sexta-feira, 22 de junho de 2012

LIDAR COM O SOFRIMENTO


Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Puccini
A vida é como uma rosa: bela e encantadora. No entanto, como toda rosa ela também tem seu espinho: o sofrimento. Muitas vezes, nós nos perguntamos: “Por que isso acontece comigo?”, “Por que eu tenho de sofrer?”, “Onde está Deus neste momento?”. É comum nos indignarmos com as dificuldades.
Entretanto, antes de tudo, precisamos avaliar se o que se passa em nossa vida é  uma circunstância crítica de fato. Quantas vezes criamos uma tempestade em um copo d’água por pouca coisa! Isso acontece quando nos falta calma para refletir com clareza.
“Permaneça firme na dor” e “aceite tudo o que lhe acontecer” (cf. Eclo 2,4). Independente do tamanho do seu problema, há pelo menos um modo de resolvê-lo: revista-se de esperança e lembre-se de que Deus é justo e está contigo.
As lágrimas só valem a pena quando são usadas para regar o nosso jardim, pois a tristeza ininterrupta nos leva para o mar da depressão.
O poeta Paul Claudel disse que “Cristo não veio abolir o sofrimento nem mesmo explicá-lo; mas lhe trazer a plenitude da Sua presença”. Por isso, quem sofre com Cristo, sofre em paz. Em situações de descontrole, a oração é um remédio. “Não te perturbes no tempo da infelicidade” (Eclo 2,2).
Determinadas situações acontecem, porque o Senhor quer nos mostrar algo. Como afirma Santo Tomás de Aquino, “todas as obras de Deus procedem de sua bondade para felicidade dos bem-aventurados”.
“As lágrimas só valem a pena quando são usadas para regar o nosso jardim, pois a tristeza ininterrupta nos leva para o mar da depressão”
Nosso Pai age em nossa vida para nos ajudar a alcançar nosso amadurecimento e salvação. O emprego perdido, o término de um namoro, a ocasião não aproveitada. Todas essas ocorrências são boas oportunidades para refletirmos. Deus é justo e não nos abandona. “Sofre as demoras de Deus (…) a fim de que, no derradeiro momento, tua vida se enriqueça” (cf. Eclo 2,3).
Antoine de Saint-Exupèry, escritor do famoso livro “O pequeno príncipe”, é sábio em suas palavras: “A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita”. A superação é um dos maiores contentamentos que o homem pode ter. O sofrimento é inevitável, no entanto, o que importa é aceitar a realidade e encará-la corajosamente.
“Põe tua confiança em Deus e Ele te salvará” (Eclo 2,6). Seja persistente e não se deixe resignar. “Orienta bem o teu caminho” (Eclo 2,6). Assim você será mais forte e preparará sua alma para futuras provações.
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A CASTIDADE NOS ENSINA A AMAR


Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Thomaz Puccini (Jovens Sarados - Missão Barra Funda)
O namoro atravessa, no decorrer dos anos, um caminho obscurecido pelo surgimento e fortalecimento de novos costumes. Atualmente, aceita-se um relacionamento mais liberal, no qual o casal pode se aprofundar na intimidade física e experimentá-la ainda antes do casamento. No entanto, temos outra opção: a castidade. Essa é a luz que o Senhor nos deu para controlar nossa inclinação aos prazeres carnais. Tal virtude moral é capaz de proporcionar um relacionamento saudável, íntegro e, portanto, dentro daquilo que Deus deseja para nós. Logo, há diversas razões para cultivar a castidade.
A abstinência sexual permite que o casal se concentre no conhecimento mútuo, em compartilhar alegrias e tristezas, pontos de vista e experiências. Assim, são criados laços de amizade e, por consequência, o diálogo.
Não conhecer o outro profundamente pode levar ao desencantamento, ao desinteresse e até à procura de pessoas que possam trazer maior satisfação. Além disso, a busca pelo ato sexual, ou simplesmente por carícias, pode ofuscar gradativamente outras formas de comunicação entre os namorados, inviabilizando o desenvolvimento da relação.
Um aspecto afirmado por alguns jovens é o de que as relações sexuais podem prolongar um relacionamento que se tornou indesejável ao longo do tempo. A castidade facilita o rompimento de um vínculo afetivo, pois não houve demasiada intimidade física.
O fato de ser casto evita confusões, sentimentos de culpa e estresse, além do arrependimento por ter feito algo que não deveria.
Muitos são e/ou serão zombados por causa dessa escolha difícil. Poderão ser caracterizados como frouxos, frágeis; no entanto, como Felipe Aquino escreveu em seu livro ‘Namoro’, “a grandeza de um homem não se mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de dominar a si mesmo”.
Mahatma Ghandi, um célebre indiano, dizia: “A castidade não é uma cultura de estufa. Ela é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”.
“A abstinência sexual permite que o casal se concentre no conhecimento mútuo” Thiago Thomaz
Um ponto crucial do namoro é aprender a amar. Mas como uma pessoa pode amar se não tem posse de si mesma? Por isso, o domínio de si é fundamental para alguém ser capaz de doar-se aos outros. A castidade, portanto, não é uma privação, é uma doação,  uma expressão nobre do amor. Para praticá-la, “vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Logicamente, é necessário evitar também situações oportunas, além de frequentar a comunhão e a confissão.
A Igreja Católica deixa clara a sua posição sobre o sexo antes do casamento: esse ato é o instrumento da expressão do amor conjugal e da procriação. Portanto, somos convidados a viver a castidade. Somos livres, porque podemos fazer a melhor escolha.
Reflita e opte por aquilo que você deseja para sua vida!

CONSUMISMO: QUANDO SOMOS VÍTIMAS DELE?


Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Thomaz Puccini (Jovens Sarados - Missão Barra Funda)
A sociedade moderna percorre uma das fases mais difíceis de sua existência. O coração do homem esqueceu-se do valor da espiritualidade e se fixou nas coisas terrenas. O consumismo é uma das razões da deterioração dos valores cristãos na vida das pessoas. É considerado uma praga secular, porque é prejudicial ao ser humano e não permite a proximidade com Deus. É uma compulsão que leva o indivíduo a comprar bens ou serviços de forma ilimitada e sem necessidade.
O Papa Bento XVI disse: “Em si mesmo os bens materiais são bons. Não poderíamos sobreviver por muito tempo sem dinheiro, vestuário e uma casa. Para viver, temos necessidade de alimento, mas se formos ‘gulosos’, se recusarmos partilhar o que temos com o faminto e o pobre, então transformaremos estes bens numa falsa divindade”. Quando o dinheiro é utilizado para fins consumistas, torna-se um ídolo. Percebemos tal idolatria, por exemplo, quando alguém faz compras até exceder seu limite de créditos; quando deixa de usar objetos (ainda úteis ou intactos) em pouco tempo, quando o assunto predominante do dia a dia são as compras feitas, quanto tem dificuldade de sair de um shopping sem comprar algo e até quando se sente mal por não possuir algo que está na moda. Há necessidade para tais atitudes ou sentimentos?
Diante desse contexto, o consumismo é resultado de distúrbios emocionais e psicológicos, ou de motivações sócio-econômicas. É uma forma de compensar a solidão consequente do individualismo. É um ato contínuo da autoestima deteriorada e da necessidade de ser original. Pode ser também um modo de demonstrar aos outros, aparentemente, ótima condição financeira e status social.
“Quando o dinheiro é utilizado para fins consumistas, torna-se um ídolo” Thiago Thomaz
Sendo assim, a nova simbologia de felicidade que o capitalismo gerou está baseada na ideia de que o consumo desenfreado pode trazer o bem-estar e promover as relações sociais. Entretanto, na prática isso não é verdade. O Sumo Pontífice chama à atenção: “O valor autêntico da existência humana não se confina unicamente nos bens terrenos e nos bens passageiros, porque não são as realidades materiais que apagam a profunda sede de sentido e de felicidade existente no coração de cada pessoa”.
As riquezas materiais permanecem aqui após a nossa morte. Por isso não devemos nos apegar a elas. Afinal, “não será a outrem que deixarás o fruto de teus esforços e o de teus trabalhos, para ser repartido por sorte?” (Eclo 14,15).
Nesta vida devemos procurar por outros bens…os bens de Deus! É com os amigos que devemos nos preocupar; é a família que devemos amar; nos estudos e no emprego que devemos nos esforçar; é o amor que devemos partilhar; é a esmola ao pobre necessitado que devemos dar; é a necessidade de estar mais próximo de Deus que devemos sentir! Esses são os verdadeiros consumos em uma vida valorosa!
“Buscai antes o reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo” (Lc 12,31). Mude o enfoque de sua vida! Seja rico das coisas de Deus!


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