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terça-feira, 30 de abril de 2013

Os 10 Mandamentos da Lei de Deus está mais atualizada do que nunca...

Reflexão acerca dos 10 mandamentos da lei de Deus:

  • Duvidei da existência de Deus;
  • Reneguei ou abandonei a Deus, deixei de rezar;
  • Tratei Deus como um objeto e não como Senhor e Pai;
  • Desconfiei de Deus, culpei-O nos momentos de sofrimento ou na doença;
  • Não acreditei na sua misericórdia, no seu amor e na sua providência;
  • Revoltei-me contra Deus;
  • Zombei de Deus e da Igreja (papa, bispos, padres, Nossa Senhora, santos...);
  • Fui negligente, incrédulo, indiferente à ação de Deus;
  • Fui ingrato, tíbio;
  • Fui preguiçoso;
  • Envolvi-me com superstição, espiritismo, umbanda, macumba, maçonaria, cartomante, magia, benzedeiras, advinhos, horóscopos;
  • Fiz consagrações, passes, controle mental, terapias orientais;
  • Adorei ou invoquei a satanás, a espíritos maus e dos mortos;
  • Acreditei em reencarnação;
  • Coloquei as coisas (riquezas, prazeres, poder...) ou pessoas acima de Deus;
  • Profanei os sacramentos ou as ações litúrgicas;
  • Pratiquei simonia (compra e venda de realidades espirituais).


  • Pronunciei o nome de Deus em vão (por brincadeira, brigas ou piadas);
  • Fiz promessas usando o nome de Deus;
  • Blasfemei, roguei pragas, lancei maldições;
  • Jurei falso;
  • Não cumpri as promessas que fiz a Deus;
  • Usei o nome de Deus como mágica.


  • Faltei à Missa aos domingos e dias santos por preguiça ou indiferença;
  • Obriguei outros a trabalharem sem justa causa em dia santo ou domingo;
  • Comunguei em pecado mortal;
  • Trabalhei nesses dias por ambição ou interesses pessoais;
  • Cheguei na Missa atrasado só para comungar;
  • Conversei ou me distraí durante a Missa.


  • Desonrei meus pais, entristecendo-os, desejando-lhes mal;
  • Desobedeci a meus pais ou superiores;
  • Zombei de pessoas pobres, idosos, deficientes;
  • Neguei ou desprezei a meus pais, aos velhos e doentes;
  • Fui impaciente, bruto, estúpido, causei escândalo a meus pais.


  • Expus a minha vida ao perigo;
  • Atentei contra a vida do próximo e contra a minha;
  • Tentei suicídio;
  • Dirigi embriagado ou abusei no volante;
  • Pratiquei ou aconselhei a prática do aborto;
  • Coloquei a minha saúde em perigo (com alimentação, bebidas, drogas ou remédios);
  • Injuriei os outros;
  • Desejei a minha morte ou do próximo;
  • Tive raiva ou ódio do meu semelhante;
  • Conservei inimizades;
  • Pus em perigo a minha vida espiritual (ou a dos outros) com palavras, omissões, atitudes exageradas);
  • Espanquei, feri ou matei alguém;
  • Mandei matar ou aconselhei a morte.


  • Despi-me com malícia diante dos outros;
  • Pratiquei a masturbação;
  • Pratiquei relação sexual com animais;
  • Pequei contra a castidade com pensamentos e olhares maliciosos, desejos, cobiça, toques, cinemas, revistas e filmes pornográficos, trajes, bailes, piadas imorais;
  • Pratiquei estupro;
  • Procurei ocasiões de pecado;
  • Incentivei a pedofilia (relação sexual com crianças);
  • Tive relações sexuais fora do casamento;
  • Cometi adultério;
  • Pratiquei homossexualismo;
  • Realizei namoro avançado;
  • Desejei a mulher (ou homem) do(a) próximo (a);
  • Tenho relações sexuais com minha esposa ou esposo de maneira animalesca (anal, oral, com filmes pornográficos);
  • Pratiquei o incesto;
  • Busquei métodos não naturais e ilegais para gerar filhos;


