sexta-feira, 3 de agosto de 2012

03/08/2012


Primeira leitura (Jeremias 26,1-9)

Sexta-Feira, 3 de Agosto de 2012
17ª Semana Comum

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

1No início do reinado de Joaquim, filho de Josias, rei de Judá, foi comunicada da parte do Senhor esta palavra, que dizia: 2“Assim fala o Senhor: Põe-te de pé no átrio da casa do Senhor e fala a todos os que vêm das cidades de Judá, para adorar o Senhor no templo, todas as palavras que eu te mandei dizer. Não retires uma só palavra; 3talvez eles as ouçam e voltem do mau caminho, e eu me arrependa da decisão de castigá-los por suas más obras.
4A eles então dirás: Isto diz o Senhor: Se não vos dispuserdes a viver segundo a lei que vos dei,5a escutar as palavras dos meus servos, os profetas, que eu vos tenho enviado com solicitude e para vossa orientação, e que vós não tendes escutado, 6farei desta casa uma segunda Silo e farei desta uma cidade amaldiçoada por todos os povos da terra”.
7Os sacerdotes e profetas, e todo o povo presente ouviram Jeremias dizer estas palavras na casa do Senhor. 8Quando Jeremias acabou de dizer tudo e que o Senhor lhe ordenara falasse a todo o povo, prenderam-no os sacerdotes, os profetas e o povo, dizendo: “Este homem tem que morrer! 9Por que dizes, em nome do Senhor, a profecia: ‘Esta casa será como Silo, e esta cidade será devastada e vazia de habitantes’?” Todo o povo juntou-se contra Jeremias na casa do Senhor.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 68)

Sexta-Feira, 3 de Agosto de 2012
17ª Semana Comum

— Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor.
— Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor.

— Mais numerosos que os cabelos da cabeça, são aqueles que me odeiam sem motivo; meus inimigos são mais fortes do que eu; contra mim eles se voltam com mentiras! Por acaso poderei restituir alguma coisa que de outros não roubei?
— Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe.
— Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador; e os insultos de infiéis que vos ultrajam recaíram todos eles sobre mim!
— Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha!


Evangelho (Mateus 13,54-58)

Sexta-Feira, 3 de Agosto de 2012
17ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então de onde lhe vem tudo isso? 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


