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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Uma freira no Oscar!


Uma freira no Oscar!

Copio aqui um interessante artigo que recebi via email [o artigo vai tal qual o original. Onde se escreve "Mãe", entenda-se "Madre"]. Como é belo contemplar na prática a alegria daqueles que “venderam tudo o que tinham para  ficar com a pérola escondida no campo”. E você, já descobriu sua vocação?
Nos anos 50 e 60, Dolores Hart era uma jovem e linda estrelinha em ascenção no cinema, fazia filmes com os galãs mais lindos e famosos da época. Atuou ao lado de Elvis Presley e até dizem que se apaixonou por ele e especulam se Elvis não teria sido o motivo que a fez largar tudo e entrar para um convento…
Em 1962, na última vez em que Dolores caminhou sobre o tapete vermelho rumo ao Academy Awards, ela era uma jovem atriz de bochechas rosadas, cujo contrato valia US$ 1 milhão e que fora a primeira a beijar Elvis na tela. Mas, não mais que de repente, ela largou tudo, sumiu! Desapareceu tão completamente do foco da mídia e dos olhos do público que se tornou praticamente uma miragem do passado…
Contudo, amanhã, neste domingo, Dolores Hart estará pisando novamente o red carpet do Teatro Kodak em Hollywood, na festa de entrega do Oscar e por um motivo muito especial: um documentário sobre sua vida é candidato ao prêmio! Porém, ao contrário das outras celebridades, ela não vestirá nenhuma roupa de griffe ou usará joia de marca importante. Estará vestindo o seu hábito negro, da congregação Beneditina, da qual é freira, e se mostrará como a mulher que escolheu ser: Mãe Dolores, como Superiora da Ordem em que vive em clausura nos últimos 50 anos, nos Estados Unidos, numa fazenda em Bethlehem, Connecticut, na Abadia de Regina Laudis, levando uma vida de trabalho duro, contemplação e orações…
Com 73 anos de idade, Dolores Hart, ou melhor, Mãe Doloresconcordou em fazer esta rara aparição para prestigiar o documentário, que conta a sua história de vida, indicado para oOscar, God Is The Bigger Elvis…
Nunca dantes na história da estatueta dourada, uma candidata aoOscar chegou àquela festa andando de bengala e vestindo hábito, mas Mãe Dolores irá assim e com muita alegria, dizendo-se entusiasmada em participar daquela grande noite, mesmo que por ventura tenha que subir no palco…
Amanhã, ela surgirá no Oscar com os mesmos lindos olhos azuis e a mesma beleza serena, que a fizeram ser, tantas vezes, comparada a outra estrela da época, Grace Kelly…
O ano era 1957, quando Dolores Hart tinha apenas 18 de idade e estreava na tela como a namoradinha que beijava Elvis, no segundo filme do rei do rock, Loving You, causando inveja nas meninas de todo o mundo…
Loving You a fez famosa e ela logo atuou em outros filmes com grandes galãs, como Montgomery Clift e Anthony Quinn, e mais outro com Elvis, King Creole, em 1958. Nos cinco anos seguintes, ela fez mais nove filmes, inclusive a a comédia musical “cult” Where The Boys Are, com outro bonitão, George Hamilton. E a música, ninguém esqueceu: Where the boys are/ Someone waits for me…
Mesmo trabalhando como atriz, Dolores permanecia uma católica romana devotada, de ir à missa todos os dias, levantando-se às seis da manhã. E sempre rezava o terço durante todas as filmagens. Em 1963, atuou em seu último filme, Come Fly With Me, no papel de uma aeromoça. Em entrevista na época, ela se queixou de que o lado emocional da profissão era muito triste, pois, durante 10 semanas ou mais, eram trabalhos intensos de filmagens e amizades estreitas estabelecidas com pessoas que depois ela nunca mais voltava a ver…
Foi quando Dolores trabalhava numa peça na Broadway que um amigo sugeriu que ela fosse descansar um fim de semana numa cabana em um convento católico em Connecticut. Ela foi e encontrou ali a paz que procurava desde a infância. Quis logo ingressar no convento, mas foi considerada jovem e imatura. Só depois de três anos foi aceita, terminando antes um noivado de cinco anos com um arquiteto de Los Angeles. E nunca mais voltou atrás… O ex-noivo jamais a esqueceu, mas aceitou os desígnios de Deus e até sua morte continuou devotado a ela, fazendo-lhe visitas e ajudando financeiramente o convento. Uma história de vida que realmente vale um filme…
Quem não gostou nada foram os chefões do Studio MGM, que, furiosos, consideraram a conversão uma traição, e atribui-se muito a esse despeito o rumor difundido na época de que ela teria se apaixonado por Elvis Presley e estaria se escondendo num convento para dar a luz a um filho ilegítimo do cantor, tendo virado freira devido ao amor não correspondido. Dolores se calou, mas hoje que lhe é dada a oportunidade de ser escutada diz que preferiu servir ao Rei dos Reis, do que fazer filme com o Rei Elvis…
Mãe Dolores, que vemos nas fotos acima, continua votando para oOscar, já que faz parte da longa lista dos membros da Academia, e assistindo aos filmes em DVDs, que recebe da Academia. É a sua maneira de saber o que se passa no mundo lá fora. O documentário a seu respeito expõe sua luta, doenças graves e problemas financeiros que enfrentou no convento, onde reza sete vezes ao dia com suas irmãs, desde que se tornou freira, quando tinha apenas 25 anos de idade…

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano celebrada na Canção Nova


Em 2007 o Papa Bento XVI – através do Motu Proprio Summorum Pontificum – concedeu aos sacerdotes do Rito Latino a permissão para celebrar a Santa Missa segundo Missal Romano editado pelo Beato Papa João XXIII em 1962. No ultimo Domingo, 15, a Comunidade Canção Nova, por iniciativa de seus membros, teve a graça de organizar e participar desta Santa Missa presidida pelo sacerdote da Arquidiocese de Niterói-RJ, padre Demétrio Gomes.
Quem passava pelas mediações da Capela Santa Rita, na sede da Comunidade, poderia até perguntar: “Mas será que estamos voltando ao passado com esta missa em latim e o padre ‘de costas’ para o povo’ (uma expressão equivocada)”?
“Ao contrário do que muitos podem pensar, conhecer e celebrar a Santa Missa em sua Forma Extraordinária não se trata de vivenciar um arqueologismo litúrgico, ou uma rigidez rubricista. Trata-se, antes, de uma busca por valorizar e aprender do rico patrimônio da celebração da fé que o Espírito Santo plasmou ao longo dos séculos em Sua Igreja” Disse padre Demétrio
Em sua homilia o sacerdote recordou que a Missa no Rito Extraordinário não fere nem exclui a missa no Rito Ordinário, celebrada de acordo com o missal de Paulo VI de 1970, “Ao conhecer essa forma de celebrar – a mesma com a qual muitos santos sacerdotes prestaram seu culto de adoração a Deus – somos formados para viver ainda melhor também a celebração conforme no novo Missal Romano” disse o sacerdote.
Segundo padre Demétrio o Papa Bento XVI tem chamado atenção para uma reta interpretação do Concílio Vaticano II, e tem destacado frequentemente a importância daquilo que chama de “hermenêutica da reforma”, segundo a qual se deve contemplar nas orientações do Concílio uma fidelidade ao patrimônio da fé que a Igreja sempre acreditou. Desta forma, segundo o sacerdote, “não existe duas Igrejas; uma anterior e uma posterior ao Concílio, como afirmam alguns”.
Em 30 de abril de 2011, a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, publicou uma carta sobre a aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum. Entre as reflexões feitas pela Sagrada Comissão, se destaca a explicação de que não se trata de dois ritos diferentes e sim duas formas de celebrar o mesmo rito.
“Os textos do Missal Romano do Papa Paulo VI e daquele que remonta à última edição do Papa João XXIII são duas formas da Liturgia Romana, definidas respectivamente ordinária e extraordinária: trata-se aqui de dois usos do único Rito Romano, que se põem um ao lado do outro. Ambas as formas são expressões da mesma lex orandi da Igreja. Pelo seu uso venerável e antigo a forma extraordinária deve ser conservada em devida honra” [6]
Uma das riquezas do rito é o silêncio contemplativo. Em cada gesto, orações em latim e canticos gregorianos, percebe-se a beleza do mistério do Calvário. “A posição do sacerdote – juntamente com o povo – voltada para Deus como o centro (e não ‘de costas para o povo’); o valor do silêncio, tão esquecido em nosso tempo, e onde muito nos fala Deus; o uso do latim, língua oficial da Igreja (que nunca foi abolida pelo Concílio Vaticano II), expressão também de sua unidade; o canto gregoriano, canto próprio da liturgia romana; enfim, são alguns dos elementos que geram em nós uma nova forma de contemplar e viver o Santo Sacrifício da Missa” explica padre Demétrio.
“A Canção Nova tem um papel muito importante em nosso país para a realização da chamada “reforma da reforma” litúrgica, tão desejada pelo papa Bento XVI em sua pregação e exemplo. Iniciativas como essas são fundamentais e exemplares para nossas comunidades. Só podemos parabenizá-los por isso!” concluiu padre Demétrio
No vídeo abaixo você confere algumas partes desta belíssima celebração
Veja mais fotos: