pois apesar de estar consciente da decisão tomada não gostamos de ver nosso (a) filho(a) triste. E mais uma vez, apesar
de toda intensidade veremos que passa!
Assim como nós que hoje, neste papel de mãe reconhecemos e aceitamos a postura que as nossas mães tiveram conosco. E pensamos: “elas estavam certas…”
Olhando tudo isto parece que o ditado está certo… ser mãe é padecer no paraíso. Agora é preciso dizer que tudo isto vale a pena!
Veja bem: vale a pena e não valeu ou está valendo… ser mãe vale por toda a vida?
A presença, a realização, as conquistas, as alegrias, as tristezas de um(a) filho(a) não tem preço. Este é o nosso paraíso: a  maternidade!  As mães são capazes de abrir mão, renunciar a várias coisas na vida, somente não conseguem renunciar a maternidade. Esta é inegociável!
Parabéns a todas as mães, avós, tias, madrinhas, sogras… que de uma forma ou outra são mães em nossas vidas!
Maria, Mãe de Jesus e da Igreja nos ensine e conduza na vivência da  maternidade segundo o coração de Deus!
Tem jeito!
Carla Astuti

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ouvir o silêncio para falar melhor
Pode parecer estranho a princípio, mas é necessário que reaprendamos a ouvir o silêncio como condição para uma fala com mais qualidade e profundidade. Com simplicidade, traduzi essa verdade numa das músicas que Deus me concedeu a graça de compor, canto assim: “Ouço teu silêncio, meu Senhor, para distinguir só tua voz...” Escrevi isso há muito tempo e continuo aprendendo dia a dia a viver essa experiência. Quando a fala é precedida por um silêncio de reflexão, aquilo que a boca diz tem sempre mais conteúdo.

Recentemente, em uma mensagem para o Dia Internacional das Comunicações, o Papa Bento XVI fez essa afirmação: “A relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas”.

Muitos dos nossos conflitos nos relacionamentos e na comunicação surgem de um excesso de palavras e uma carência do silêncio. Não um silêncio distante ou frio, mas um silêncio de quem ativamente escuta e acolhe a outra pessoa naquilo que ela está dizendo. “O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo”, afirma também o Pontífice.
”Evangelizar requer de nós essa sabedoria: combinar a fala e o silêncio, o discurso e a reflexão", ensina monsenhor Jonas


Se esse silêncio faz bem na comunicação entre os homens, ele é muito mais importante no nosso relacionamento com Deus, assim diz o Santo Padre: “Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora” (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de outubro de 2006).

Muitas vezes, reclamamos que Deus não fala conosco, mas, na verdade, somos nós que não aprendemos a ouvir o que Ele nos fala, ainda quando está em silêncio.

Para que a nossa vida seja verdadeiramente uma canção, será necessário aprendermos a conviver em harmonia com a palavra e o silêncio, no qual um não exclua o outro, mas que, em perfeita complementaridade, formem juntos uma fecunda comunicação. Jesus sabia, em Seus discursos e diálogos, alternar com eficácia os momentos de fala e de silêncio. O silêncio que jamais foi ausência de mensagem, mas um espaço fecundo de revelação de uma pessoa: Jesus Cristo.

Convido vocês a afinarem os ouvidos e o coração para aprendermos a acolher o silêncio de Deus e, cheios dele, comunicarmos ao mundo, pela nossa fala e vida, aquilo que ouvimos no profundo do nosso coração. Evangelizar requer de nós essa sabedoria: combinar a fala e o silêncio, o discurso e a reflexão. Uma evangelização que fale tanto, a ponto de roubar o espaço do silêncio, corre o risco de não produzir os frutos esperados. Assim podemos orientar todo o nosso esforço de evangelização da intimidade do nosso lar aos mais longínquos rincões do mundo. Desejo a você uma profunda experiência da escuta desse silêncio de Deus, pois quem aprende a ouvi-Lo, sempre fala melhor.

Deus o abençoe!


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

07/05/2012


Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 14,5-18)


Segunda-Feira, 7 de Maio de 2012
5ª Semana da Páscoa

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, em Icônio, 5pagãos e judeus, tendo à frente seus chefes, estavam dispostos a ultrajar e apedrejar Paulo e Barnabé. 6Ao saberem disso, Paulo e Barnabé fugiram e foram para Listra e Derbe, cidades de Licaônia, e seus arredores.
7Aí começaram a anunciar o Evangelho. 8Em Listra, havia um homem paralítico das pernas, que era coxo de nascença e nunca fora capaz de andar. 9Ele escutava o discurso de Paulo. E este, fixando nele o olhar e notando que tinha fé para ser curado, 10disse em alta voz: “Levanta-te direito sobre os teus pés”. O homem deu um salto e começou a caminhar.
11Vendo o que Paulo acabara de fazer, a multidão exclamou em dialeto licaônico: “Os deuses desceram entre nós em forma de gente!” 12Chamavam a Barnabé Júpiter e a Paulo Mercúrio, porque era Paulo quem falava. 13Os sacerdotes de Júpiter, cujo templo ficava defronte à cidade, levaram à porta touros ornados de grinaldas e queriam, com a multidão, oferecer sacrifícios.
14Ao saberem disso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as vestes e foram para o meio da multidão, gritando: 15“Homens, que estais fazendo? Nós também somos homens mortais como vós, e vos estamos anunciando que precisais deixar esses ídolos inúteis para vos converterdes ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 16Nas gerações passadas, Deus permitiu que todas as nações seguissem o próprio caminho. 17No entanto, ele não deixou de dar testemunho de si mesmo através de seus benefícios, mandando do céu chuvas e colheitas, dando alimento e alegrando vossos corações”. 18E assim falando, com muito custo, conseguiram que a multidão desistisse de lhes oferecer um sacrifício.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 113b)


Segunda-Feira, 7 de Maio de 2012
5ª Semana da Páscoa

— Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória.
— Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória.

— Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória, porque sois todo amor e verdade! Por que hão de dizer os pagãos: “Onde está o seu Deus, onde está?”
— É nos céus que está o nosso Deus, ele faz tudo aquilo que quer. São os deuses pagãos ouro e prata, todos eles são obras humanas.
— Abençoados sejais do Senhor, do Senhor que criou céu e terra! Os céus são os céus do Senhor mas a terra ele deu para os homens.


Evangelho (João 14,21-26)


Segunda-Feira, 7 de Maio de 2012
5ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21“Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. 22Judas – não o Iscariotes – disse-lhe: “Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?” 23Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, guardará minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

O Espírito Santo nos ajuda a cumprir o mandamento do amor


Postado por: homilia

maio 7th, 2012
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é que me ama”, afirma Jesus. Diante disso, devemos fazer um exame de consciência para ver se, realmente, é assim que temos vivido. O modo como guardamos os mandamentos do Senhor será a nossa “prova de fogo”, pois Ele ainda afirma: “E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele”.
O requisito fundamental para que vejamos em nós a manifestação da glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo passa pelo amor a Deus sobre todas as coisas, pelo estudo da Palavra, guardando os domingos e festas de guarda e, por último, amando as pessoas como a nós mesmos.
Ser cristão é viver o amor de Cristo e trabalhar para construir um mundo melhor. Somos pessoas e, por isso, nos relacionamos uns com os outros. Esse relacionamento acontece, de várias maneiras, numa convivência diária.
Conviver é viver com os outros, como amigos, isto é, demonstrando amizade sincera, desejando e fazendo para os outros exatamente aquilo que queremos para nós, tratando os demais como nós gostaríamos de ser tratados também por eles.
Isso só é possível na comunhão de amor com Jesus, que está unido com Deus Pai e o Espírito Santo na eternidade. O Senhor nos convida a nos unirmos a Ele. Nesse propósito – como discípulos -, devemos contar com a presença do Espírito, que é a luz de nossos passos.
Jesus afirma que “o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito” (Jo 14,26). A habitação divina nos discípulos completa-se com o envio do Espírito de Deus. Sua missão é revelar a presença de Jesus nas comunidades, iluminar Suas Palavras e fortalecer a fé dos discípulos.
Só tendo o Espírito Santo em nós é que conseguiremos cumprir o mandamento do amor. E a medida desse amor é o próprio Jesus: “Quem não me ama não guarda a minha palavra”.É preciso que amemos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Padre Bantu Mendonça

Santa Flávia Domitila


7 de Maio

Santa Flávia DomitilaEra esposa do governador romano chamado Flávio Clemente, pertencente à família dos flavianos.

Os imperadores Vespaziano, Tito e Domiciano pertenciam também a esta família. Os dois primeiros não aplicaram o edito de Nero, que tornava cada cristão um criminoso, mas Domiciano sim. Com interesses econômicos e de impostos, oprimia judeus e cristãos.

Flávia, cujo marido permitia que ela vivesse a fé, vivia a caridade. Socorria os pobres, cuidava do enterro dos mártires. Porém, seu esposo foi assassinado por Domiciano, que não admitia ter uma cristã em sua família. Ele então desterrou Flávia para uma ilha, onde sofreu muitos maus tratos e foi martirizada.

Peçamos a intercessão da santa de hoje, para que o nosso testemunho seja atual na fé e expresso na caridade.

Santa Flávia Domitila, rogai por nós!

terça-feira, 1 de maio de 2012

01/05/2012


Primeira leitura (Gênesis 1,26–2,3)


Terça-Feira, 1 de Maio de 2012
São José Operário

Leitura do Livro do Gênesis.

26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”.
27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia. 2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera.3Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nesse dia descansou de toda a obra da criação.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Ou (escolhe-se uma das leituras)

Primeira Leitura (Cl 3,14-15.17.23-24)

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses.

14Irmãos, acima de tudo amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição.15Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede agradecidos. 17Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. 23Tudo o que fizerdes, fazei-o de coração, como para o Senhor e não para os homens. 24Pois vós bem sabeis que recebereis do Senhor a herança como recompensa. Servi a Cristo, o Senhor.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 89)


Terça-Feira, 1 de Maio de 2012
São José Operário

— Ó Senhor, fazei dar frutos o labor de nossas mãos!
— Ó Senhor, fazei dar frutos o labor de nossas mãos!

— Já bem antes que as montanhas fossem feitas ou a terra e o mundo se formassem, desde sempre e para sempre vós sois Deus.
— Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” Pois mil anos para vós são como ontem, qual vigília de uma noite que passou.
— Ensinai-nos a contar os nossos dias, e dai ao nosso coração sabedoria! Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? Tende piedade e compaixão de vossos servos!
— Saciai-nos de manhã com vosso amor, e exultaremos de alegria todo o dia! Manifestai a vossa obra a vossos servos, e a seus filhos revelai a vossa glória!

Evangelho (Mateus 13,54-58)


Terça-Feira, 1 de Maio de 2012
São José Operário

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres?55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Na carpintaria de José aprendemos o sentido e a dignidade do trabalho humano


Postado por: homilia

maio 1st, 2012

Os conterrâneos de Jesus O tinham visto partir como filho de carpinteiro, e agora O reencontram como Mestre, rodeado de discípulos. É uma novidade que interpretam somente como vantagem social. Isso os impede de acolher a Palavra de Deus, a explicação das Escrituras e a Sua revelação como o Ungido de Deus. Vista a posição de Jesus neste prisma, cria-se neles a impressão de que Jesus partiria acabando por deixá-los outra vez na sua pobreza.
É que no tempo de Jesus o Judaísmo tinha suas esperanças na vinda de um Messias que restauraria o antigo império de Davi – glorioso – segundo dizia a tradição. Estas esperanças tinham suas raízes na “teologia de poder” elaborada na corte dos descendentes de Davi, através da qual visavam recuperar seu poder e seus privilégios.
Na realidade a realeza, consolidada por Davi, distorceu o ideal de igualdade e partilha característico da tradição de Moisés. O projeto de Deus não é o de consolidar as estruturas de realeza e poder. O projeto de Deus é resgatar e promover a vida entre os pobres e excluídos, criando laços pessoais e sociais de fraternidade e partilha. Este projeto nasce no meio do povo. Nasce em uma insignificante cidade da Galileia, na casa de um simples carpinteiro, José.
Este projeto nasce com a proclamação de seu filho Jesus de Nazaré. Jesus reconhecidamente tem sabedoria e força de comunicação. Mas sua origem humilde choca as pessoas submetidas à ideologia de poder do Judaísmo.
Rejeitado por aqueles seduzidos pelo poder, Jesus encontra acolhida entre os pobres e pequeninos que lutam para se verem livres da humilhação, da escravidão, das injustiças sociais, das drogas, da prostituição, da luxúria, da criminalidade, da violência e de todo tipo de pecado. Mas isso, não se faz sem trabalho. É preciso passar pela escola da humildade, da simplicidade e da força de vontade. E a melhor escolinha é aquela de José, na humilde Nazaré.
Somos convidados a olhar para José, homem justo, que tirava de seu trabalho na carpintaria o sustento honesto de sua vida. Lançando o olhar para os nossos dias, notamos uma grande distância dos homens entre si, por causa do avanço da ciência e da técnica. A técnica traz seus benefícios mas, às vezes, não só substitui o trabalhador, como até o escraviza ou – pior ainda – o neutraliza.
Para o mundo digital, quem não se desenvolve no manejo da ciência e da técnica é excluído. A pessoa passa para um segundo plano porque as relações que marcam o mundo do mercado do trabalho são as da produção, do aumento do lucro, e não a vida e a dignidade da pessoa.
Na última parte do texto de hoje, Jesus nos dá um “puxão de orelha”, porque muitas vezes fechamos os nossos ouvidos para acolher o conselho, a advertência e o ensino daqueles que são nossos parentes, familiares, vizinhos ou conhecidos. E, por outro lado, Ele encoraja-nos a não desistirmos em nossa missão de anunciar o Reino de Deus seja a que custo for. Jesus nos ensina que a tarefa é árdua. Sobretudo, quando se trata de evangelizar a partir de dentro de casa. Para Jesus também não foi fácil ser profeta na sua casa, na sua família. As pessoas duvidavam d’Ele, não queriam acreditar no Seu poder e, por isso mesmo, Ele não fez ali muitos milagres.
Jesus é Aquele irmão que Deus, nosso Pai, enviou para mostrar o caminho que nos leva ao Céu. Diante disso precisamos estar atentos para acolher as pessoas que, dentro da nossa casa, nos abrem os olhos e são instrumentos de Deus para a nossa conversão. Ouvidos atentos e coração aberto, porque o Senhor fala por meio de quem nós nunca nem esperávamos que Ele falasse.
Muitas vezes Deus nos manda Seus emissários que nos aconselham com palavras de sabedoria que Ele próprio sugeriu a nós. Porém, por ser essa pessoa simplesmente alguém que é muito conhecido nosso, nós desprezamos as recomendações de Deus. Nesse caso, os milagres também não acontecem na nossa vida, e muitos problemas nunca serão solucionados por causa da nossa impertinência.
Abertos ao convite da conversão, do arrependimento e da acolhida ao Reino dos Céus, sejamos corajosos no anúncio do Evangelho a começar pelos nossos. Nesta data em que comemoramos o Dia Mundial do Trabalho com júbilo e fé, peçamos a Deus o dom da compreensão do Seu Projeto e aprendamos, com São José Operário, o sentido do trabalho para as nossas vidas e famílias e as virtudes da justiça, da honestidade, da simplicidade e da humildade.
São José Operário, rogai por nós!
Padre Bantu Mendonça

São José Operário


1 de Maio

São José OperárioA Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: "Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!" O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: "Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres."

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: "Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa... O Senhor é Cristo" (Col 3,23-24).

São José Operário, rogai por nós!