  • Furtei coisas ou dinheiro (de meus pais ou de outros);
  • Cobicei as coisas alheias;
  • Desviei dinheiro público;
  • Comprei objetos sabendo que eram furtados;
  • Causei prejuízo a alguém;
  • Explorei a outros no comprar ou vender;
  • Fui desonesto no meu trabalho, enganei;
  • Fiquei com coisas achadas sem procurar o dono;
  • Planejei algum furto;
  • Não paguei minhas dívidas;
  • Não fui fiel às leis trabalhistas;
  • Não paguei os impostos;
  • Tomei algo emprestado e não devolvi. Fui invejoso, ávido, cúpido (cobiçoso).


  • Menti, fofoquei, difamei (falei mal dos outros);
  • Fiz juízos falsos e temerários;
  • Semeei discórdia;
  • Provoquei inimizades;
  • Violei segredos ou cartas alheias;
  • Dei falso testemunho;
  • Sou crítico e mexeriqueiro, gosto de ouvir falar mal dos outros;
  • Pratiquei a maledicência.




Nota-se que os primeiros 3 mandamentos é exclusivo ao santo temor de Deus e os outros 7 mandamentos é a respeito do homem, mas ambos foram citados por Jesus Cristo em São Marcos 12: 29 - 31, resumindo, mas ao mesmo tempo reforçando todos os 10 mandamento, quem segue esses dois mandamentos, segue os 10 mandamentos confiados a Moisés para converter o povo de Israel. "Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe". 

O que mais me chamou a atenção nessa formação acerca dos 10 mandamentos foi perceber como pecamos em coisas que parecem tão comuns no nosso dia-a-dia, como por exemplo nos mandamentos 4, 6 e 7, e é incrível como Deus colocou o mandamento Honrar Pai e Mãe logo após os 3 primeiros mandamentos se referindo ao santo temor de Deus e logo em seguida o respeito a nossos pais: 

- Em Eclesiástico 3: 1-21, Deus faz ao menos 8 promessas aos filhos que honram seu pai e sua mãe, vejamos: "Os filhos da sabedoria formam a assembléia dos justos, e o novo que compõem é, todo ele, obediência e amor. Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos. Pois Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles. Aquele que ama a Deus o roga pelos seus pecados, acautela-se para não cometê-los no porvir. Ele é ouvido em sua prece cotidiana. Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro. Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração.  Quem honra seu pai gozará de vida longa; quem lhe obedece dará consolo à sua mãe. Quem teme ao Senhor honra pai e mãe. Servirá aqueles que lhe deram a vida como a seus senhores. Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência, a fim de que ele te dê sua bênção, e que esta permaneça em ti até o teu último dia. A bênção paterna fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces. Não te glories do que desonra teu pai, pois a vergonha dele não poderia ser glória para ti, pois um homem adquire glória com a honra de seu pai, e um pai sem honra é a vergonha do filho. Meu filho, ajuda a velhice de teu pai, não o desgostes durante a sua vida. Se seu espírito desfalecer, sê indulgente, não o desprezes porque te sentes forte, pois tua caridade para com teu pai não será esquecida, e, por teres suportado os defeitos de tua mãe, ser-te-á dada uma recompensa; tua casa tornar-se-á próspera na justiça. Lembrar-se-ão de ti no dia da aflição, e teus pecados dissolver-se-ão como o gelo ao sol forte. Como é infame aquele que abandona seu pai, como é amaldiçoado por Deus aquele que irrita sua mãe!  Meu filho, faze o que fazes com doçura, e mais do que a estima dos homens, ganharás o afeto deles. Quanto mais fores elevado, mais te humilharás em tudo, e perante Deus acharás misericórdia; porque só a Deus pertence a onipotência, e é pelos humildes que ele é (verdadeiramente) honrado.

- E na I carta aos Corintios, capítulo 3, versículos 16 ao 19 e posteriormente no capítulo 6, versículo 15 ao 18, São Paulo diz se referindo ao 6 e 7 mandamentos: "Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado - e isto sois vós. Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se julga sábio à maneira deste mundo, faça-se louco para tornar-se sábio, porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois (diz a Escritura) ele apanhará os sábios na sua própria astúcia (Jó 5,13). ... "Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum!  Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24). Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo".


Fonte: Curso Bíblico Professor Felipe Aquino - Editora Cleófas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Conheça o significado da Quaresma. Por que a Igreja utiliza a cor roxa nesse tempo?


Imagem de DestaqueChama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".
Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.
Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.
Por que a cor roxa?
A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.
Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário
Qual o significado destes 40 dias?
Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.
O Jejum
A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.
Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.
Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?
A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católicos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercício pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.
Desta forma, a Campanha da Fraternidade é maneira que a Igreja no Brasil celebra a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade essencial ligada à Páscoa do Senhor.
Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?
As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.
Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.
Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.
No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.
CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Papa não renunciou porque está doente, confirma padre Lombardi

O Papa Bento XVI está bem e muito sereno, não renunciou porque está doente, mas somente pela fragilidade devido ao envelhecimento. Essa foi a informação dada pelo porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, em coletiva concedida nesta terça-feira, 12, um dia após a apresentação da renúncia do Papa Bento XVI.

Na coletiva, foi confirmado todo o calendário de compromissos do Pontífice até 28 de fevereiro, último dia de seu pontificado: encontros com os bispos italianos em visita ad limina, com os presidentes de Romênia e Guatemala, os Angelus e as audiências gerais. Não haverá Encíclica sobre a fé. 

O diretor da Sala de Imprensa Vaticana convidou a prestar atenção para o que o Papa vai dizer nos próximos dias, a partir de amanhã, seja na audiência geral, seja na celebração das Cinzas na Praça São Pedro. 

Padre Lombardi também explicou que a viagem a Cuba e ao México, realizada no ano passado, devido ao cansaço, constituiu para Bento XVI uma etapa de maturação para pensar na renúncia ao ministério, mas não foi uma decisão definitiva neste sentido. 

Aos jornalistas não foi dado algum detalhe sobre como chamará ou se vestirá o Pontífice uma vez de volta ao Vaticano, depois da permanência em Castel Gandolfo: trata-se de questões ainda a definir. 

O Papa deixará, conforme foi dito, as suas funções às 20h do dia 28 de fevereiro, que é geralmente quando o Papa termina suas atividades antes de se retirar em oração, e depois irá repousar: será um último dia de pontífice vivido de forma comum. 

Padre Lombardi agradeceu aos jornalistas pelo trabalho desenvolvido, por tantos comentários respeitosos e reflexivos que apreenderam a coragem e humildade, o seu sentido de responsabilidade, de lucidez desta decisão histórica e deram um sentido de participação e compreensão do mundo no qual o Papa vive esta decisão, tomada com consciência diante de Deus, e propriamente por isto é serena

Bento XVI volta a explicar o motivo de sua renúncia

No início da audiência geral desta quarta-feira, 13, o Papa Bento XVI reiterou o motivo pelo qual renunciou ao ministério petrino. Acolhido por um longo aplauso dos fiéis presentes para a catequese, o Santo Padre voltou a explicar que examinou sua consiência diante de Deus e está consciente de que não está mais em condições de prosseguir como Bispo de Roma, ministério a ele confiado em 19 de abril de 2005. Veja abaixo o que disse o Papa:

"Caros irmãos e irmãs,

Como sabeis, decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou a 19 de abril de 2005. Fi-lo em plena liberdade, para o bem da Igreja, depois de ter rezado longamente e de ter examinado diante de Deus a minha consciência, bem consciente da gravidade desse ato, mas também consciente de já não estar em condições de prosseguir o ministério petrino com aquela força que ele exige. Sustenta-me e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, O qual nunca fará faltar a sua guia e o seu cuidado. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com que me tendes acompanhado. (aplausos). Obrigado, senti quase fisicamente nestes dias nada fáceis para mim, a força da oração que o amor da Igreja, a vossa oração, me traz. Continuai a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor o guiará".

Ainda nesta quarta-feira, à tarde, Bento XVI preside a Celebração das Cinzas, na Basílica Vaticana.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Liturgia Diária


Evangelho (Marcos 6,7-13)

Quinta-Feira, 7 de Fevereiro de 2013
4ª Semana Comum


A- A+


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.
9Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem.13Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Ser livre para a missão

Postado por: homilia

fevereiro 7th, 2013
O chamado – e consequentemente o envio – é uma tarefa que não se pode realizar no individualismo. O chamado é pessoal, a resposta também, mas o ministério, o serviço, deve ser entendido numa dimensão comunitária. Pois a Igreja é mistério de comunhão. E para que os apóstolos entendessem isso, Ele os envia em missão, dois a dois, colocando como centro a vida em comunidade na ação missionária. Este foi o espírito do Concílio Vaticano II: a missão na Igreja-comunhão.
A comunhão entre os fiéis – em seus vários estados e estilos de vida – faz com que a Igreja se sinta por dentro da missão de Jesus.
Para Marcos, no Evangelho de hoje, a missão dos Doze – portanto da Igreja hoje – é a mesma de Jesus. Cristo nos envia a pregar o Evangelho, a penitência, expulsar os demônios e a curar todas as enfermidades.
Em São Tiago, no lugar dos doze apóstolos estão os presbíteros, cooperadores na missão desses. Em lugar do envio direto de Jesus, temos a unção em nome do Senhor, isto é, de Cristo glorioso no Céu. Em nossos dias, os cooperadores, os enviados em missão somos todos nós. Leigos ou clérigos. Cristo nos unge e envia em missão para que todos os homens conheçam a Verdade e se salvem.
Ele nos pede, ao nos enviar, a comunhão, simbolizada pelo envio “dois a dois”. Que sejamos despojados de riquezas, ganância, orgulho, avareza e vaidade: nada tomar para o caminho, exceto um bastão, a coerência em uma conduta simples e humilde: não andeis de casa em casa, em uma conduta regida pela liberdade de espírito. Se em algum lugar não os receberem, sair e sacudir o pó dos vossos pés.
Ele ainda nos adverte: assim como as palavras de Jesus não foram bem acolhidas até pelos próprios parentes, assim também os doze na missão encontrarão dificuldades. Como não acolheram nem escutaram Jesus, assim algumas vezes também não escutarão aos doze. Quando falo deles, falo de mim e de você. Mas é preciso não perder o fôlego. É preciso que tenhamos bem presente que, com Cristo e em Cristo, somos mais do que vencedores.
Segundo João Paulo II, na Exortação Apostólica Redemptoris Missio, a missão confiada à Igreja está muito longe de ser atingida. Essas palavras podem ser pronunciadas em cada geração e em cada época histórica, porque é necessário estar sempre começando.
A única coisa que, nesta hora de Deus, não podemos fazer é cruzar os braços, estar sem fazer nada. Seria uma postura irresponsável e indigna de um bom cristão!
Livres para a missão. Para sermos “missionários” precisamos ser livres para aceitar essa dimensão própria da vocação cristã. Livres para responder a Deus com generosidade, sem laços de instintos e paixões egoístas; livres para seguir docilmente as luzes e os movimentos do Espírito Santo dentro de nós mesmos.
Precisamos ser livres de todo apego aos bens e meios materiais para nos apresentarmos com o Evangelho puro, sem alterações, livres de todo orgulho e ânsia de poder, com a consciência clara de que somos servidores do homem.
Precisamos estar equipados somente com um grande amor a Jesus Cristo, nosso modelo; equipados com o Evangelho feito vida, com a confiança em Deus e a esperança na ação do Espírito Santo no coração dos homens.
Como cristãos, somos chamados a abrir caminhos que para, pelo amor e por ele, rompam as cercas levantadas pelo sistema do poder, que gera ódio, vingança, injustiças, fome e morte de todos os homens e mulheres. E, nesta luta, não temos dia nem hora. O nosso Guia nos disse: “Meu Pai trabalha todos os dias e eu também trabalho”. Assim sendo, não temos que procurar descanso, a não saber que fazemos a santa vontade de Deus.
Senhor Jesus, ensinai-me a ser generoso, a servir-Vos como Vós mereceis. A dar-me sem medidas, a trabalhar sem procurar descanso, a gastar-me sem esperar outra recompensa, senão saber que faço a Vossa santa vontade. Amém.
Padre Bantu Mendonça

São Ricardo

7 de Fevereiro


A- A+

São RicardoNasceu na Inglaterra, no século VII e teve três filhos que também foram reconhecidos pela Igreja como santos. Ao descobrir a sua vocação para a vida matrimonial, quis ser santo, mas também quis que seus filhos o fossem, formando uma família santa para Deus. Ele fez, diariamente, a sua opção, porque a santidade passa pela adesão da nossa liberdade. Somos livres, somos todos chamados a canalizar a nossa liberdade para Deus, o autor da verdadeira liberdade.

O santo inglês quis fazer uma peregrinação juntamente com os seus filhos chamados Winebaldo, Wilibaldo e Walberga. Mas, ao saírem da Inglaterra rumo à Terra Santa, passaram por Luca, norte da África, onde São Ricardo adoeceu gravemente e faleceu no ano de 722. Para os filhos, ficou o testemunho, a alegria do pai, a doação, o homem que em tudo buscou a santidade; não apenas para si, mas para os outros e para seus filhos.

São Bonifácio, parente muito próximo, convocou os filhos de São Ricardo para a evangelização na Germânia. Que linda contribuição! Walberga tornou-se abadessa; Wilibaldo, Bispo e Winebaldo fundou um mosteiro. Todos eles, como o pai, viveram a santidade.

São Ricardo foi santo no seu tempo. De família nobre, viveu uma nobreza interior, que precisa ser a de todos os cristãos; aquela que muitos podem nem perceber, mas que Deus está vendo.

Os frutos mais próximos que podemos perceber na vida desse santo são seus filhos que, assim como o pai, também foram santos. Ele quis ser santo e batalhou para sê-lo como Nosso Senhor Jesus Cristo foi, é e continuará sendo.

Sejamos santos.

São Ricardo, rogai por nós!

BEBIDA E DIREÇÃO, UMA COMBINAÇÃO FATAL


Direção e álcool: até quando?
O Carnaval está às portas e mais uma vez nos perguntamos: “quantos jovens vão morrer depois de se alcoolizarem e dirigirem? Talvez não saibamos os números exatos, mas não é surpresa alguma receber notícias de mortes causadas por pessoas alcoolizadas ao volante em época de festas e feriados.
No Brasil, a questão é tão grave que o Ministro da Saúde, José Padilha, afirmou que os acidentes envolvendo motoristas que consumiram álcool ao volante já são epidemia no país.
Antes da Lei Seca, em vigor a 4 anos no Brasil, o número de acidentes e mortes causados pela imprudência crescia de forma avassaladora. Em São Paulo, por exemplo, chegou-se a 50 mil ocorrências de acidentes seguidos de morte em todos os 645 municípios de São Paulo de 2001 a 2010. Com a tolerância zero da Lei Seca e mais fiscalização este número baixou para 16% na capital e 7,2% nos demais municípios segundo pesquisa da USP em Agosto de 2012. Os números mostram uma queda no número de acidentes e mortes no trânsito em decorrência do álcool, mas muito longe ainda do que se espera.
Principais vítimas da combinação álcool e direção são os jovens
Você pode perguntar: “o que tudo isso tem a ver comigo?”. Tem a ver e muito, pois, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o país desembolsa, a cada ano, 22 bilhões de reais com acidentes nas rodovias, ou seja, o contribuinte está pagando toda essa perda. No entanto, o mais grave não está nos gastos públicos, mas na vida de milhares de jovens que aparecem como as principais vítimas dessas estatísticas.
“O camarada vai a uma festa, bebe além da conta e vai dirigir, aí causa um acidente tendo sérios problemas e destruindo famílias, causando danos a toda sociedade”, diz o psiquiatra Nilton Lyrio.
Por que bebida e direção não combinam?
Alguém que está sob o efeito do álcool perde totalmente, ou em grande parte, a sua capacidade neuromotora. Aquele obstáculo que parece estar a 10 metros para uma pessoa alcoolizada, na verdade, está muito mais próximo do que ela imagina”, explica a psicóloga Elaine Ribeiro.
O álcool é uma substância facilmente absorvida pelo organismo. Depois de alguns minutos após a ingestão de alguma bebida alcoólica, a droga já está correndo no sangue e chegando aos principais órgãos vitais do corpo; um deles é o cérebro. Essa substância altera a comunicação entre os neurônios diminuindo as repostas do cérebro ao organismo. As principais áreas afetadas são o córtex frontal (responsável pela coordenação motora do nosso corpo) e o cerebelo (responsável pela leitura espacial do corpo e do equilíbrio). Assim, uma pessoa que bebe, sobretudo de forma exagerada, perde a capacidade de resposta motora e espacial, aptidões essenciais para conduzir um veículo.
Um simples teste de equilíbrio revela se o cerebelo foi afetado pelo álcool
Além do bafômetro (medidor do teor de álcool ingerido), a polícia dos Estados Unidos da América também utiliza faixas amarelas para que o motorista ande sobre elas ou faça o famoso 4 (com as pernas). Se o cidadão ingeriu álcool além da conta, seu cerebelo vai perder a noção de equilíbrio e não conseguirá executar a simples tarefa de andar sobre uma linha reta estendida no chão. Assim será facilmente identificado e punido por consumir bebida alcoólica e dirigir.
Questão de educação?
Países como França, Alemanha, Itália e Japão assistem aos índices de morte no trânsito caírem há mais de 10 anos. Medidas como fiscalização, leis mais severas e estradas em boas condições foram colocadas em prática de forma rigorosa. Mas junto a tudo isso, um trabalho de educação com toda a sociedade – sobretudo com as crianças nas escolas – também fez toda a diferença. Para se ter uma ideia, no Japão há mais acidente com bicicletas (sem mortes) do que com veículos.
Diante do número de pessoas que morrem todos os anos no Brasil temos duas alternativas: fazer a nossa parte como cidadãos, transformando-nos em educadores de jovens e crianças, ou nos acostumarmos com as notícias de famílias sendo destruídas por causa do álcool.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A origem e o significado do Carnaval



Vários autores explicam o nome Carnaval a partir do latim “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”. Isso significa que, no Carnaval, o consumo de carne era considerado lícito, pela última vez, antes dos dias de jejum quaresmal. Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne.

O Papa São Gregório Magno (590-604) teria dado ao último domingo, antes da Quaresma (domingo da quinquagésima), o título de dominica ad carnes levandas; o que teria gerado “carneval” ou carnaval. Um grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos, costumava-se fazer um cortejo com uma nave dedicado ao deus Dionísio ou Baco, festa que chamavam em latim de “currus navalis” (nave carruagem), de onde teria vindo a forma Carnavale.

As mais antigas notícias do que hoje chamamos “Carnaval” datam, como se crê, do século VI a.C., na Grécia: há pinturas gregas em vasos com figuras mascaradas desfilando em procissão ao som de músicas em honra do deus Dionísio, com fantasias e alegorias; são certamente anteriores à era cristã. Outras festas semelhantes aconteciam na entrada do novo ano civil (mês de janeiro) ou pela aproximação da primavera, na despedida do inverno.

Eram festas religiosas dentro da concepção pagã e da mitologia com a intenção de, com esses ritos, expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior e pedir aos deuses a fecundidade da terra e a prosperidade para a primavera e o novo ano.

Tudo isso parece ter gerado abusos estimulados com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. As religiões ditas “de mistérios” provenientes do Oriente e muito difusas no Império Romano, concorreram para o fomento das festividades carnavalescas. Estas tomaram o nome de “pompas bacanais” ou “saturnais” ou “lupercais”.
Assista ao vídeo com a explicação do Professor Felipe Aquino:



Como essas demonstrações de alegria tornaram-se subversivas à ordem pública, o Senado Romano, no séc. II a.C., resolveu combater os bacanais e os seus adeptos acusados de graves ofensas contra a moralidade e contra o Estado.

Essas festividades populares podiam ser no dia 25 de dezembro (dia em que os pagãos celebravam Mitra ou o Sol Invicto) ou o dia 1º de janeiro (começo do novo ano), ou outras datas religiosas pagãs.

Quando o Cristianismo surgiu, já encontrou esses costumes pagãos. E como o Evangelho não é contra as demonstrações de alegria, desde que não se tornem pecaminosas, os missionários, em vez de se oporem formalmente ao Carnaval, procuraram cristianizá-lo, no sentido de depurá-lo das práticas supersticiosas e mitológicas.

Aos poucos, as festas pagãs foram sendo substituídas por solenidade do Cristianismo (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro).

Portanto, a Igreja não instituiu o Carnaval; teve, porém, de reconhecê-lo como fenômeno existente e procurou subordiná-lo aos princípios do Evangelho. A Igreja procurou também incentivar os retiros espirituais e a adoração das Quarenta Horas nos dias anteriores à Quarta-feira de Cinzas.



O cristão pode participar do Carnaval?



A alegria é uma necessidade básica do ser humano. Povos, raças e culturas das mais remotas origens encontraram formas para exteriorizar esse desejo. Cada país, de acordo com sua cultura e costume, possui suas datas festivas. Porém, o grande problema dessas festividades, assim como o Carnaval, é que, após os dias de festa, muitos voltam à vida real amargando desilusões e arrependimentos, pois já não podem mais usar a máscara. É hora, então, de fazer um balanço.
 
Fé e consciência limpa são inseparáveis na vida do cristão, inclusive durante essas festividades. "Tudo o que não procede da fé é pecado", ensina São Paulo (cf. Rm 14,23). A fé é a luz que ilumina a consciência e a confirma nas convicções morais. Por isso a pergunta não deve ser: "é pecado pular Carnaval?".
 
Quem se guia pela consciência do que é bom, digno e justo, possui um "faro moral". Sabe posicionar-se, escolher e decidir onde, como e com quem se divertir ou não. 

Não passa, pois, de preconceito — às vezes de má fé —, achar que a religião é contrária à alegria, levando os fiéis à tristeza. O Evangelho é uma mensagem alegre e feliz! Dele nos vêm as festas religiosas, as celebrações e solenidades festivas, as comemorações de datas e fatos históricos.

A alegria cristã é autêntica, simples e espontânea. Mobiliza os serviços de caridade e fortalece o ser humano em suas angústias e sofrimentos. Inspira todas as artes e os costumes sadios e nobres.

Nada disso se encontra nas diversões barulhentas, superficiais, cheias de dissipações e desregramentos morais. A alegria carnavalesca é, em geral, uma cortina de fumaça que esconde o vazio do espírito, o desencanto consigo mesmo, as frustrações da vida!

Apesar da folia contagiante nas ruas, quadras e salões, o fim do Carnaval é triste. Não porque é o fim, mas pelas inúmeras perdas que sofremos por nossas próprias escolhas. Por isso, escolher viver bem um Carnaval com Cristo é a melhor opção para se divertir e não ter preocupações posteriores.
 
Uma boa opção para quem escolheu viver um Carnaval diferente esse ano é o Acampamento de Carnaval na Canção Nova, que acontece entre os dias 8 e 13 de fevereiro na sede da comunidade, em Cachoeira Paulista (SP

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

08.01.2013


Primeira leitura (1João 4,7-10)

Terça-Feira, 8 de Janeiro de 2013
Terça-feira depois da Epifania


A- A+


Leitura da Primeira Carta de São João.

Caríssimos: 7amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 71)

Terça-Feira, 8 de Janeiro de 2013
Terça-feira depois da Epifania


A- A+


— Os reis de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!
— Os reis de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.
— Das montanhas venha a paz a todo o povo, e desça das colinas a justiça! Este Rei defenderá os que são pobres, os filhos dos humildes salvará.
— Nos seus dias a justiça florirá e grande paz, até que a lua perca o brilho! De mar a mar estenderá o seu domínio, e desde o rio até os confins de toda a terra!

Evangelho (Marcos 6,34-44)

Terça-Feira, 8 de Janeiro de 2013
Terça-feira depois da Epifania


A- A+


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde.36Despede o povo para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37Mas Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas.41Depois Jesus pegou os cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Somos chamados a partilhar o pão com misericórdia

Postado por: homilia

janeiro 8th, 2013
Jesus se compadeceu da multidão que O seguia, pois era como que “ovelhas sem pastor”.
Os Evangelhos nos relatam que Ele – por duas vezes – multiplicou pães e peixes para atender à multidão que O seguia até uma região “deserta” (longe de cidades) e, ali, ficava ouvindo-O e recebendo curas, mas, por não se terem munido de alimentos, estavam a ponto de passar fome. Aproveitando o que os discípulos dispunham: cinco pães e dois peixes, mandou que o povo se assentasse em grupos de 100 e de 50. Tomando os pães e os peixes, Ele ergueu os olhos aos céus, deu graças e os abençoou. Depois, fez a repartição entre os discípulos e estes para o povo. Todos comeram à vontade: milhares de homens, além das mulheres e crianças. E como se não bastasse, ainda sobraram doze cestos com pedaços de pão e de peixe, que Jesus mandou recolher para nada se perder.
Assim como Jesus se compadeceu da multidão, também na nossa vocação cristã somos chamados a ter compaixão do povo, sobretudo o sofredor. Nossa vida cristã deve conduzir-nos à prática da misericórdia para com os irmãos. Esse é o grande testemunho de que o mundo precisa, e é uma exigência que brota das palavras de Jesus no Seu Evangelho: “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor”.
Jesus conduz seus discípulos a um lugar deserto para que repousassem, atravessando o mar da Galileia em um barco. Porém, ao desembarcarem, já uma grande multidão os espera. Incansavelmente e tomado de compaixão, Ele se põe a ensinar-lhes. Com o passar do tempo, faz-se necessário que todos se alimentem. A solução dos discípulos é que seja comprado o alimento. Jesus propõe outra solução: “Vós mesmos dai-lhes de comer!”, e eles não entendem. Abençoando cinco pães e dois peixes que tinham, Jesus os partilha com a multidão. Aqueles que tinham alimentos aderem à partilha e todos ficam saciados. Jesus toca os corações e os transforma pelo amor.
O milagre da multiplicação dos pães se chama misericórdia e compaixão, perdão, partilha, justiça, amor e paz.
Hoje, fala-se muito da fome no mundo. Quem não viu imagens de crianças famintas da África que mais parecem esqueletos? Deus conta conosco para repartir o Seu “Pão” com todos aqueles que têm fome de amor, de liberdade, de justiça, de paz, de esperança.
O pão partilhado sacia a fome de todos e ainda sobra. Não será esse o caminho a ser seguido, também em nossos dias, para resolver o grave problema da fome no mundo?
Padre Bantu Mendonça

São Severino

8 de Janeiro


A- A+

São SeverinoO santo de hoje nasceu e faleceu no século V. Nascido na África, inspirado pelo Espírito Santo, ele foi levado para uma outra região no vale do Danúbio. Isso não quer dizer que o lugar que Deus lhe indicou era o melhor. Pelo contrário, desafios econômicos e políticos, falecimento do rei dos Hunos, Átila; destruição naquele lugar por causa das invasões. Enfim, o povo estava perecendo. Para isso que São Severino foi enviado, para ser sinal desse amor de Deus.

Grande influência ele exerceu pela sua vida de virtudes, de oração e penitência. Fundou vários mosteiros e foi sinal de discernimento para tantas pessoas que queriam se consagrar totalmente a Deus. Ele não fugiu do mundo; pelo contrário, retirou-se por causa do amor de Deus e de toda a humanidade. Quantas vezes, São Severino deixou a sua vida monástica para ir ao encontro de reis, porque, se o rei dos Hunos havia falecido, muitas tribos bárbaras queriam invadir aquelas regiões. Em prol da evangelização, São Severino foi se desdobrando, seus mosteiros se tornaram verdadeiros faróis de uma nova cultura, de uma civilização centrada em Deus. Suas armas: oração e diálogo.

São Severino, voz de Deus nos períodos difíceis do povo. Em 482, faleceu, mas deixou um rastro de santidade para os seus filhos espirituais e para as autoridades.

São Severino, rogai por nós!