Peçamos, hoje e sempre, um revigorar do dom da fé

Postado por: homilia

agosto 3rd, 2012

Irmãos e irmãs, no capítulo 13 do Evangelho de São Mateus, encontramosJesus Cristo em Sua plena atividade apostólica, a qual Ele estende para alocalidade de Nazaré, sua cidade e lugar escolhido pela Divina Providência paraa Sua vida oculta.
Ali, Cristo viveu e cresceu humanamente, cumprindo a vontade do Pai secretamente, em meio aos seus: “E Jesus ia crescendo em sabedoria,tamanho e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2,52). Embora o textosagrado correspondente ao Evangelho de hoje (cf. Mt 13,54-58) aparente umaadmiração daquele povo, inclusive dos familiares do próprio Jesus – ou seja,pessoas do seu clã -, eles desconheciam a origem da ação miraculosa e sábiado Nazareno: “De onde vêm essa sabedoria e esses milagres?” (Mt 13,54).
Nas entrelinhas, eles estavam testemunhando que a tradição religiosa e suasraízes culturais – tampouco a atividade laboral realizada na carpintaria – nãopoderiam servir como causa de tantas maravilhas na vida e na obra de Jesus, ou seja, de um concidadão.
De certa forma, podemos estar de acordo com as interrogações daquele povo.Mas existem causas profundas que o texto vai desvelando e que não podemosconcordar, caso queiramos ser os apóstolos dos tempos atuais. Vejamos:
Da parte de Jesus Cristo, Ele testemunhou que não negava em seu mistério eministérios as suas raízes religiosas, pois ensinava na sinagoga e sabiamenteacolheu a sua procedência, ainda que não fosse numa localidade louvada,como o mesmo evangelista deu a entender sobre a região, onde tambémestava Nazaré: Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, regiãoalém do Jordão, Galileia, entregue às nações pagãs! O povo que estava nastrevas viu uma grande luz, para os habitantes da região sombria da morteuma luz surgiu” (Mt 4,15).
Jesus sempre esteve no lugar certo e na hora certa, para iluminar e salvar… Mas houve aqueles que, em Nazaré, preferiram as trevas (a exemplo de muitosainda hoje). Uma reação que não correspondeu e nem está nos planos de Deuspara ninguém mas, nem por isso, estas atitudes são desconhecidas pela açãoda Palavra de Deus neste mundo: Ela estava no mundo, e o mundo não areconheceu. Ela veio para o que era seu, mas os seus não a acolheram” (Jo1,11).
Por isso, o último versículo do Evangelho de hoje é esclarecedor ao fornecer omotivo pelo qual Jesus havia se tornado um “escândalo”, uma pedra de tropeçopara aquele amado povo e não o orgulho da nação: E não fez ali muitosmilagres, por causa da incredulidade deles” (Mt 13,58).
De fato, em relação ao mistério e ministério do Verbo encarnado para asalvação dos povos e de cada um, passa ordinariamente pela resposta da  decada um. Uma verdade que a Igreja Católica e Apostólica pode constataratravés dos seus primeiros arautos, os quais não desistiram do anúncio, aindaque experimentando na própria pele o que significa ser profeta desvalorizado edesprezado pelos seus” (cf. Mt 13,57).
O exemplar São Paulo percebeu as consequências da incredulidade a nãopoupar nenhuma cultura ou nação: Pois tanto os judeus pedem sinais, comoos gregos buscam sabedoria. Nós, porém, proclamamos Cristo crucificado,escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas para os que sãochamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria deDeus” (1Cor 1,22-24). Isto também traz uma verdade subjacente: o dom da vem do Alto e não nasce naturalmente com cada pessoa. Não é fruto de umageração espontânea”. Fé, é antes de tudo, um dom da Misericórdia Divina. Aorigem é divina e a recepção é humana.
Por isso, neste tempo de Nova Evangelização, não podemos estranhar odesprezo de muitos e tampouco nos escandalizarmos com a incredulidade queainda existe no mundo atual. Mas que os apóstolos de hoje possam prosseguira missão segundo o zelo pela salvação das almas que ardia e – até o fim dos tempos - queima no Coração Sagrado e desprezado de Jesus Cristo, o qualsustenta o ministério apostólico de Sua Igreja, como fez com Paulo, o apóstolodas nações.
Peçamos hoje e sempre um revigorar do dom da  para todos os anunciadoresde Jesus Cristo, como Igreja enviada a uma Nova Evangelização, e umdespertar do mesmo dom aos batizados que não cultivam a fé.
Quanto aqueles que não possuem ainda a fé, ou a desprezaram por completo,não esqueçamos daquela atitude misericordiosa de Jesus Cristo, que não negouser de Nazaré e ali fez alguns milagres. Nesta reação de Cristo encontramostambém uma palavra de revelação da vontade do Pai das Misericórdias a todosos profetas que  experimentam o desprezo e a desvalorização por causa damissão cumprida nos tempos atuais.
Repito: para a Palavra de Deus, as piores reações humanas não são nemnovidade e muito menos desmotivação para a missão de salvar almas: Masnem todos obedeceram à Boa Nova, pois Isaías diz: ‘Senhor, quem acreditouem nossa pregação?’ Logo, a  vem pela pregação e a pregação, pela palavrade Cristo” (Rm 10,16).
Padre Fernando Santamaria
Comunidade Canção Nova

Santa Lídia

3 de Agosto

Uma antiga tradição cristã a respeito do culto aos santos demonstra que Santa Lídia foi uma das primeiras santas a serem veneradas dentro da fé católica.

Lídia era uma prosélita, ou seja, uma pagã convertida ao judaísmo. Veio da Grécia asiática e instalou-se para o seu comércio em Filipos, porto do Mar Egeu. Fez-se cristã pelo ano de 55, quando São Paulo evangelizava essa região. São Lucas, que andava com o Apóstolo, contou este episódio:

"...Filipos, que é a cidade principal daquele distrito da Macedônia, uma colônia (romana). Nesta cidade nos detivemos por alguns dias. No sábado, saímos fora da porta para junto do rio, onde pensávamos haver lugar de oração. Aí nos assentamos e falávamos às mulheres que se haviam reunido. Uma mulher, chamada Lídia, da cidade dos tiatirenos, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava. O Senhor abriu-lhe o coração, para atender às coisas que Paulo dizia" (At 16,12-14)

As formalidades da canonização levam frequentemente muitos anos. Foram, porém, curtíssimas ao tratar-se de Santa Lídia. Foi Barónio (+ 1607) que, em 1586, com sua própria autoridade, a introduziu no Martirológio romano, cuja revisão lhe estava entregue.

Santa Lídia, rogai por nós!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O seu voto pode mudar a história!


Estamos nos aproximando do mês de outubro, em que o povo brasileiro vai às urnas, desta vez, para decidir os próximos quatro anos de sua cidade. Teremos eleições para prefeito e vereador. Para tanto, a Igreja tem nos exortado
a escolher nossos candidatos de modo consciente e correto. Não é função da Igreja apontar um candidato aos seus fiéis,
mas ela deve orientá-los na escolha.
Participar da política é uma maneira exigente de viver o compromisso cristão ao serviço dos outros. O eleitor tem o dever de ser corresponsável na formação de uma nova civilização, baseada na defesa incondicional da vida, desde a fecundação até a morte natural. Por isso, nós, católicos, não podemos votar em candidatos – nem em partidos! – que não defendam a vida, mesmo que esses candidatos sejam nossos amigos.
A defesa da cultura da vida exige que os valores da bioética não sejam separados dos valores da ética social. Afinal, está na totalidade destes valores a expressão clara de pessoa, comunidade e bem comum, eixo da Doutrina Social
da Igreja. Exemplos disso são as Leis de iniciativa popular n. 9.840/1999, contra a corrupção eleitoral e a compra e venda de votos, e a Lei n. 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa.
Os futuros eleitos de nossas cidades serão nossos delegados no poder, portanto, o cristão tem dupla responsabilidade nesta empreitada. Responsabilidade do bom uso da “razão” e da “fé”, das quais não pode negligenciar: “Ao negligenciar os seus deveres temporais, o cristão egligencia os seus deveres com relação ao o próximo e ao próprio Deus e coloca em perigo a sua salvação eterna” (Gaudium et spes,n. 43).
“Recomenda-se particular cuidado quanto aos partidos que incluem em suas listas líderes católicos, com a única função de somar votos para a sigla. Os votos dados a tais candidatos contribuem para a eleição de políticos nem sempre merecedores de apoio” (CNBB, Doc. 67, n°58). “É oportuno exercer a vigilância com relação aos partidos que continuam indicando como seus candidatos pessoas comprovadamente inescrupulosas. Os eleitores devem ser orientados a não apoiar tais candidatos, e até recusar qualquer candidato de um partido que acoberte tais pessoas” (CNBB, Doc. 67, n°57).
A escolha do candidato deve ser feita a partir do seu projeto político, do seu respeito ao pluralismo cultural e religioso, do seu comportamento ético e de suas qualidades (como honesti-dade, competência, liderança, transparência, vontade de servir ao bem comum), bem como do seu compromisso com a justiça. Não deixe sua escolha para a última hora. Investigue os candidatos. Saber votar é saber escolher um bom candidato e um bom partido ou coligação. Preste muita atenção nas coligações. Estude com critério as possibilidades e vote com consciência. As eleições de outubro serão uma excelente oportunidade para garantirmos vida com dignidade para todos. Ainda há tempo. Vamos nos preparar bem para esse momento! Vamos dizer “não” aos corruptos! Vamos mudar essa história!
Kátia Maria Bouez Azzi
Consagrada Comunidade Católica Pantokrator
Bacharel em Teologia

