terça-feira, 25 de setembro de 2012

25.09.2012

Primeira leitura (Provérbios 21,1-6.10-13)

Terça-Feira, 25 de Setembro de 2012 
25ª Semana Comum


Leitura do Livro dos Provérbios.

1O coração do rei nas mãos do Senhor é como água corrente; ele o dirige para onde quer.2O homem pensa que o seu caminho é sempre reto, mas é o Senhor quem sonda os corações. 3Praticar a justiça e o direito é mais agradável ao Senhor do que os sacrifícios.4Olhar arrogante e coração orgulhoso, a lâmpada dos malvados não é senão o pecado.5Os projetos do homem aplicado produzem abundância, mas todos os apressados só alcançam indigência. 6Tesouros adquiridos com língua mentirosa são ilusão passageira dos que procuram a morte. 10A alma do malvado deseja o mal, ele olha sem piedade para o seu próximo. 11Quando se castiga o zombador, aprende o imbecil, e quando o sábio é instruído, ele adquire mais saber. 12O justo observa a casa do ímpio e leva os ímpios à desgraça. 13Quem tapa os ouvidos ao clamor do pobre, também há de clamar, mas não será ouvido.


- Palavra do Senhor. 
- Graças a Deus.
 
 
 
Salmo (Salmos 118, 1.27.30.34.35.44)

Terça-Feira, 25 de Setembro de 2012 
25ª Semana Comum

— Guiai-me, Senhor, no caminho de vossos preceitos!
— Guiai-me, Senhor, no caminho de vossos preceitos!

— Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo!
— Fazei-me conhecer vossos caminhos, e então meditarei vossos prodígios!
— Escolhi seguir a trilha da verdade, diante de mim eu coloquei vossos preceitos.
— Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei.
— Guiai meus passos no caminho que traçastes, pois só nele encontrarei felicidade.
— Cumprirei constantemente a vossa lei, para sempre, eternamente a cumprirei!
 
 
Evangelho (Lucas 8,19-21)

Terça-Feira, 25 de Setembro de 2012 
25ª Semana Comum

 
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 19a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. 20Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. 21Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”.


- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.
 
 

Quem são os irmãos e irmãs de Jesus?

Postado por: homilia

setembro 25th, 2012
 
Esta é uma das passagens preferidas daqueles que gostam de diminuir Maria. Aqui, Jesus afirma que Sua mãe e os irmãos d’Ele são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática. Não podemos entrever, nas palavras de Jesus, um desprezo à Sua mãe. Antes, Jesus sabia que não houve uma mulher que fosse tão fiel às palavras de Deus, Seu Pai, senão Maria. Portanto, Jesus exalta aqueles que escutam a Sua Palavra e a põem em prática, a ponto de igualá-los à pessoa que Ele mais tem consideração no mundo: a Sua mãe.
É para mim e para você que Ele dirige esta bem-aventurança. Se nós escutarmos e pusermos em prática Seus ensinamentos, faremos parte da família d’Ele. E “fazer parte da família” implica dizer que teremos os mesmos direitos, os mesmos bens e os mesmos deveres.
Para aqueles que se questionam se Maria teve outros filhos ou não, quero levá-los a meditar no termo “irmão”. No idioma falado naquela região, na época de Jesus, era utilizado para designar irmão ou primo.
“Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso?”(Mateus 13,55-56). A Sagrada Escritura nos dá claros indícios dos supostos “irmãos de Jesus”. Não eram filhos da mãe de Jesus, mas parentes em sentido amplo. A palavra gregaAdelphoi, que nos Evangelhos é traduzida por “irmãos”, é equivalente ao vocábulo bíblico e semita “Ah” que significa “parentesco em geral”.
Tanto em aramaico como em hebraico, o termo “Ah” não designa somente os filhos dos mesmos genitores, mas também os primos ou parentes mais distantes, devido a pobreza vocabular dessas línguas, como pode ser observado em Gênesis 13,8-14; 29,12.15; 31,23; I Crônicas 23,21-23; II Crônicas 36,10; II Reis 36,10; I Samuel 20,29; Juizes 9,23.
A certeza é que ela concebeu Jesus virgem e permaneceu virgem após o parto inexplicavelmente (mistério de fé); após sua morte, ela subiu aos céus sem pecado. O próprio Catecismo da Igreja Católica considera o ato sexual, no matrimônio, uma bênção de Deus. Considera José como castíssimo esposo. No entanto, a nossa visão de castidade é um pouco distorcida: castidade não significa abstinência sexual, mas a vivência da sexualidade de forma sensata e coerente, respeitando o tempo de viver cada etapa da vida.
A união com Jesus não se acontece por vínculos de sangue ou raça, mas pela união ao amor misericordioso do Pai que vem libertar e trazer vida a todos os homens e mulheres. Frequentemente, as famílias se fecham em torno de tradições e de interesses particulares, até excludentes. Jesus amplia um conceito tradicional e hermético de família para um conceito aberto e solidário, com uma dimensão universal. Na medida em que a família se comprometa com “o fazer a vontade do Pai” ela se abre à partilha, à solidariedade e à acolhida aos mais excluídos e empobrecidos, sem preconceitos e com amor.
Jesus indica, assim, o parentesco espiritual que O liga ao povo que resgatou. Os Seus irmãos e irmãs são os homens santos e as mulheres santas que tomam parte com Ele na herança celeste. A Sua mãe é toda a Igreja, porque é ela quem, pela graça de Deus, gera os membros de Jesus Cristo. Sua mãe é também toda a alma santa que faz a vontade do Pai e cuja caridade fecunda se manifesta naqueles que gera para Ele, até que Ele mesmo neles seja formado (Gl 4,19).
Maria é, certamente, a mãe dos membros do Corpo de Cristo, isto é, de nós mesmos, porque, pela sua caridade, cooperou para gerar, na Igreja, os fiéis que são os membros do corpo místico de Jesus.
Padre Bantu Mendonça
 
São Sérgio

25 de Setembro


 
São Sérgio"Contemplando a Santíssima Trindade, vencer a odiosa divisão deste mundo". 

Esta frase reflete a alma contemplativa do santo de hoje, São Sérgio, considerado o "São Bento" da Rússia cristã. Na antiga Rússia o Cristianismo penetrou por volta do século IX, sendo Vlademiro, o primeiro príncipe a se converter ao Cristianismo, isto em 1010.

A religião do Cristo esteve sempre na Rússia, ligada mais ao Oriente do que a Roma. Monge Sérgio, tornou-se o grande evangelizador do século XIV, pois através de numerosos mosteiros irradiava a cultura e a verdadeira fé.

Após deixar o declínio da vida monástica na Rússia, Sérgio experimentou, com seu irmão, a construção numa floresta virgem de uma capela dedicada à Santíssima Trindade, devoção desconhecida naquele povo.

O irmão não aguentou, mas com firmeza e santidade, o santo de hoje atraiu a muitos até que edificaram um mosteiro em louvor a Santíssima Trindade. 

Ordenado sacerdote para o melhor exercício da vocação de formar os monges na fundamental regra da oração e do trabalho, viveu São Sérgio: os "filhos", a pobreza, a mansidão e total confiança na Divina Providência. 

São Sérgio escreveu tanto que é considerado o grande educador nacional do povo russo. Faleceu com quase 80 anos de idade em 25 de setembro de 1392 no mosteiro da Santíssima Trindade. 

São Sérgio, rogai por nós!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O QUE É A SEXUALIDADE HUMANA?


Antes de falarmos sobre os transtornos sexuais, tema deste mês no Destrave, é preciso ter claro o verdadeiro conceito do que é a sexualidade. Se você der uma breve pesquisada na internet, vai encontrar muitos significados. O dicionário, por exemplo, diz: 1) qualidade do que é sexual 2) Modo de ser próprio do que tem sexo.
Para algumas correntes psicológica, a sexualidade humana é uma construção que se inicia desde os primeiros anos de vida, sobretudo na relação da criança com a mãe, o pai e o ambiente que a cerca. Desta forma, a sexualidade é uma relação corpórea e psíquica e sua saúde depende muito do ambiente em que o sujeito vive.
 A Igreja Católica, “perita em humanidade” como já dizia Paulo VI, recorda, na sua doutrina, que“a sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, sua unidade de corpo e alma. Diz respeito, particularmente, à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de maneira mais geral, à apitidão a criar vínculos de comunhão com os outros” (Catecismo da Igreja Católica 2332).

“O ser humano é uma forma de o espírito conviver com a matéria, da alma conviver com o corpo. É uma realidade física, mas que integra um projeto espiritual”, diz padre Paulo Ricardo, da arquidiocese de Cuiabá (MT).
“Quando a Igreja ensina que algumas práticas como a masturbação, o sexo antes do casamento, o homossexualismo, a prostituição são pecaminosas, ela está dizendo que estes atos desestruturam a pessoa, não fazem bem a ela”, conclui padre Paulo.
Confira, no vídeo abaixo, a entrevista com padre Paulo Ricardo e padre Wagner Ferreira sobre o tema sexualidade
Para o formador geral da Comunidade Canção Nova e doutor em Teologia Moral, padre Wagner Ferreira, a sexualidade humana deve corresponder ao primeiro chamado do homem, que é o amor. “Nós entendemos o amor como doação para o bem do outro. Então ,não vale a pena este amor se ele é vivido de forma egoísta, no qual eu penso apenas na minha felicidade e na minha satisfação”, diz o sacerdote.
Neste sentido, também nos indica a Sagrada Congregação para a Educação Católica no documento “orientações educativas sobre o amor humano”:
“A sexualidade deve ser orientada, elevada e integrada pelo amor que é o único a torná-la verdadeiramente humana. (…) Fora deste contexto de dom recíproco – realidade que o cristão vive sustentado e enriquecido de maneira particular pela graça de Deus – ela perde o seu sentido, dá lugar ao egoísmo e é uma desordem moral” (5-6)
Portanto, a sexualidade deve ser vista como relações afetivas, psíquicas e biológicas, mas também como um projeto espiritual ordenado para o amor. E Deus é amor.

Como faço para rezar melhor?

Nós precisamos rezar mais e melhor. Em Medjugorje, os jovens videntes perguntaram a Nossa Senhora como fariam para “rezar melhor”, uma vez que Ela recomendava sempre a eles que “rezassem com o coração”, que “rezassem melhor”. Nossa Senhora respondeu como mãe: “Rezem mais”.

Se você começa a caminhar – e muita gente faz caminhada de manhã cedo, à tarde, alguns fazem até à noite depois que voltam do serviço, porque não têm outra hora –, quanto mais você caminha, mais vai ficando bom na caminhada. Quanto menos você caminha, mais mole fica. Seus músculos vão ficando mais flácidos. Você se cansa mais facilmente. Fica sem fôlego. Da mesma forma, quanto mais você corre, melhor fica na corrida. Quanto mais você nada, melhor fica na natação. Quanto mais você reza, melhor fica na oração. Para rezar melhor é preciso rezar mais.

"É rezando, rezando e rezando, que criamos fôlego e nos tornamos os atletas de Cristo", ensina monsenhor Jonas


A Santíssima Virgem deu, dessa forma, uma receita excelente para todos nós. Além das orações que fazemos, é preciso rezar o Santo Rosário todos os dias.

Nossa Senhora está recomendando que rezemos não somente o Terço, mas o Rosário inteiro, meditando os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos. Posso testemunhar para você que, antigamente, rezar um Terço já me era enfadonho, cansativo, demorado. Hoje, graças a Deus, rezar um Terço e até o Rosário tornou-se fácil. Eu sei que há dias em que chega a noite e ainda não consegui rezá-lo. Então, obrigo-me a rezar o que falta ou até o Rosário inteirinho à noite. Algumas vezes, torna-se pesado por causa disso, mas eu enfrento, graças a Deus! Por quê? Assim como você, caminhando todos os dias, fica bom em caminhada, e percorrer aqueles quilômetros torna-se fácil, o Rosário é a forma de adquirirmos fôlego.

Se você quer ser atleta, precisa de fôlego. Hoje, no mundo em que estamos, enfrentando esta poluição espiritual, precisamos ser atletas para vencer. Os moles vão cair. Os frouxos vão perecer. Só os “atletas” irão superar!

É preciso que todos nós sejamos atletas de Cristo, pois esse é é treinado pela oração. É rezando, rezando e rezando, que criamos fôlego e nos tornamos os atletas de Cristo. A vitória é para os atletas. Os moles não vão conseguir nada.

Você que é “recata” e que precisa da presença de Nossa Senhora para “recatar” os seus, garanta-a [recata] por meio da oração. Para você ter fôlego na oração reze o Rosário todos os dias. Essa é a segunda pedrinha: o Rosário todos os dias! Se você não conseguir logo de início, não se preocupe! Comece com o Santo Terço e, em pouco tempo, estará rezando dois Terços... E depois o Rosário. 

Será bonito você andar com passos decididos. É isso o que Deus quer. Por amor de Deus, por amor de você e por amor dos seus, reze o Rosário todos os dias!

Trecho do livro “Maria, a mulher do Gênesis ao Apocalipse” de monsenhor Jonas Abib

18/09/2012


Primeira leitura (1º Coríntios 12,12-14.27-31a)

Terça-Feira, 18 de Setembro de 2012
24ª Semana Comum

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 12como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. 13De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito. 14Com efeito, o corpo não é feito de um membro apenas, mas de muitos membros.
27Vós, todos juntos, sois o corpo de Cristo e, individualmente, sois membros desse corpo.28E, na Igreja, Deus pôs, em primeiro lugar, os apóstolos; em segundo lugar, os profetas; em terceiro lugar, os que têm o dom e a missão de ensinar; depois, outras pessoas com dons diversos, a saber: dom de milagres, dom de curas, dom para obras de misericórdia, dom de governo e direção, dom de línguas. 29Acaso todos são apóstolos? Todos são profetas? Todos ensinam? Todos realizam milagres? 30Todos têm o dom das curas? Todos falam em línguas? Todos as interpretam? 31aAspirai aos dons mais elevados.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 99)

Terça-Feira, 18 de Setembro de 2012
24ª Semana Comum

— Nós somos o seu povo e seu rebanho.
— Nós somos o seu povo e seu rebanho.

— Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!
— Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.
— Entrai por suas portas dando graças, e, em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei!
— Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!


Evangelho (Lucas 7,11-17)

Terça-Feira, 18 de Setembro de 2012
24ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava.13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!”
14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Sinal da compaixão de Jesus perante o sofrimento humano

Postado por: homilia

setembro 18th, 2012

O texto de hoje é caraterizado pela compaixão, pois tudo nasce de um sentimento espontâneo de Jesus como Homem, mas também como o Senhor da vida. Não é um pedido, não é exigência de fé, é o Senhor que tem compaixão dos órfãos e  faz justiça às viúvas. De repente, Ele levanta a voz para a viúva e lhe diz: “Não chores!”
O Autor da vida usa o verbo no presente do imperativo para dizer que aquela mãe deve parar de chorar, uma vez que não existirá mais motivo para esse lamento e dor. Quem tem Jesus deixa de sofrer a morte, e os sofrimentos do tempo presente não têm nada a ver com a glória que se há de revelar no final dos tempos, “quando tudo se consumar em todos”, dirá São Paulo. Portanto, trata-se de uma palavra de consolação que prepara uma intervenção, a qual evitará a causa do pranto.
“E então tendo-se adiantado, tocou o caixão. Os portadores param e Ele diz: ‘Jovem, a ti digo: levanta-te’. E ergueu-se o morto e começou a falar e Jesus o entregou à sua mãe”.
A ordem de Jesus é imperiosa e contundente. O verbo é imperativo passivo, o qual podemos traduzir por impessoal ou reflexivo. Jesus era Senhor dos mortos e estes Lhe obedecem assim como as forças da natureza. “Quem é este a quem os ventos e o mar obedecem?” O morto ergueu-se e começou a falar. O alento da vida se expressa, de novo, por meio da fala.
Jesus tomou o jovem pela mão e o levou até a mãe que não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. No ato há uma reminiscência da atitude de Elias quando, ressuscitado o filho, desceu até o andar térreo para entregá-lo à sua mãe viúva. Além de ser o Senhor da vida, Jesus atua como uma cópia de Elias, o antigo profeta, restaurador do verdadeiro culto divino a Javé entre os israelitas. Por isso, a exclamação dos presentes: “Um grande profeta há surgido! Deus visitou o seu povo!” E a fama de Jesus se espalhava por toda a parte.
Num mundo como o atual, em que a ausência do Deus criador entrega ao homem o direito de sua vida e até a faculdade de outras vidas sob seu domínio, como no caso dos fetos maternos, é bom refletir sobre este milagre de Jesus. A vida depende de quem a pode dar, não de quem a quer tirar. Destruir é fácil; porém, isso não implica direito, mas força; justiça, mas violência. O verdadeiro poder tem como base a construção do bem, da saúde e da cura. O médico cura, o criminoso mata; aí está a diferença.
Jamais Jesus destruiu um inimigo ou ameaçou um rival: “Quem soube recriminar discípulos que queriam botar fogo sobre os que não queriam hospedá-los (cf. Lc 9,54), chorou sobre Jerusalém, prevendo sua destruição (cf. Lc 19,41) e advertiu as mulheres que se compadeciam da sina fatal de seus filhos (cf. Lc 23,28)? Quem sempre usou Seu poder e Sua autoridade para fazer o bem (At 10,38)? Quem usou Sua autoridade moral para pedir perdão para os inimigos e fazer o bem aos Seus perseguidores (Lc 6, 27)? Deriva-se desta conduta uma teologia que tem como base a revolução e a luta pela justiça, a qual considera inimigos e opressores os mais favorecidos e oprimidos e com direito à retaliação os mais desprotegidos?
No episódio de hoje, vemos como Jesus atua sem ser pedido, unicamente pela Sua compaixão como ser humano. Ter piedade dos que sofrem é um exercício aprovado pela atuação de Jesus até tal ponto que opera um milagre com poderes fora do comum. Oxalá esta seja a nossa atitude perante os nossos irmãos!
Padre Bantu Mendonça

São José de Cupertino

18 de Setembro

São José de CupertinoO santo de hoje nasceu num estábulo, a exemplo de Jesus, em Cupertino, no reino de Nápoles, a 17 de junho de 1603. Filho de pais pobres, tornou-se um pobre que enriqueceu a Igreja com sua santidade de vida. José quando menino era a tal ponto limitado na inteligência que pouco aprendia e apresentava dificuldades nos trabalhos manuais, porém, de maneira extraordinária progrediu no campo da oração e da caridade.

São José foi despedido de dois conventos franciscanos por não conseguir corresponder aos ofícios e serviços comuns. Ele, porém, não desistia de recomendar sua causa a Santíssima Virgem, pela qual tinha sido anteriormente curado de uma grave e misteriosa enfermidade.

O poder da oração levou São José de Cupertino para o convento franciscano e ao sacerdócio, precisando para isso que a Graça suprisse as falhas da natureza. Desde então, manifestavam-se nele, fenômenos místicos acompanhados de curas milagrosas, que o tornou conhecido e procurado em toda a região. Dentre os acontecimentos espirituais o que muito se destacou foi o êxtase, que consiste naquele estado de elevação da alma ao plano sobrenatural, onde a pessoa fica momentaneamente desapegada dos sentidos e entregue totalmente numa contemplação daquilo que é Divino. São José era tão sensível a esta realidade espiritual, que isto acontecia durante a Santa Missa, quando rezava com os Salmos e em outros momentos escolhidos por Deus; somente num dos conventos onde viveu 17 anos, seus irmãos presenciaram cerca de 70 êxtases do santo.

A fama das curas milagrosas se alastrava como uma epidemia, exaltando a imaginação popular, e obrigando o Frei José, a ser transferido de convento para convento. Mas, os fenômenos se repetiam e o povo lhe tirava todo o sossego. Como na vida da maioria dos santos não faltaram línguas caluniosas que, interpretando mal esta popularidade atribuiu-lhe poderes demoníacos aos seus milagres e êxtases, ao ponto de denunciarem o santo Frei ao Tribunal da Inquisição de Nápoles. O processo terminou reconhecendo a inocência do religioso, impondo-lhe, porém, a reclusão obrigatória e a transferência para conventos afastados.

Depois de sofrer muito e de diversas maneiras, predisse o lugar e o tempo de sua morte, que aconteceu em 18 de setembro de 1663, contando com sessenta anos de humilde testemunho e docilidade aos Carismas do Espírito Santo. Foi beatificado por Bento XIV em 1753 e canonizado por Clemente XIII em 1767.

São José de Cupertino, rogai por nós!





segunda-feira, 17 de setembro de 2012

17/09/2012


Primeira leitura (1º Coríntios 11,17-26.33)


Segunda-Feira, 17 de Setembro de 2012
24ª Semana Comum

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 17no que tenho a dizer-vos, eu não vos louvo, pois vossas reuniões não têm sido para o vosso bem, mas para o mal. 18Com efeito, e em primeiro lugar, ouço dizer que, quando vos reunis em assembleia, têm surgido divisões entre vós. E, em parte, acredito.
19Na verdade, convém que haja até cisões entre vós, para que também se tornem bem conhecidos aqueles dentre vós que resistem à prova. 20De fato, não é para comer a Ceia do Senhor que vos reunis em comum. 21Pois cada um se apressa a comer a sua própria ceia; e enquanto um passa fome o outro se embriaga.
22Não tendes casas onde comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus e quereis envergonhar aqueles que nada têm? Que vos direi? Hei de elogiar-vos? Neste ponto, não posso elogiar-vos.
23O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei-o em memória de mim”.
25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”.
26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha. 33Portanto, meus irmãos, quando vos reunirdes para a Ceia, esperai uns pelos outros.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 39)


Segunda-Feira, 17 de Setembro de 2012
24ª Semana Comum

— Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!
— Irmãos, anunciai a morte do Senhor, até que ele venha!

— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: “Eis que venho”.
— Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei”.
— Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios.
— Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor. Digam sempre: “É grande o Senhor!” os que buscam em vós seu auxílio.


Evangelho (Lucas 7,1-10)

Segunda-Feira, 17 de Setembro de 2012
24ª Semana Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte.
3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado.
4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”.
6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente a teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado ‘Faze isto!’, e ele o faz”.
9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

São Roberto Belarmino

17 de Setembro


São Roberto BelarminoCelebramos o grande santo jesuíta, Belarmino, que nasceu em Montepulciano, no centro da Itália, em 1542. Querido pelos pais e de muitas qualidades, era irmão de cinco religiosos, dentre os doze, que enriqueciam a família dos dedicados pais.

Quando os padres da Companhia de Jesus abriram um colégio em Montepulciano, Roberto foi um dos primeiros alunos na matrícula e no desempenho. O contato com os padres fez com que o jovem mudasse sua primeira idéia de ser médico, para inclinar-se em favor da vida religiosa jesuíta.

Depois de conseguir a permissão do pai, que ao contrário da mãe, apresentava uma certa resistência frente a opção do amável filho, Belarmino com 18 anos, iniciou e concluiu de maneira brilhante sua formação religiosa e seus estudos de filosofia e teologia, tanto que antes de ser ordenado sacerdote foi enviado como professor e pregador em Lovaina, na Bélgica, onde ficou dez anos.

Teve importante papel na aplicação do Concílio de Trento, já que ajudou na formação apologética dos teólogos e pregadores responsáveis na defesa da fé. Neste sentido Roberto, muito contribuiu ao escrever sua obra de nome "Controvérsia" e o livro chamado "Catecismo". Em sua obra "Controvérsias", Belarmino explana os seus três grandes amores. Trata da Palavra de Deus, de Cristo cabeça da Igreja e do Sumo Pontífice.

Era também diretor espiritual do Colégio Romano, tendo sob sua responsabilidade a formação ascética dos alunos que muito o respeitavam e admiravam. O Papa Clemente VIII o elevou a cardeal com esta motivação:

"Nós o escolhemos porque não há na Igreja de Deus outro que possa equiparar-se ele em ciência e sabedoria".

Quando ficou muito doente em setembro de 1621, os confrades foram testemunhas do último diálogo dele com Deus: "Ó meu Deus, dai à minha alma, asas de pomba, para que possa voar para junto de vós". Morreu no dia 17 do mesmo mês, e pelos seus escritos recebeu o título de Doutor da Igreja.


São Roberto Belarmino, rogai por nós! 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Exaltação da Santa Cruz - Conheça os frutos da cruz


Imagem de DestaquePela Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a cruz não é um patíbulo de ignomínia, mas um trono de glória. Resplandece a Santa Cruz pela qual o mundo alcança a salvação. Ó Cruz que vences!, Cruz que reinas!, Cruz que limpas todo o pecado! Aleluia! A festa da Exaltação da Santa Cruz nasceu, em Jerusalém, nos primeiros séculos do Cristianismo. Conforme um antigo testemunho, começou a ser comemorada no aniversário do dia em que foi encontrada a cruz de Nosso Senhor. A Sua celebração estendeu-se com grande rapidez pelo Oriente e, pouco depois, por toda a cristandade. Em Roma, era particularmente solene a procissão que, antes da Missa, dirigia-se de Santa Maria Maior a São João de Latrão para venerar a cruz.

No começo do século VII, os persas saquearam Jerusalém, destruíram muitas basílicas e se apoderaram das sagradas relíquias da Santa Cruz que, um pouco mais tarde, seriam recuperadas pelo imperador Heráclio. Conta uma piedosa tradição que, quando o imperador, vestido com as insígnias da realeza, quis carregar pessoalmente o Santo Madeiro até o seu primitivo lugar no Calvário, o seu peso foi-se tornando cada vez mais insuportável. Nesse momento, Zacarias, bispo de Jerusalém, fez-lhe ver que, para levar aos ombros a Santa Cruz, deveria desfazer-se das insígnias imperiais, imitando a pobreza e a humildade de Cristo, o qual tinha carregado o santo lenho despojado de tudo. Heráclio vestiu, então, umas humildes roupas de peregrino e, descalço, pôde levar a Santa Cruz até o cimo do Gólgota.

É possível que tenhamos aprendido, desde a nossa infância, a fazer o sinal da cruz sobre a nossa testa, os nossos lábios e o nosso coração, em sinal externo da fé que professamos. Na liturgia, a Igreja utiliza o sinal da cruz nos altares, no culto e nos edifícios sagrados. É a árvore de riquíssimos frutos, arma poderosa que afasta todos os males e espanta os inimigos da nossa salvação: "Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus Nosso Senhor dos nossos inimigos", dizemos todos os dias ao nos persignar. A Cruz – ensina um padre da Igreja – “é o escudo e o troféu contra o demônio". 


É o sinal para que não sejamos atingidos pelo anjo exterminador, como diz a Escritura (cf. Ex 9,12). É o instrumento para levantar aqueles que caem, o apoio para os que se mantêm em pé, o bastão dos débeis, o guia dos que se extraviam, a meta dos que avançam, a saúde da alma e do corpo. Afugenta todos os males, acolhe todos os bens, é a morte do pecado, a semente da ressurreição, a árvore da vida eterna”. O Senhor pôs a salvação da humanidade no lenho da cruz para que a vida ressurgisse de onde viera a morte, e aquele que vencera, na árvore do paraíso, fosse vencido na árvore da cruz.

A cruz se apresenta na nossa vida
 de diversas maneiras: doença, pobreza, cansaço, dor, desprezo, solidão... Hoje, podemos examinar como é a nossa disposição habitual em face dessa cruz que, às vezes, se mostra áspera e dura, mas que, se a levamos com amor, converte-se em fonte de purificação, de vida e também de alegria. Queixamo-nos com frequência das contrariedades ou, pelo contrário, damos graças a Deus também nos fracassos, na dor, na contradição? Essas realidades nos afastam ou nos aproximam de Deus?
O amor à cruz produz abundantes frutos na alma. Em primeiro lugar, leva-nos a descobrir Jesus, que sai ao nosso encontro e carrega sobre os Seus ombros a parte mais pesada da contradição. A nossa dor, associada à do Mestre, deixa de ser o mal que entristece, arruína e se converte em meio de íntima união com Deus. “Se sofres, submerge a tua dor na dele: diz a tua Missa. Mas se o mundo não compreende estas coisas, não te perturbes; basta que te compreendam Jesus, Maria, os santos. Vive com eles e deixa que o teu sangue corra em benefício da humanidade: como Ele!”

A cruz de cada dia é uma grande oportunidade de purificação, de desprendimento, de aumento de glória. São Paulo ensina, com frequência, que as tribulações são sempre breves e suportáveis, e que o prêmio desses sofrimentos acolhidos por amor a Cristo é imenso e eterno. Por isso, o apóstolo se alegrava nas tribulações, gloriava-se nelas e considerava-se feliz de poder uni-las às de Cristo Jesus, e assim completar a Sua Paixão para bem da Igreja e das almas. A única dor verdadeira é afastar-se de Cristo. Os outros padecimentos são passageiros e se convertem em alegria e paz.

É verdadeiramente suave e amável a cruz de Jesus
. Não contam aí as penas, só a alegria de nos sabermos corredentores com Ele. O trato e a amizade com o Mestre nos ensinam, por outro lado, a ver e a enfrentar as dificuldades que se apresentam com um espírito jovem e decidido sem nenhum assomo de tristeza ou de queixa. À semelhança dos santos, encararemos as contrariedades como um estímulo, como um obstáculo que é preciso transpor neste combate que é a vida. Essa disposição de ânimo alegre e otimista, mesmo nos momentos difíceis, não é fruto do temperamento ou da idade: nasce de uma profunda vida interior, da consciência sempre presente da nossa filiação divina. É uma atitude serena, que cria em todas as circunstâncias um bom ambiente à nossa volta – na família, no trabalho, com os amigos – e constitui uma grande arma para aproximarmos os outros de Deus.
Pe. Francisco Fernández Carvajal 
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A força da Palavra de Deus cantada

Olá! Quero começar com a seguinte história:

"Um certo homem era um grande pedreiro, um verdadeiro artista, fazia com perfeição seu trabalho. Era honesto e pontual no término de suas obras. Para ele, trabalhar era mais do que uma obrigação, era sua paixão. Tudo ele fazia com muito amor: preparava a massa, o cimento, areia, água....

Ser pedreiro era tudo na sua vida. Envolvia-se tanto com seu trabalho que, um dia, colocou seus pés dentro da massa que estava preparando e começou a sonhar. Deixou os sentimentos envolverem seus pensamentos e medos tomaram conta dele. Ficou ali pensando o que seria dele se, um dia, perdesse esse emprego. "E se eu não fizer aquela parede melhor do que outros pedreiros?". Passou tanto tempo ali que, quando percebeu, a massa já havia endurecido e prendido seus pés.



O que era sua paixão, tornou-se sua prisão.

Claro que essa história é só ilustrativa, mas era isso que Deus me mostrava em minha oração. Muitas vezes, amamos tanto nosso ministério, mas nos esquecemos que ele é só a massa para fazer a obra. Somos, sim, os pedreiros que vão edificar o Evangelho no coração das pessoas, mas o Mestre dessa obra é Deus. Amamos tanto nosso ministério, a música, a banda, que acabamos ficando presos nele. E quem perde com isso? Nós e a obra. 

Presos ao nosso ministério, deixamos de cantar a Palavra de Deus e passamos a cantar a nossas palavras, nossas verdades e até coisas boas que aprendemos. Mas não estamos ali somente para passar coisas que partem de nós, estamos para proclamar a força da Palavra do Senhor para as pessoas. No entanto, se ficarmos presos ao nosso ministério, não vamos conseguir. 

Chamo de prisão nosso medo de perder "nossa Missa", "nosso" grupo de oração, medo de perder prestígio, o lugar, etc. Veja: cantamos a Palavra de Deus em nossas canções e devemos estar presos somente a elas. Temos de nos deixar envolver pela Palavra e, assim, edificar a vida dos outros como bons servidores dessa obra, na qual, repito, Deus é o Mestre. Quando estou firme na Palavra, meu canto passa a ser libertação, passa a ser presença do Senhor, ânimo para as pessoas. Quando estou firme em mim mesmo, na minha “massa”, meu canto passa a ser somente sentimento.

Não somos chamados a passar sentimentos ao povo que nos escuta, mas a verdade do Evangelho, da Palavra, levando-as a um encontro pessoal com Jesus. É uma grande missão, uma grande obra. Maior que nossos medos, receios, perdas etc. 


Canta a Palavra de Deus quem vive e/ou busca viver o Evangelho, pois sem isso nosso canto se torna uma mentira, pois o cantamos, mas o não vivemos. Não basta amar a música, porque ela só será a massa da obra. É preciso amar o Mestre da obra e fazer, cada vez melhor, nosso trabalho.

Aquele pedreiro era bom, dedicado, mas o amor dele estava todo em si e nas obras que fazia. Precisamos ser diferentes, precisamos ser dedicados, responsáveis; para isso, nosso amor todo deve estar em Deus e levarmos ao povo a força da palavra libertadora, que já nos convenceu, nos transformou e ainda precisa transformar muitos por meio de nós.

André W. Florêncio
Missionário da Comunidade Canção Nova