Mostrando postagens com marcador biblia católica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador biblia católica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A obediência do pai Abraão


(Gênesis 22: 1-18)

Depois disso, Deus provou Abraão, e disse-lhe: “Abraão!” “Eis-me aqui”, respondeu ele. Deus disse: “Toma teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaac; e vai à terra de Moriá, onde tu o oferecerás em holocausto sobre um dos montes que eu te indicar.” No dia seguinte, pela manhã, Abraão selou o seu jumento. Tomou consigo dois servos e Isaac, seu filho, e, tendo cortado a lenha para o holocausto, partiu para o lugar que Deus lhe tinha indicado. Ao terceiro dia, levantando os olhos, viu o lugar de longe. “Ficai aqui com o jumento, disse ele aos seus servos; eu e o menino vamos até lá mais adiante para adorar, e depois voltaremos a vós.” Abraão tomou a lenha do holocausto e a pôs aos ombros de seu filho Isaac, levando ele mesmo nas mãos o fogo e a faca. E, enquanto os dois iam caminhando juntos, Isaac disse ao seu pai: “Meu pai!” “Que há, meu filho?” Isaac continuou: “Temos aqui o fogo e a lenha, mas onde está a ovelha para o holocausto?” “Respondeu-lhe Abraão, Deus providenciará uma ovelha para o holocausto, meu filho.” E ambos, juntos, continuaram o seu caminho. Quando chegaram ao lugar indicado por Deus, Abraão edificou um altar; colocou nele a lenha, e amarrou Isaac, seu filho, e o pôs sobre o altar em cima da lenha. Depois, estendendo a mão, tomou a faca para imolar o seu filho. O anjo do Senhor, porém, gritou-lhe do céu: “Abraão! Abraão!” “Eis-me aqui!” “Não estendas a tua mão contra o menino, e não lhe faças nada. Agora eu sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu próprio filho, teu filho único.” Abraão, levantando os olhos, viu atrás dele um cordeiro preso pelos chifres entre os espinhos; e, tomando-o, ofereceu-o em holocausto em lugar de seu filho. Abraão chamou a este lugar Javé-yiré, de onde se diz até o dia de hoje: “Sobre o monte de Javé-Yiré” (Deus providenciará). Pela segunda vez chamou o anjo do Senhor a Abraão, do céu, e disse-lhe: “Juro por mim mesmo, diz o Senhor: pois que fizeste isto, e não me recusaste teu filho, teu filho único, eu te abençoarei. Multiplicarei a tua posteridade como as estrelas do céu, e como a areia na praia do mar. Ela possuirá a porta dos teus inimigos, e todas as nações da terra desejarão ser benditas como ela, porque obedeceste à minha voz.”

Nota-se que quanto mais estamos a serviço de Deus, mais seremos provados por Ele. Deus provou Abraão ao ponto de pedir-lhe o sacrifício de seu único filho Isaac, o mesmo filho que Deus lhe dera anos atrás quando Sara não podia gerar filhos. O filho da promessa. Outra coisa interessante é que Abraão confiou plenamente em Deus, sabia que Deus era bom embora estivesse lhe pedindo tamanho sacrifício. Abraão sabia que Deus tiraria um bem maior. Ele realmente confiou na providência divina. E por ele ter sido fiel a Deus até o último minuto, não lhe negando o seu único filho, Deus enviou o anjo impedindo Abraão de tocar em Isaac. Vejamos aqui que o anjo é a voz do próprio Deus, já que anjo significa: mensageiro de Deus. E esse mesmo anjo aparece a Abraão pela segunda vez lhe prometendo a benção de Deus e a multiplicação dos povos. 
Vemos nesse capítulo da Bíblia muita confiança e amor a Deus por parte de Abraão. Ele não temeu ficar sem seu filho. Afinal de contas foi Deus quem lhe deu o seu filho único Isaac. E nota-se que Abraão amou tanto a Deus que estava disposto a sacrificar a vida de seu único filho Isaac. E da mesma forma, Deus amou tanto o mundo que sacrificou seu único filho Jesus por amor a humanidade. 
Quantas vezes somos capazes de sacrificar nossas vaidades, nossas vontades, nossos pecados por amor a Deus? Somos capazes de vivermos a santidade diariamente nas mínimas coisas por amor ao reino de Deus? Falo por mim mesma: quantas vezes acabo cometendo os mesmos pecadinhos diariamente!? Será que realmente me coloco a serviço do Deus de amor? Será que estou disposta a me sacrificar por amor a esse reino? 
Abraão em outro episódio da Bíblia (Gênesis 18: 20 - 33) intercedeu junto a Deus por Sodoma e Gomorra, pedindo-Lhe que se ali tivesse ao menos 10 justos Deus não destruísse a cidade, e Deus disse que se houvesse ao menos 10 justos, Ele, o Senhor, não destruiria a cidade, porém a cidade foi destruída, porque ali não havia nem ao menos 10 justos. E hoje em dia está tudo tão semelhante à Sodoma e Gomorra. O sexo desregrado, abortos, pessoas aprovando leis favoráveis a todo tipo de promiscuidade. Tudo o que Deus é contrário, por isso existe os 10 mandamentos, para obedecermos a leis de Deus. Deus ama o pecador, mas repudia o pecado. Então que possamos ser um justo dentro de nossa família, dentro do nosso trabalho, dentro da nossa comunidade, e assim Deus terá misericórdia dos que ainda não são justos. Deus só destruiu Sodoma e Gomorra porque não encontrou ali 10 justos sequer, e talvez se Abraão tivesse tido a coragem de pedir mais uma vez por apenas 1 justo, tenho certeza que Deus não teria destruído a cidade por causa desse 1 justo, mas Abraão parou nos 10 justos, e mesmo assim não havia ali 10 justos, por que a cidade estava dominada pelo pecado, pela promiscuidade, assim como os dias atuais. Sejamos os justos dessa humanidade, todos os dias buscando a santidade e que Deus nos fortaleça, que Jesus nos carregue nos braços nos momentos de fraqueza e que Nossa Senhora, nossa mãezinha nos guie nessa caminhada tão árdua, mas tão abençoada por Deus a caminho do céu. Assim seja. Amém.

Por: Alessandra de Oliveira (Grupo de Oração Santíssima Virgem)



terça-feira, 13 de março de 2012

A Esmola não é dar umas moedinhas que nos sobram


Por Padre Luizinho no dia mar 12th, 2012 sobre EspiritualidadeFormacaoQuaresma.
Quando ouvimos esta palavra ESMOLA vem logo a nossa cabeça algumas moedas ou um trocadinho que tiramos do bolso para dar a um mendigo que nos pede, na porta de casa, no farol de transito ou nas calçadas de nossa cidade. Quase sempre é algo que nos sobra ou um restinho do que a gente tem, mas esmola, CARIDADE é muito mais do que isso. É dar mais de si do que daquilo que se tem. Precisamos sim assistir aos nossos irmãos nas suas necessidades, a fome não espera, mas esmola é muito mais que assistencialismo é dar vida, dignidade, tirar o irmão da situação que ele se encontra. Dar algo material é muito mais fácil e cômodo do que dar de si, do seu tempo, das suas capacidades, daquilo que você sabe fazer, e principalmente do amor humano carregado do amor Divino.
A esmola celebra o relacionamento do homem com o seu próximo, na virtude Teologal da Caridade. Este assunto é polemico para quem não entende que esmola não é somente dinheiro, é doar-se concretamente ao próximo.
O que significa a esmola? Dar esmola significa dar de graça, dar sem interesse de receber de volta, dar sem egoísmo, sem pedir recompensa, em atitude de compaixão. Nisto ele imita o próprio Deus no mistério da criação e a Jesus Cristo, no mistério da Redenção. Jesus fala sobre esta verdadeira caridade na parábola do Bom Samaritano (cf. Lucas 10,25-37) quem é o teu próximo?
O homem recebeu tudo do seu criador. Tudo quanto tem, possui-o porquê recebeu. Ora, se Deus dá de graça e se o homem é criado à imagem e semelhança de Deus, se Cristo se doou totalmente, dando sua vida, também ele será capaz de dar de graça. Ao descobrir que dentro de si existe a sublime capacidade de dar de graça, a exemplo de Deus e de Cristo, brota nele o desejo de celebrá-la.
Quando, pois, na Quaresma a Igreja convoca a todos os fiéis a darem esmola, ela comemora aquele que por excelência exerceu a esmola: Jesus Cristo. Convida o homem à atitude de abertura ao próximo, convida-o a servir ao próximo com generosidade e desprendimento. Ora, neste momento a esmola começa a significar toda esta atitude de doação gratuita. Não só de bens materiais, mas o tempo, o interesse, as qualidades, o serviço, o acolhimento, a aceitação. E todo este mistério de abertura e gratuidade em favor do próximo na imitação de Deus e de Cristo possui então uma linguagem ritual. Tem valor de símbolo. Pela celebração da esmola a Igreja comemora a generosidade de Cristo que deu sua vida pelos seus e torna presente Cristo, dando-se a seus irmãos em cada irmão, formando o seu corpo. Assim, quando a Igreja convida os fieis a exercerem a esmola durante a Quaresma, sabe muito bem que não é pela esmola em si que ela vai resolver os problemas sociais e realizar a promoção humana, mas sabe também que é pelo que a esmola significa que ela vai realizar uma verdadeira promoção humana.
Portanto, não é a quantia que importa, mas o que gesto ou o rito da esmola significa. Exercitando a atitude da esmola durante a Quaresma, a Igreja quer levar os cristãos a viverem a atitude da esmola durante todo o ano, durante toda a vida. Descobrimos, então, que no exercício da esmola está contida a atitude de conversão, em relação ao próximo.
O que diz o Catecismo da Igreja Católica:
No Batismo, Deus infunde na alma, sem nenhum mérito nosso, as virtudes, que são disposições habituais e firmes para fazer o bem. As virtudes infusas são teologais e morais. As teologais têm como objeto a Deus; as morais têm como objeto os bons atos humanos. As teologais são três: fé, esperança e caridade.
Com relação à virtude teologal da caridade, ou seja, do amor, deve-se ter em conta que o amor a Deus e o amor ao próximo são uma mesma e única coisa, de modo que um depende do outro; por isto, tanto mais poderemos amar ao próximo quanto mais amemos a Deus; e, por sua vez, tanto mais amaremos a Deus quanto mais de verdade amemos ao próximo.
§1822 A CARIDADE é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.
§1823 Jesus fez da caridade o novo mandamento. Amando os seus “até o fim” (Jo 13,1), manifesta o amor do Pai que Ele recebe. Amando-se uns aos outros, os discípulos imitam o amor de Jesus que eles também recebem. Por isso diz Jesus: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei em meu amor”(Jo 15,9). E ainda: “Este é o meu preceito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12).
§1824 Fruto do Espírito e da plenitude da lei, a caridade guarda os mandamentos de Deus e de seu Cristo: “Permanecei em meu amor. Se observais os meus mandamentos, permanecereis no meu amor” (Jo 15,9-10).
§1825 Cristo morreu por nosso amor quando éramos ainda “inimigos” (Rm 5,10). O Senhor exige que amemos como Ele, mesmo os nossos inimigos, que nos tornemos o próximo do mais afastado, que amemos como Ele as crianças e os pobres.
O apóstolo S. Paulo traçou um quadro incomparável da caridade: “A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (l Cor 13,4-7).
§1826 Diz ainda o apóstolo: “Se não tivesse a caridade, nada seria…”. E tudo o que é privilégio, serviço e mesmo virtude… “Se não tivesse a caridade, isso nada me adiantaria”. A caridade superior a todas as virtudes. E a primeira das virtudes teologais “Permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade” (1 Cor 13,13).
§1827 O exercício de todas as virtudes é animado e inspirado pela Caridade, que é o “vinculo da perfeição” (Cl 3,14); é a forma das virtudes, articulando-as e ordenando-as entre si; é fonte e termo de sua prática cristã. A caridade assegura purifica nossa capacidade humana de amar, elevando-a a feição sobrenatural do amor divino.
§1828 A prática da vida moral, animada pela caridade, dá ao cristão a liberdade espiritual dos filhos de Deus. Já não está diante de Deus como escravo em temor servil, nem como mercenário à espera do pagamento, mas como um filho que responde ao amor daquele “que nos amou primeiro” (1 Jo 4,19): Ou nos afastamos do mal por medo do castigo, estando assim na posição do escravo; ou buscamos o atrativo da recompensa, assemelhando-nos aos mercenários; ou é pelo bem em si mo e por amor de quem manda que nós obedeçamos… E estaremos então na posição de filhos.
§1829 A caridade tem como frutos a alegria, a paz e a misericórdia, exige a beneficência e a correção fraterna; é benevolência; suscita a reciprocidade; é desinteressada e liberal; é amizade e comunhão:
A finalidade de todas as nossas obras é o amor. Este é o fim, é para alcançá-lo que corremos, é para ele que corremos; uma vez chegados, é nele que repousaremos.
§1844 Pela Caridade, amamos a Deus sobre todas as coisas e a nosso próximo como a nós mesmos por amor a Deus. Ela é o “vínculo da perfeição” (Cl 3,14) e a forma de todas as virtudes.
Você pratica a escola, vive a caridade? Deixem em comentários os seus pedidos de orações.
Oração: Senhor daí-nos experimentar primeiro o Teu amor por nós e depois amaremos profundamente a Ti e a nossos irmãos, “pois sem Ti nada podemos fazer”. Eu quero e sei que este caminho é o caminho da perfeição, por isso, derrama sobre nós o Teu Espírito Santo, é Ele quem nos revela o Amor do Pai e do Filho, a clareza dos nossos pecados e a graça da conversão para poder amar de verdade os nossos irmãos.

Conte com as minhas orações.
Padre Luizinho, Com. Canção Nova.
Diretor Espiritual e Formador do Pré-discípulado.
Fonte de pesquisa: Livro Celebrar a vida CristãFrei Alberto Beckhauser, OFM. Editora Vozes, 1991
* § Catecismo da Igreja Católica.

sexta-feira, 2 de março de 2012

É bíblico o protestantismo?

Provavelmente todos já ouviram de um protestante a seguinte frase:
“Nós cremos somente na Bíblia, e a Bíblia inteira é a única regra de fé para o cristão”
Está frase é como que um dogma para o protestantismo e reflete todo o pensamento da fundamental doutrina deste ramo religioso a “Sola Scriptura” ou somente as escrituras. Negam, portanto, os ensinamentos transmitidos oralmente por Cristo e os apóstolos conhecidos como Sagrada Tradição.
Baseados nisto vamos agora mostrar que há várias inverdades no uso desta frase por parte de protestantes e mostrar que de bíblicas suas principais doutrinas nada tem.
“A Tradição oral remonta ao próprio Cristo e aos Apóstolos. Ela é anterior à Escritura e se exprime nela. O ponto em que mais aparece a necessidade de algo anterior à Escritura, é a que se refere ao Cânon Bíblico: Com saber se um livro é ou não inspirado?
O próprio protestantismo, que afirma só reconhecer a Escritura, recorre necessariamente à Tradição Oral em 2 ocasiões:
1.  Sem a Tradição oral, não se pode definir o catálogo sagrado, pois em nenhuma parte da Escritura está escrito quais os livros que, inspirados por Deus, a devem integrar. É preciso procurar a definição dos livros sagrados fora da Escritura: na Tradição. Ora Lutero e o Protestantismo recorreram a tradição dos judeus da palestina, enquanto a Igreja Católica, seguindo o uso dos Apóstolos, optara pela tradição dos judeus de Alexandria.
2.   Na sua maneira de interpretar a Bíblia, os protestantes também recorrem a uma tradição. Pois embora o texto bíblico seja o mesmo para todas as denominações evangélicas, estas não concordam entre si, por exemplo, no que toca ao Batismo de criança, à observância do sábado ou do domingo, etc. As divergências não provêm do texto bíblico, mas da interpretação dada a este texto por cada fundador. Ou seja, dependem da tradição oral ou escrita que cada fundador quis iniciar na sua congregação. Assim, embora queiram rejeitar a Tradição Oral, o cristão a professa sempre: professa a Tradição oriunda de Cristo e dos Apóstolos, ou a tradição oriunda de Lutero, Calvino… Cada “profeta” protestante faz o que Lutero fez: rejeita a tradição protestante anterior e começa uma nova tradição: sim, lê a Bíblia ao seu modo e dela deduz proposições de fé e de moral que, segundo a sua intuição humana falível, lhe parecem mais acertada.
Assim, a Escritura, só, não pode ser, nem é no protestantismo, a única fonte de fé. Por outro lado, a Tradição Oral e o Magistério da Igreja só tem sentido se fazem eco à Sagrada Escritura.” (Dom Estevão Bettencourt, OSB;  Apostila “Diálogo Ecumênico” , Escola Mater  Ecclesiae)
Interessante cronologia:
1517: Monge Martinho  Lutero Fixa suas 95 teses na porta do castelo de Wittenberg na Alemanha, defendendo as indulgencias, que é negada pela maioria dos protestantes e contestando muitas doutrinas da Igreja. Nasce então o protestantismo.
1521: Lutero começa a tradução da bíblia para o alemão, modificando algumas passagens e removendo livros da bíblia, 7 do antigo testamento e alguns do novo testamento como Tiago, Apocalipse e etc (Livros que não eram compatíveis com suas novas doutrinas), como base em que ele fez isto?
 1524: Nascem então os anabatistas, (ou rebatizadores). Interpretavam as ousadamente as idéias de Lutero, e negavam o batismo de crianças, o que não era condenado por Lutero.
1525: Surgem várias revoltas de camponeses inspirados nas idéias de Lutero e eram incitados pelo anabatista Thomas Münzer. Lutero deixou o castelo onde estava e voltou a Wittenberg. Conseguiu apoio do braço secular para restabelecer  a ordem, e teve que enfrentar os camponeses. Lutero optou pela sufocação violenta dos revoltosos, e Thomas Münzer foi decapitado, o que fez com que Lutero perdesse popularidade com o povo, pois o povo viu que sua nova “Igreja” era para os ricos e não para os pobres.
1534: Terminou a tradução da bíblia, no castelo onde permaneceu, durante este tempo sofreu crises nervosas muito violentas, que ele considerava como assaltos diabólicos. ¹
1537: Lutero devido a seus pensamentos de que não era digno de salvação e que nada que fizesse poderia contribuir para sua salvação, formulou então a doutrina da “Sola Fide” ou “somente a fé”, que diz que somente a fé pode nos salvar, as obras de nada adiantam, o que foi um dos motivos que o levou a arrancar da bíblia a epistola de Tiago, pois esta contradiz sua doutrina Cf. Tiago 2, 14-26.
Daí então foi um passo para a proliferação das novas seitas iluminadas pelas idéias de Lutero:
1534: Surge o Anglicanismo na Inglaterra, com o Rei Henrique VIII, por que o Papa não queria dar o divórcio ao ele e sua mulher.
1541: Calvino cria Calvinismo em Genebra na Suíça, como novas idéias além das de Lutero. País, o qual é hoje um dos países como mais ateus no mundo. Calvino embora partilhante das doutrinas de Lutero, teve seu ponto característico no conceito de Deus. Colocou a ênfase sobre a majestade divina a ponto de dizer que há duas predestinações: uma para a salvação e outra explícita para a condenação eterna. Para Ele Deus proíbe o pecado a todos, mas na verdade quer que alguns pequem, para que sejam condenados.  Em outras palavras, Deus criou alguns para irem para o céu e outros para irem para o inferno, e as palavras de Jesus, “Ide e pregai o evangelho a toda criatura” cf. Mc 16, 15, então  de nada valem, pois não adianta pregar para os que já irão para o inferno.
1567: John Knox  na Escócia cria o presbiterianismo inspirado nas idéias de Calvino.
1604: John Smith funda a Igreja Batista na Holanda, é também hoje é um dos países mais ateus do mundo. (Tão inspirados foram, como não conseguiram nem mesmo evangelizar o pais onde nasceram?)
1649: John Fox (nos Eua) funda os Quarckers. Estes não valorizavam a bíblia ao invés disso valorizavam mais a inspiração individual do crente. Por isso não tinham dogmas, nem sacramentos, apenas uma corrente de regeneração moral  baseada muito na mão violenta. Não tinham igrejas nem pastores.
1739: Surge o Metodismo fundado por John Wesley na Inglaterra. A Ruptura com o anglicanismo deu origem a esta “Igreja”.  Ordenou seus próprios bispos. A única condição para que se torne metodista é que tenha o desejo de escapar da ira vindoura e ser isento de pecado.
1830: Joseph Smith (nos EUA) supostamente guiado por Deus descobriu alguns escritos (inspirados?) perdidos, nasceu se então o mormonismo. Joseph Smith tem uma visão de 2 anjos que lhe disseram que ele não deveria se filiar a nenhuma denominação religiosa e restaurar o “cristianismo primitivo”. Em 1822 teve uma segunda visão onde foi visitado por um suposto anjo Moroni, onde anunciou que Joseph deveria achar placas de ouro ocultas onde se encontrava uma maravilhosa história do povo de Deus nos EUA. Em 1827 o anjo o levou a uma montanha ele cavou e encontrou as placas nasceu se assim o mormonismo.
Algumas de suas doutrinas são:
Existe um Deus que é “Pai, Filho e Espírito Santo”; O Pai porém, tem carne e osso; quando ao filho e ao E.S são apenas emanações do pai.
O homem é eterno e viveu no reino de Deus antes de vim a terra, neste mundo os homens não têm lembranças da vida passada, para poderem aceitar livremente ou rejeitar o evangelho. Caso não cheguem ao conhecimento de Cristo nesta vida poderão chegar após a morte por um batismo póstumo (ou pós morte).
Este Batismo é uma das mais estranhas doutrinas desta seita que é administrado por parentes do defunto.
Também praticam o casamento pelos mortos, uma mulher que morra sem ter casado nesta vida pode ser casada por seus parentes a um outro morto no além.
1831: Willian Müller funda o Adventismo (nos EUA) 1831, veio da Igreja batista com uma nova revelação de quando supostamente Cristo Iria voltar, marcou a data e até hoje Cristo nunca voltou. Seus  discípulos tentaram recalcular as datas e previram para 1844 e novamente Cristo não voltou. Em meio ao descontentamento das pessoas que os seguiam, surge entoa uma Sra. Chamada Ellen Goud White, que veio com uma nova interpretação, assim ela explicou que a data estava certa o que estava errado era o acontecimento, segundo ela naquele ano cristo não iria voltar e sim entrar nos “Santos dos Santos” do céu  para terminar o sacrifício que não terminou na cruz, que ela dizia ter visto com seus próprios olhos.   Surge então o Juizo investigativo que supõe que Jesus não terminou seu sacrifício na cruz, mas sim em 1844.
Depois que Müller morreu Elen White se tornou a grande mestra do Adventismo, passaram então a observar o sábado, exigem não somente a fé nas escrituras, mas também nos escritos desta cidadã.
Pregam uma doutrina rígida em relação a alimentação o que nos leva a lembrar de uma seita religiosa herética que surgiu nos primeiros séculos através de um sacerdote o Montanismo.
Alguns escritos da sua grande “profetiza” ensina que Jesus é semelhante a nós inclusive em pecado a bíblia, porém diz que Jesus é “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus, que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo; pois isto o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo” (Cf. Hb 7,22-27)
1900: Surge nos EUA o Pentecostalismo criado por Charles Parham. Este movimento ensinava que o homem depois da conversão (necessária a salvação), o cristão deve passa por uma “segunda bênção” ou uma nova e mais profunda experiência religiosa que era chamada de “batismo no Espírito Santo”. De início os precursores deste movimento não tinham a intenção de criar uma nova denominação, mas como foram rejeitados por suas denominações  romperam com elas, o que deu início ao maior denominacionalismo da história protestante. Nenhuma denominação protestante está sujeita a dividir-se e subdividir-se tanto quando os pentecostais. Isto ocorre por que as raízes e forças propulsoras são muito subjetivas e emocionais. O crente pentecostal que julgue ter uma visão ou uma “profecia”, facilmente se torna fundador de um ramo independente.
  1. A Emoção muitas vezes supera a razão.
  1. Propensão forte a fenômenos tidos como extraordinários que fazem, vibrar, aplaudir, gritar, dificultando o raciocínio e o senso crítico.
  1. Neste ritmo os pentecostais se afastam cada vez mais do genuíno cristianismo. Tendem a fazer da religião um serviço ao homem e não a Deus; o antropocentrismo predomina, ainda que veladamente. Os seus templos se transformam mais e mais em salões de proclamação da bíblia e com pregação, com a realização de “milagres” correspondentes. (PR n. 282/1985, p. 373s )
1916: Charles Taze Russell  nos EUA também “inspirado” por “deus”  funda os Testemunhas de Jeová. (Ramo que difere um pouco do protestantismo normal) . Esta é uma seita de características peculiares, mas que surgiram como todas as outras denominações protestantes de supostas revelações de Deus. Russell era presbiteriano, insatisfeito com sua denominação e com uma descoberta que fez de que depois dos apóstolos ninguém havia compreendido o evangelho ficou se entoa reservado a Russell a missão de proclamá-lo ao mundo.
Baseados em Textos de Daniel e Ezequiel este cidadão tentou por várias vezes adivinhar a data da vinda de Cristo  para 1914, chegou a data nada aconteceu, depois seus sucessores tentaram adivinhar para 1925, nada aconteceu, de novo tentaram para 1968, nada aconteceu e novamente para 1975 e até hoje esperamos a vinda de Cristo.
O principal erro dos testemunhas de Jeová é que negam a divindade de Cristo, dizem que Cristo é como se fosse um semi –deus que apenas veio cumprir um papel aqui.
Falam que apenas 144 mil irão para o céu ver a face de Deus os demais salvos ficaram aqui na terra.
As almas dos que não aceitarem Jeová serão aniquilados, ou seja, deixarão de existir.
1977: No Brasil Edir Macedo funda a “Igreja Universal do Reino de Deus”. Edir Macedo depois de passar por várias religiões entra na Igreja Pentecostal Nova Vida depois de anos rompe com a mesma, funda a Igreja Universal, auto sagrou-se bispo e conseqüentemente sagrou seus companheiros. Feito se “bispo”, Edir criou para si um vasto império. Como pregador do evangelho e arauto de curas, foi adquirindo vários meios de comunicação e outros bens materiais no Brasil e no interior.
Diz ele : “O dinheiro é uma ferramenta sagrada que Deus usa na sua Obra” (Jornal da tarde, 06/04/ 1991, p. 14)
Esta é mais uma denominação a serviço do homem e não de Deus. Se torna uma pronto socorro religioso aonde as pessoas vão pra serem curadas e não para adorarem a Deus.
A Religião antes de tudo é a ligação do homem a Deus; tem como objetivo primeiro adorar e glorificar a Deus, por que Ele é santo e infinitamente bom e sábio, independentemente, deste ou daquele feito extraordinário que ele tenha feito.
Anos seguintes:
Surge o neopentecostalismo.
Entre os neopentecostais surgem as vigílias do ré-té-té, reuniões feitas às sextas feiras a partir da meia noite onde o culto ocorre em meio a gritarias e rodopios que nos lembram mais centros de umbanda do que um culto a Deus. Quem quiser saber mais sobre esta vigília é só ler uma matéria já publicada no blog:
http://sadoutrina.wordpress.com/2010/06/30/louvor-e-adoracao-ou-macumbaria/
Surge a teologia da prosperidade, uma das mais pérfidas doutrinas surgidas no meio protestante. Segundo a Teologia da Prosperidade, Deus concede riqueza e bens materiais a quem Lhe é fiel e paga o dizimo com generosidade; mas esta concepção está mal fundamentada. No entanto o adeptos dessa teologia, baseiam-se no Antigo Testamento para dizer que os homens de Deus foram ricos como Salomão, e que Jesus prometeu que veio para que tenhamos “vida em abundância”. (Jo 10,10)
Jesus nunca ensinou que o Evangelho pudesse ser uma fonte de enriquecimento ou um meio de se levar uma vida “regalada”, “em nome de Deus”; ao contrário, o Senhor ofereceu a renúncia e a cruz àqueles que o seguirem:
“Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz a cada dia e me siga. Porque, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la, mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim salvá-la-á” (Lc 9,23-24).
Jesus fala de sacrifico, renúncia, perder a própria vida; e diz que se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, não pode dar fruto (cf. Jo 12, 24). Isto está longe de ser um ensinamento de enriquecimento porque se faz a vontade de Deus. Ele não é contra a riqueza justa, e sabiamente usada para o bem de si mesmo e dos outros, mas isto está longe de justificar a teologia da prosperidade.
A fraguimentação das seitas se tornou tão grande que é impossível relatar todas aqui, foram citadas aqui apenas as mais conhecidas.
Depois desta leitura podemos novamente nos perguntar: “É bíblico o protestantismo?”
“Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo. Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo se encarnou é de Deus; todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo.”  (1 Jo 4, 1-3)
Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.” (2 Tm 4, 3-4)
Referencias bibliográficas:
- Aquino, Felipe Rinaldo Queiroz de, Falsas doutrinas: Seitas e religiões 10ª Ed. – Lorena:  Cléofas, 2009.
- Dom Estevão Bettencourt, OSB;  Apostila “Diálogo Ecumênico” , Escola Mater  Ecclesiae
Revista Pergunte & Responderemos n. 282/1985, p. 373s


Autor: Bíblia Católica | Postado em: Seitas e Heresias