RELIGIÃO, UMA ‘LOUCURA’ NECESSÁRIA


Daniel Machado
Produtor do Destrave
Quando, em 1999, eu tive o meu encontro pessoal com Jesus, minha vida mudou de forma drástica, direta, da “noite para o dia”. Num piscar de olhos eu já me considerava uma pessoa diferente, um homem novo. Por outro lado, as pessoas do meu convívio social me alertavam o tempo todo sobre a “loucura” da religião.
Ao assistir a momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento pela TV Canção Nova, era comum minha mãe me pegar ajoelhado ou prostrado diante da TV (na verdade, era diante de Jesus), assim como era comum ela me dizer que eu estava ficando louco por causa dessas atitudes.
Os críticos da religião dizem que os que creem em Deus ou em alguma divindade sofrem algum tipo de patologia coletiva – e se me vissem, do jeito que minha mãe me via, certamente ficariam contentes com a confirmação da teoria. De certa forma, existe uma verdade nesta crítica, pois todos nós sofremos de um tipo de “loucura”, mas eu diria que uma “loucura necessária”. Se quem crê pode ter algum tipo de loucura, os que não creem mergulham numa loucura muito maior, a qual nos traga, a loucura deste mundo.
Estamos diante de duas loucuras: a “loucura” da religião e a loucura do mundo moderno.
A “loucura” da religião tem lá, sim, os seus excessos, o que chamamos de fundamentalismo, ou seja, a fé sem um pingo de razão ou tolerância. Essa loucura precisa de amadurecimento e reflexão, mas, de modo geral, na religião está presente uma “loucura” que nos faz ir para o além do material, que nos remete ao outro, uma “loucura necessária” para os santos.
Lembremo-nos aqui de alguns loucos que deixaram o seu perfume de santidade no mundo: São Francisco foi um “louco” aos olhos de muitos, deixou toda a sua riqueza e foi viver como mendigo, beijou um leproso, certa vez se jogou numa roseira e, outra, na neve quando o desejo sexual atingiu sua carne. Em poucos anos atraiu milhares de jovens ao seu redor. Santa Terezinha também foi uma “louca” que sofreu e amou até o último dia de sua vida e, sem sair do convento, ficou conhecida no mundo inteiro.
Mas temos também os santos modernos, como a beata Madre Teresa  de Calcutá, que um dia saiu pelas ruas de Calcutá, encontrou um moribundo na rua e, ali na sua “loucura”, encontrou Jesus nele e passou a dedicar a vida aos mais pobres dos pobres. O beato João Paulo II foi também um “louco”, sobreviveu a duas guerras, estudou num seminário de forma clandestina, enfrentou o comunismo, derrubou o Muro de Berlim, sofreu um atentado, perdoou ao homem que tentou matá-lo, ensinou ao mundo como se vive enfermo sem perder a esperança, a caridade e a fé, dentre tantos outros atos de “loucura”.
Já a neurose do mundo moderno é uma loucura de morte; para constatar isso basta ficar 5 minutos na frente da TV, ver as leis contra a vida e a família que tramitam no Congresso, o ritmo com que vivemos na era do consumo, os índices de estresse e depressão que atingem jovens, adultos e idosos. No dito popular, estamos “pirando” com o estilo de vida moderno.
São Paulo disse que jamais o mundo irá compreender esta loucura da santidade: “Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras” (I Coríntios 2,14). E confirma o que acabo de escrever acima: “Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.”
Se a religião é “o ópio do povo”  como dizem os críticos – qual será a definição para o mundo moderno?
Se um dia você ouvir de alguém que a religião é uma neurose coletiva, agradeça, pois esta “neurose” o está livrando de uma outra neurose muito maior, a loucura da cultura de morte.
“Oxalá suportásseis um pouco de loucura de minha parte!” (São Paulo Apóstolo)
Sejamos todos “loucos” pelo Evangelho.

02/08/2012


Primeira leitura (Jeremias 18,1-6)

Quinta-Feira, 2 de Agosto de 2012
17ª Semana Comum

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

1Palavra dirigida a Jeremias, da parte do Senhor: 2“Levanta-te e vai à casa do oleiro, e ali te farei ouvir minhas palavras”. 3Fui à casa do oleiro, e eis que ele estava trabalhando ao torno;4quando o vaso que moldava em barro se avariava em suas mãos, ei-lo de novo a fazer com esse material um outro vaso, conforme melhor lhe parecesse aos olhos.
5Fez-se em mim a palavra do Senhor: 6“Acaso não posso fazer convosco como este oleiro, casa de Israel? diz o Senhor. Como é o barro na mão do oleiro, assim sois vós em minha mão, casa de Israel”.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 145)

Quinta-Feira, 2 de Agosto de 2012
17ª Semana Comum

— Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!
— Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!

— Bendize, minh’alma, ao Senhor! Bendirei ao Senhor toda a vida, cantarei ao meu Deus sem cessar!
— Não ponhais vossa fé nos que mandam, não há homem que possa salvar. Ao faltar-lhe o respiro ele volta para a terra de onde saiu; nesse dia seus planos perecem.
— É feliz todo homem que busca seu auxílio no Deus de Jacó, e que põe no Senhor a esperança. O Senhor fez o céu e a terra, fez o mar e o que neles existe.


Evangelho (Mateus 13,47-53)

Quinta-Feira, 2 de Agosto de 2012
17ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 47“O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. 53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Seja misericordioso antes que o Justo Juiz chegue

Postado por: homilia

agosto 2nd, 2012

Nosso Senhor foi um modelo incomparável de paciência. Suportou um traidor entre Seus discípulos até à Sua Paixão e disse: “Deixai um e outro crescer juntamente, até à ceifa; não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo”. Para figurar a Igreja, previu que a rede trouxesse, sempre para a margem, todo o tipo de peixes: bons e maus. É o Reino comparado à grande rede lançada ao mar que, para nós, é o mundo.
Cristo nos fez conhecer, de muitas maneiras – abertamente ou em parábolas -, que vivemos num mundo, no qual há uma mistura de bons e maus. Contudo, declara que é necessário velar pela disciplina na Igreja quando afirma: “Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganhado o teu irmão”. Mas de que maneira? Com misericórdia. Fazendo-o conhecer que “Deus governará a Terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade” (Sl 95,13).
No final dos tempos, Jesus juntará, ao seu redor, os eleitos e separará os outros, colocando aqueles à Sua direita e estes à Sua esquerda. Haverá coisa mais justa, mais fiel do que essa? Aqueles que não tiverem exercido a misericórdia – antes da chegada do Justo Juiz – não poderão esperar d’Ele misericórdia.
Aqueles que tiverem exercido a misericórdia serão julgados com misericórdia, porque Ele dirá àqueles que tiver colocado à Sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo”. E atribui-lhes obras de misericórdia: “Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber”, e por aí afora.
Por que você é injusto, não haverá o Juiz de ser justo? Por que lhe acontece de mentir, não haverá de a Verdade ser autêntica? Se quer encontrar um Juiz misericordioso, seja misericordioso antes que Ele chegue. Perdoe a quem lhe tiver ofendido, dê dos seus bens se os possui em abundância.
Dê o que d’Ele você recebeu: “Que tens tu, que não hajas recebido?” Eis os sacrifícios que são muito agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade. Se a tudo isso levarmos em conta, esperaremos, com segurança, o advento do Justo Juiz que governará a Terra com justiça e os povos na Sua fidelidade.
Padre Bantu Mendonça

Santo Eusébio de Vercelli

2 de Agosto

Hoje nós lembramos o testemunho de santidade de Eusébio, que nasceu no começo do século IV, na Sardenha e não tinha este nome, até ir para Roma em procura de lucro com a Política e o Direito. Encontrado por Jesus, converteu-se e recebeu as águas do Batismo e o novo nome de Eusébio, pois foi batizado pelo Papa Eusébio.

De simples leitor da Igreja de Roma, Eusébio foi ordenado sacerdote e depois em 345, Bispo em Vercelli, onde exerceu seu ministério com zelo, muito amor às almas e à Verdade. Dentre tantas inspirações para a Diocese, Eusébio vivia comunitariamente com seus sacerdotes, e desta comunhão conseguiu forças para vencer os bons combates do dia-a-dia.

Santo Eusébio de Vercelli por opor-se ao Arianismo que buscava erroneamente negar a divindade de Cristo, foi exilado com outros santos Bispos pelo imperador Constâncio. Despachado com algemas para a Palestina, Eusébio sofreu torturas e sobreviveu por seis anos fechado numa prisão. Quando liberto aproveitou para visitar as Igrejas do Oriente. Ao voltar foi acolhido como vencedor pelos irmãos no Episcopado, Clero e todo o povo, e até entrar no Céu em 370, venceu o Arianismo com Santo Hilário e unificou as Igrejas.

Santo Eusébio de Vercelli, rogai por nós!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Filhos, uma bênção de Deus - “Não tenham medo da vida”, diz João Paulo II


Imagem de DestaqueCerta vez, o Papa Paulo VI disse a um grupo de casais: “A dualidade de sexos foi querida por Deus para que o homem e a mulher, juntos, fossem a imagem de Deus, e, como Ele, nascente da vida”. "

A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais”. (Cat.§ 2373)
Doando a vida, o casal humano se torna semelhante a Deus Criador. Pode haver missão mais nobre e digna do que esta na face da terra? Alguém disse certa vez, com muita razão, que “a primeira vitória de um homem foi ter nascido”.
Nada é tão grande e valioso neste mundo como o homem. Ensina a Igreja que “ele é a única criatura que Deus quis por si mesma” (GS 24). Por isso, o Catecismo da Igreja afirma que "os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC, 2378).
Será que acreditamos, de fato, nessas palavras da Igreja? Ou será que “escapamos pela tangente”, dando a “nossa” desculpa?
Lamentavelmente, estabeleceu-se entre nós católicos uma cultura “antinatalista”. Por incrível que pareça, “as preocupações da vida” (Lc 12,22;Mt 6,19) sufocaram o valor imenso da vida humana, levando as gerações à triste mentalidade de “quanto menos filhos melhor”. À luz do Cristianismo, é uma triste mentalidade, pois a Igreja sempre ensinou o valor incomensurável da vida.

Assista também: "Família, instituição de vida", com professor Felipe Aquino

O Salmo 126 diz com todas as letras: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. “Feliz o homem que assim encheu sua aljava…” (Sl 126,3-5). O amor é essencialmente dom. São Tomás de Aquino dizia que “o bem é difusivo” (Suma Teológica,I, q.5, a.4, ad1). Em outras palavras, ou o amor se doa ou, então, morre. Para o casal a maior doação é a vida do filho.
Santo Ireneu (†202) resumia, em poucas palavras, toda a grandeza do homem: “O homem vivo é a glória de Deus” (Contra as heresias IV, 20,7). Isto quer dizer que, com a criação do homem e da mulher à Sua imagem e semelhança, “Deus coroa e leva à perfeição a obra das Suas mãos” (Familiaris Consórtio, 28).
Assim, Ele nos chamou a participar do Seu poder de Criador e de Pai: “Deus os abençoou e lhes disse: “crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra” (Gen 1,28).
Disse ainda o Papa João Paulo II: “A tarefa fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, na história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem. Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos” (Familiaris Consortio, 28).
Todos esses ensinamentos nos levam ao que a Igreja afirma constantemente: “O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida” (GS,50; HV,11; FC,29). A situação social e cultural dos nossos tempos, dificulta a compreensão dessa verdade. Vale a pena reler o que disse o Papa João Paulo II sobre isso:
"Alguns se perguntam se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer ter nascido. Outros pensam que são os únicos destinatários da técnica e excluem os demais, impondo-lhes meios contraceptivos ou técnicas ainda piores.
“Nasceu, assim, uma mentalidade contra a vida (anti-life mentality), como emerge de muitas questões atuais. Pense-se, por exemplo, num certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia, que exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida.
“Mas a Igreja crê, firmemente, que a vida humana, mesmo se débil e com sofrimento, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade. Contra o pessimismo e o egoísmo que obscurecem o mundo, a Igreja está do lado da vida” (Familiaris Consórtio, 30).
Muitos têm medo de não educar bem os filhos, pois eu lhes digo que, com Deus, é possível educá-los; basta que o casal se ame, crie um lar saudável e viva para os filhos com todas as suas forças e com toda dedicação. O resto, Deus e eles farão. Faça do seu filho um homem de bem; isto basta.

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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor:www.cleofas.com.br

O amor tem seu tempo - Sonhos são muito bonitos nas novelas; na vida real, os caminhos não são prontos


Imagem de DestaqueA urgência dos nossos dias nos faz pensar exatamente na urgência do amor. Quando o sentimento se faz presente entre duas pessoas é muito comum a necessidade imediata de dizer: “Eu te amo”.  Algumas pessoas dizem: “Que loucura! Isso não é amor”; outras afirmam: “Pra que esperar, eu amo e digo!”. 

Avaliar nossos sentimentos e todas as implicações que ele [amor] envolve também nos faz pensar que os caminhos para o amor nunca são ou estão prontos, mas, certamente, passam por nossa maturidade.

A maturidade biológica nem sempre está relacionada à maturidade psicológica. As expectativas dos pais nem sempre serão concretizadas nos desejos dos filhos. Da mesma forma, o que foi vivido no passado nem sempre será válido para as experiências atuais.

Os gregos diziam que o amor é “uma questão de despertar para a vida”e, com isso, nem todos despertam ao mesmo tempo, nem esperam as mesmas coisas ou se satisfazem com as mesmas coisas. 

Quando se acelera o processo do amor, muitas vezes, se “mata” esse sentimento. É por isso que as pessoas não podem se casar porque os pais delas se admiram, porque as famílias se dão bem ou porque o (a) namorado (a) tem ou não tem um status, ou um tipo de estudo. 

Assista também: "Saborear o Amor", com padre Léo  

Amor requer tempo, conhecimento, reconhecimento do que gosto ou não das minhas limitações e das limitações do outro. Amor é como uma construção: escolhe-se o terreno, as fundações e a base para que a obra seja realizada, os tijolos vão sendo colocados um a um, até que a casa seja coberta e todo o acabamento interior seja feito. Depois virão os jardins, os detalhes, os cuidados.

E é por isso que o amor não pode ser urgente: uma casa feita às pressas, com material de qualidade inferior, tende a cair antes do tempo. Imaginem se os tijolos desta casa, que é o amor,  forem assentados com areia e água? 

Sonhos são muito bonitos nas novelas, mas, na vida real, os caminhos não são prontos. Os caminhos de um casal se fazem pela descoberta das alegrias e das tristezas que os dois podem viver. Estes se fazem ainda pela capacidade de reconhecer no outro aquele que me faz feliz, mas não apenas a única pessoa do mundo que me faz feliz, mas que me completa em parte da vida, que é muito mais do que apenas uma pessoa ou um único motivo.

“Quem quer o amor precisa dar tudo o que tem para possuí-lo (Mt 13,44)” e é por isso que o amor exige dedicação e decisão.

Se você ainda não está pronto para isso, pense se não é tempo de se autoconhecer para conviver com o amor, mas também não espere que esteja 100% pronto para vivê-lo, pois a perfeição não existe, ainda mais quando falamos de seres humanos. 


E lembre-se: para tudo existe um tempo: amor, afetividade, sexualidade, cada um deve e precisa acordar em seu tempo, até mesmo para que as experiências fora do tempo e erradas não se tornem marcas negativas no futuro.
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Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com
Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp

01/08/2012


Primeira leitura (Jeremias 15,10.16-21)

Quarta-Feira, 1 de Agosto de 2012
Sto. Afonso Maria de Ligório

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

10Ai de mim, minha mãe, que me geraste um homem de controvérsia, um homem em discórdia com toda a gente! Não emprestei com usura nem ninguém me emprestou, e contudo todos me amaldiçoam. 16Quando encontrei tuas palavras, alimentei-me, elas se tornaram para mim uma delícia e a alegria do coração, o modo como invocar teu nome sobre mim, Senhor Deus dos exércitos.
17Não costumo frequentar a roda dos folgazões e gabo-me disso; fiquei a sós, sob o influxo de tua presença e cheio de indignação. 18Por que se tornou eterna minha dor, por que não sara minha chaga maligna? Para mim te tornaste como miragem de um regato, como visão d’águas ilusórias. 19Ainda assim, isto diz-me o Senhor: “Se te converteres, converterei teu coração, para te sustentares em minha presença; se souberes separar o precioso do vil, falarás por minha boca; os outros voltarão para ti, e tu não voltarás para eles. 20Em favor deste povo, farei de ti uma muralha de bronze fortificada; combaterão contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para te salvar e te defender diz o Senhor. 21Eu te libertarei das mãos dos perversos e te salvarei dos prepotentes”.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 58)

Quarta-Feira, 1 de Agosto de 2012
Sto. Afonso Maria de Ligório

— Sois meu refúgio no dia da aflição.
— Sois meu refúgio no dia da aflição.

— Libertai-me do inimigo, ó meu Deus, e protegei-me contra os meus perseguidores! Libertai-me dos obreiros da maldade, defendei-me desses homens sanguinários!
— Eis que ficam espreitando a minha vida, poderosos armam tramas contra mim. Mas eu, Senhor, não cometi pecado ou crime.
— Minha força, é a vós que me dirijo, porque sois o meu refúgio e proteção, Deus clemente e compassivo, meu amor! Deus virá com seu amor ao meu encontro, e hei de ver meus inimigos humilhados.
— Eu, então, hei de cantar vosso poder, e de manhã celebrarei vossa bondade, porque fostes para mim o meu abrigo, e meu refúgio no dia da aflição. Minha força, cantarei vossos louvores, porque sois o meu refúgio e proteção, Deus clemente e compassivo, meu amor!



Evangelho (Mateus 13,44-46)

Quarta-Feira, 1 de Agosto de 2012
Sto. Afonso Maria de Ligório

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


Vale a pena tudo superar para possuir a Cristo

Postado por: homilia

agosto 1st, 2012

O Senhor não diz quem foi o homem que encontrou o tesouro escondido no campo, tampouco como ele o encontrou – se arando, cavando ou plantando. Também não se sabe qual foi o tesouro encontrado.
Era uma coisa comum, tanto na época do Antigo Testamento quanto do Novo, esconder riquezas debaixo da terra por causa das guerras e revoluções tão frequentes. Era mais seguro guardá-las no campo do que deixá-las em casa, pois poderiam ser roubadas por ladrões ou levadas pelos invasores como despojo.
Na maioria das vezes, porém, o proprietário do tesouro morria sem revelar a ninguém onde o havia escondido. Deus fala de algo conhecido por seus ouvintes. Ele não está usando uma figura irreal e fantasiosa ao falar do tesouro escondido.
O homem que encontrou o tesouro, no campo, não estava à sua caça. Ele o encontrou ao acaso. Qual foi a sua reação ao encontrá-lo? Escondeu-o de volta e, tomado por grande alegria, retornou para sua casa, vendeu todos os seus bens e comprou aquele campo, no qual o tesouro estava escondido.
O Senhor Jesus também conta a história de um negociante de jóias que estava à procura das melhores pérolas, pois, no primeiro século da era cristã, elas tinham um grande valor, assim como tem o diamante em nossos dias. Elas serviam como símbolo de status e posição entre os ricos, e apenas estes as possuíam.
O homem da parábola é um negociante que está em busca das melhores pérolas. Jesus não diz para onde ele foi, somente afirma que ele encontrou, em sua busca, a pérola de grande valor que tanto procurava. Ele não sossegou enquanto não a obteve. Jesus nos conta que aquele negociante, tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía e a comprou.
Comparando ambas as parábolas, observamos um ponto de semelhança entre elas: a atitude dos dois homens depois de terem encontrado seus tesouros. Ambos reconheceram o imenso valor do que haviam encontrado e, com alegria, não hesitaram em vender tudo que tinham para obtê-lo.
Certamente, os parentes e conhecidos desaprovaram a atitude deles, pois não sabiam o que eles estavam fazendo. Mas esses homens não pensaram duas vezes; com o coração resoluto e alegre – sem nenhum sentimento de perda – desfizeram-se de tudo quanto possuíam para obter o tesouro e a pérola que cada um encontrou.
Este é o ponto central da parábola, por meio da qual Jesus quer nos ensinar uma verdade acerca do Seu Reino. Nada nem ninguém se pode ser comparado ao valiosíssimo tesouro que é Jesus Cristo nosso Senhor.
Cante de alegria, venda tudo o que possui e diga: “Encontrei Jesus, Ele é o meu libertador! É meu Senhor, meu amigo e amor. Ninguém O tirará de mim! Jamais O deixarei. Ele vai comigo no meu coração. Ele é o caminho que me conduz ao Pai, a verdade certa, é a vida que me faz viver. É luz que ilumina o meu caminho, a força na minha fraqueza, a alegria na tristeza”.
Vale a pena tudo superarmos para possuir Cristo, porque, com Ele, tudo teremos e tudo venceremos.
Padre Bantu Mendonça

Santo Afonso Maria de Ligório

1 de Agosto

Celebramos, neste dia, a memória de um santo Bispo e Doutor da Igreja que se tornou pelo seu testemunho "Patrono dos confessores e teólogos de doutrina moral". Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápoles, na Itália, em 1696, numa nobre família que, ao saber das qualidades do menino prodígio, proporcionaram-lhe o caminho dos estudos a fim de levá-lo à fama.

Com 16 anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e já se destacava em sua posição social quando se deparou, involuntariamente, sustentando uma falsidade, isto levou Afonso a profundas reflexões, a ponto de passar três dias seguidos em frente ao crucifixo. Escolhendo a renúncia profissional, a herança e títulos de nobreza, Santo Afonso acolheu sua via vocacional, já que o Senhor o queria advogando as causas do Cristo.

Santo Afonso Maria de Ligório colocou todos os seus dons a serviço do Reino dos Céus, por isso, como sacerdote, desenvolveu várias missões entre os mendigos da periferia de Nápoles e camponeses; isto até contagiar vários e fundar a Congregação do Santíssimo Redentor, ou Redentoristas. Depois de percorrer várias cidades e vilas do sul da Itália convertendo pecadores, reformando costumes e santificando as famílias, Santo Afonso de Ligório, com 60 anos, foi eleito Bispo e assim pastoreou com prudência e santidade o povo de Deus, mesmo com a realidade de ter perdido a amizade do Papa e sido expulso de sua fundação.

Entrou no Céu com 91 anos, depois de deixar vários escritos sobre a Doutrina Moral, sobre a devoção ao Santíssimo Sacramento e a respeito da Mãe de Deus, sendo o mais conhecido: “As Glórias de Maria”.

Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós!