terça-feira, 24 de abril de 2012

Família e ministério na vida de Eliana Ribeiro - "Minha Música, Minha Vida"

Eliana, qual é a importância da música em sua vida? Quais benefícios que ela trouxe a você?

“Eu tive contato com a música desde pequena, porque meu avô cantava em coral. A família da minha mãe é toda ligada à música e, com o passar do tempo, alguns deles começaram a cantar na igreja. Mais tarde veio a influência do meu pai por ele ser caminhoneiro, é próprio da profissão ter como companheiro de viagens o rádio. Nessa fase eu escutava de tudo. Eu nunca cantei na noite, embora muitos podem pensar isso. Mas nunca passou pela minha cabeça cantar, até porque eu não assumia que eu tinha este dom. Quando comecei a participar do grupo de oração, não comecei cantando; trabalhava com as crianças enquanto seus pais participavam do grupo. Após um ano o núcleo do grupo discerniu que eu deveria trabalhar com a música. Como sempre eu busquei ser dócil à vontade de Deus, aceitei o convite.



Eu era muito dócil e obediente, principalmente quando havia uma Palavra que confirmasse isso. Por isso entrei no ministério e comecei a me envolver com a música, eu tinha uma boa afinação, um bom ouvido. Mais tarde, existiu a possibilidade de montarmos um ministério de música, e foi muito bom, pois, além de estarmos como grupo cantando, sentíamos o chamado a evangelizar com o ministério e a sair em missão. Em uma dessas missões, convidamos a Canção Nova para um encontro. Na época, quem iria para esse evento era o diácono Nelsinho Corrêa, só que duas semanas antes do encontro, ficamos sabendo que ele não poderia participar. Rezamos e, em oração, o Senhor nos disse que tínhamos de montar um ministério e, assim, conduzimos o evento. Percebo que tudo o que aconteceu até aquele momento foi pretexto de Deus para que eu assumisse meu ministério. Uma senhora do grupo me disse que eu cantaria até os confins da Terra. Mais tarde, já dentro da Comunidade Canção Nova, percebi que o próprio Deus foi conduzindo tudo. Aos poucos, fui assumindo meu ministério e os CDs vieram como consequência do meu trabalho".

Quais músicas marcaram sua história?

''É a música 'Sonda-me', que tive a oportunidade gravar no CD eDVD 'Barco a Vela'. Ela é um Salmo e eu sou apaixonada pelos Salmos, porque me identifico muito com eles. O Salmo 138 diz: 'Desde o ventre da minha mãe vós já me tecestes...'. Ele fala sobre mim e sobre o que eu vivo e experimento diante da minha história, marcada pela investida do mal desde o meu nascimento. Ele fala do cuidado que Deus teve e que tem por mim. Um outro Salmo que também fala muito comigo é o: 'Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador', devido ao acidente de carro que sofri. E minha música de vocação é: 'Ninguém te ama como eu', pois ela selou o chamado que Deus me fez num encontro da Renovação Carismática Católica, em Aparecida (SP)''.

Hoje, depois de tanto tempo de comunidade, quais as vitórias que você pode contemplar de Deus em sua vida? Houve decepções?

''O confronto que tive com a música foi em relação à minha própria história, pois eu levei muito a sério a minha vocação em busca da radicalidade. No início, eu tinha certa dificuldade de me arrumar, pois eu não queria que as pessoas olhassem para mim, embora, antes de entrar para o grupo, eu tenha sido muito vaidosa. Eu era muito discreta, não entendia que também com a beleza, que era de Deus, podia atrair pessoas para Ele, fazer com que o belo levasse as pessoas a Ele. Demorei muito para entender isso e, dentro da Comunidade Canção Nova, esse foi um dos meus maiores processos [de reflexão e amadurecimento]. Percebi que o meu ministério não é para mim, mas para Deus, para a comunidade e para os irmãos. A partir disso o ministério passa a ser mais exigente, quando eu preciso cantar aquilo que vivo''.


Eliana, você é mãe do Daniel e da Helena e esposa do Fábio Roniel. Como conciliar a vida de missionária da Comunidade Canção Nova com a de mãe e esposa?

''No primeiro momento eu achava que a missão estava em primeiro lugar. É muito bom, no meu caso, ter meu esposo participando do mesmo ministério que eu, mas quando veio o primeiro filho começou a desestruturar isso, e é bom que isso aconteça, porque a criança não vem para atrapalhar, mas para 'nos desinstalar', até que possamos, juntos, encontrar o papel de cada um dentro de casa, principalmente eu como mulher, pois não sou só mãe, sou esposa, dona de casa. Quando o Daniel chegou eu tive dificuldade de entender e conciliar todas essas atividades, então eu precisei de ajuda psicológica, pois eu tive uma depressão pós-parto, pois não conseguia entender meu papel de mãe, precisei da ajuda da comunidade, de terapia espiritual e psicológica. Com a vinda da Helena tudo precisou ser diferente, pois o Daniel já tinha cinco anos. Procurei, portanto, não repetir com minha filha o que aconteceu com meu filho. Hoje eu percebo que a minha família está em primeiro lugar. O meu trabalho não é meu, mas é projeto de Deus, se Ele não me quisesse, eu não estaria fazendo o que eu faço. Deus insiste no meu ministério porque acredita nele. O Fábio, muitas vezes, me envia em missão por entender o meu ministério. Hoje, sou muito solicitada devido ao meu trabalho, mas não decido nada sozinha, decido com meu esposo.''

25/04/2012


Primeira leitura (1º Pedro 5,5b-14)

Quarta-Feira, 25 de Abril de 2012
São Marcos, evangelista

Leitura da Primeira Carta de São Pedro.

Caríssimos, 5brevesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes. 6Rebaixai-vos, pois, humildemente, sob a poderosa mão de Deus, para que, na hora oportuna, ele vos exalte.
7Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois ele é quem cuida de vós. 8Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. 9Resisti-lhe, firmes na fé, certos de que iguais sofrimentos atingem também os vossos irmãos pelo mundo afora. 10Depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória eterna, em Cristo, vos restabelecerá e vos tornará firmes, fortes e seguros.
11A ele pertence o poder, pelos séculos dos séculos. Amém. 12Por meio de Silvano, que considero um irmão fiel junto de vós, envio-vos esta breve carta, para vos exortar e para atestar que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes. 13A igreja que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também, Marcos, o meu filho. 14Saudai-vos uns aos outros com o abraço do amor fraterno. A paz esteja com todos vós que estais em Cristo.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 88)

Quarta-Feira, 25 de Abril de 2012
São Marcos, evangelista

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.
— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
— Anuncia o firmamento vossas grandes maravilhas, e o vosso amor fiel, a assembleia dos eleitos, pois, quem pode, lá nas nuvens ao Senhor se comparar e quem pode, entre seus anjos, ser a ele semelhante?
— Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria; seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face! Exultará de alegria em vosso nome dia a dia, e com grande entusiasmo exaltará vossa justiça.


Evangelho (Marcos 16,15-20)

Quarta-Feira, 25 de Abril de 2012
São Marcos, evangelista

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”.
19Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. 20Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


São Marcos Evangelista

25 de Abril

São Marcos EvangelistaCelebramos com muita alegria a vida de santidade de um dos quatro Evangelistas: São Marcos. Era judeu de origem e de uma família tão cristã que sempre acolheu aos primeiros cristãos em sua casa: "Ele se orientou e dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, chamado Marcos; estava lá uma numerosíssima assembléia a orar" (Atos 12,12).

A tradição nos leva a crer que na casa de São Marcos teria acontecido a Santa Ceia celebrada por Jesus, assim como dia de Pentecostes, onde "inaugurou" a Igreja Católica. Encontramos na Bíblia que o santo de hoje acompanhou inicialmente São Barnabé e São Paulo em viagens apostólicas, e depois São Pedro em Roma.

São Marcos na Igreja primitiva fez um lindo trabalho missionário, que não teve fim diante da prisão e morte dos amigos São Pedro e São Paulo. Por isso, evangelizou no poder do Espírito Alexandria, Egito e Chipre, lugar onde fundou comunidades. Ficou conhecido principalmente por ter sido agraciado com o carisma da inspiração e vivência comunitária, que deram origem ao Evangelho querigmático de Jesus Cristo segundo Marcos.

São Marcos, rogai por nós! 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Como superar a decepção? Só não haverá decepção se não houver relacionamento.

 A decepção é algo que está na vida de todo ser humano. Quem nunca se decepcionou com alguém por um fato ou uma situação da vida? Só não haverá decepção se não houver relacionamento. Se nós nos decepcionamos com as pessoas é porque, algum dia, existiu algum tipo de relacionamento.
Imagem de DestaqueMuitas vezes, as decepções acontecem quando criamos muitas expectativas com uma pessoa, ou até mesmo com uma festa, evento, lugar, entre outros. Criamos na nossa mente inúmeras ideias e sonhos e nos esquecemos da realidade.
Portanto, quando deparamos com o fato, ou quando conhecemos a pessoa tal como ela é, aí vem a decepção. Imaginamos que a pessoa era uma coisa e, na realidade, é outra. O cristão é chamado a viver de esperança e não de “expectativas”, a esperança não decepciona. Isso não significa que não podemos ter metas e sonhos, mas precisamos colocar limites nisso e ter consciência daquilo que é a realidade. No namoro, na amizade, no casamento, no trabalho e em tudo que envolve relacionamento entre pessoas haverá a chance de decepção.

Assista: "Exercícios práticos para a cura", com o saudoso padre Léo 

Para evitar essa situação é necessário que ambas as partes sejam transparentes e verdadeiras, primeiro consigo mesmas e depois com o próximo. Onde há verdade e lealdade não há espaço para a mentira nem para a desconfiança.

Se hoje você se decepcionou com alguém e ainda não superou isso, tenho algumas dicas para você: o primeiro passo para superar essa dor é se perdoar.
Talvez você se julgue e se condene por algum erro do passado, inclusive por alguns cometidos por outras pessoas, e acabou assumindo máscaras e uma postura que não é sua. Se você não for capaz de perdoar a si mesmo, não será capaz de perdoar a quem o decepcionou.
O segundo passo é chamar a pessoa que o decepcionou e ter uma conversa transparente com ela. Para isso é importante que cada um saiba ouvir o outro, para, juntos, chegar a uma conclusão. Dessa forma, verá que algumas situações que você acreditava ser graves, na verdade, não passaram de um mal-entendido; outras, de fato, aconteceram, mas pelo diálogo podem ser esclarecidas. Nessa conversa franca as coisas vão se ajeitar. 
Portanto, ainda que seja dolorosa, a reconciliação trará à luz tudo que causou a decepção. E, por fim, o perdão! E lembre-se: o perdão não é apenas um sentimento, mas uma decisão. Um bom recomeço! 

Adaílton Batista
Missionário da Comunidade Canção Nova
23/04/2012 - 08h00 

24/04/2012

Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 7,51-8,1a)


Terça-Feira, 24 de Abril de 2012
3ª Semana da Páscoa


Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei: 51“Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53Vós recebestes a Lei, por meio de anjos, e não a observastes!”
54Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão.55Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56E disse: “Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”.
57Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”.60Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isto, morreu. 8,1aSaulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 30)


Terça-Feira, 24 de Abril de 2012
3ª Semana da Páscoa

— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! Quanto a mim, é ao Senhor que me confio, vosso amor me faz saltar de alegria.
— Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! Na proteção de vossa face os defendeis bem longe das intrigas dos mortais.

Evangelho (João 6,30-35)


Terça-Feira, 24 de Abril de 2012
3ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30 “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obras fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”.
32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”.
34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



Senhor, dai-nos sempre desse Pão

Postado por: homilia

abril 24th, 2012

A multidão que participou do milagre da multiplicação dos pães, na montanha, e, depois, seguiu Jesus até Cafarnaum, acabou percebendo que Ele propôs algo novo. Pedem-lhe, então, um sinal para crer, pois não entenderam o gesto da partilha. Querem uma prova extraordinária como a de Moisés e o maná. É o apego do Judaísmo às suas tradições, fechado à novidade de Jesus. Querem um Messias poderoso, mesmo que seja opressor e explorador. Então, Cristo revela a Sua verdadeira identidade, bem como a daqueles que O recebem dignamente: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (Jo 6,35).
Ele é o verdadeiro Pão que desceu do céu. Diferente do maná, alimento que Deus enviou por meio de Moisés, a fim de avalizá-lo diante do povo como profeta enviado pelo Senhor. Mas Jesus é o próprio Filho de Deus que se deu como alimento para os homens peregrinos. É o primeiro e o último sinal. É a primeira e última Palavra do Pai, por quem tudo começou a existir. Sem Ele nada seria criado nem salvo. Por Ele todos nós alcançamos graça sobre graça, pois onde abundou o pecado superabundou a graça de Deus.
Por duas vezes, no Evangelho de hoje, repete-se o tema do maná no discurso de Jesus sobre o Pão da vida. É um tipo ou referência fundamental para a comparação que se estabelece entre Moisés e Jesus, entre o alimento que nos leva à morte e o Pão da vida eterna. O maná apareceu para saciar a fome dos israelitas, perdidos no deserto enquanto caminhavam, reclamando e com saudades das “cebolas do Egito”. Infelizmente, a crença popular judaica esperava que, na era messiânica, voltasse a repetir-se o “milagre” do maná. Jesus lhes faz um desafio ao lhes apresentar não um pão, mas o Pão. Eis aqui um alimento material que simboliza outro superior e mais completo: o Pão da vida que é o próprio Cristo.
Por isso, Jesus instrui a multidão acerca de Sua verdadeira natureza: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo” (Jo 6,32-33).
A expressão “pão descido do céu” nos remete, hoje, ao Pão Eucarístico, que é o Corpo de Jesus. Ele é o Pão da vida. Então, as pessoas, de acordo com a interpretação material do pão mencionado por Cristo – tal como a samaritana a respeito da Água Viva (cf. Jo 4,14) – , dizem a Ele: “Senhor, dá-nos sempre desse pão” (Jo 6,34).
Esse pedido propicia a grande autorrevelação, na qual Jesus se identifica com o pão em questão: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”. Jesus é o alimento que, tal como a Água Viva, satisfaz para sempre a fome e a sede daquele que n’Ele crê. É Ele quem alimenta a vida eterna em nós por Sua Palavra, Seu amor e testemunho.
Assim, o sinal que devemos pedir e receber, acolher de Deus, não deve ser outro senão o próprio Jesus. Ele é o resgate e o cultivo da existência. É a transformação das pessoas que, acolhendo o Seu amor, passam a ser também fonte de vida para outros.
Jesus deixa claro que as coisas do Alto vêm do céu, vêm do Pai. É Ele quem dá o verdadeiro Pão do céu, aquele que dá vida ao mundo. Este pão é Jesus. Quem O ouve se sensibiliza de modo semelhante à samaritana, quando o Senhor lhe oferece a fonte d’água, da qual quem dela beber nunca mais terá sede.
Os que ouviram as Palavras do Mestre pedem desse Pão para sempre. Como aquele povo, digamos, hoje, com fé: “Senhor, dá-nos sempre desse Pão”.
Padre Bantu Mendonça


São Fidélis (Fiel) de Sigmaringa


24 de Abril

São Fidélis (Fiel) de SigmaringaO santo de hoje nasceu em Sigmaringa (Alemanha) no século XVI. Seu nome de batismo era Marcos Rei. Era dotado de grande habilidade com os estudos. Marcos era um cristão católico, tornando-se mais tarde um conhecido filósofo e advogado. Porém, havia um chamado que o inquietava: a consagração total a Deus, a vida no ministério sacerdotal.

Renunciando a tudo, entrou para a família franciscana, para os Capuchinhos. Enquanto noviço, viveu um grande questionamento: se fora do convento ele não faria mais para Deus, do que dentro da vida religiosa. Buscou então seu mestre de noviciado que, no discernimento, percebeu que era uma tentação.

Passado isso, ele se empenhou na busca pela santidade. Seu nome agora se tornou “Fidélis” ou “Fiel'. E buscou ser fiel à vontade de Deus. Estudou Teologia, foi ordenado e enviado à Suíça para uma missão especial com outros irmãos: propagar a Sã Doutrina Católica.

São Fidélis dedicou-se totalmente em iluminar as consciências e rechaçar as doutrinas que combatiam a Igreja de Cristo.

Depois de uma Santa Missa, com cerca de 45 anos, teve o discernimento de que estava próxima sua partida. Fez uma oração de entrega a Deus e, logo em seguida, foi preso e levado por homens que queriam que ele renunciasse à fé.

Fidélis deixou claro que não o faria, e que não temia a morte. Ajoelhou-se e rezou: “Meu Jesus, tende piedade de mim. Santa Maria, Mãe de Deus, assisti-me”. Recebeu várias punhaladas e morreu ali, derramando seu sangue pela Verdade, por amor a Cristo e Sua Igreja.

São Fidélis, rogai por nós!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Caminhar na fé e na esperança

Precisamos compreender que há um caminho a ser trilhado ao lado de Deus. E o próprio Jesus nos disse qual é esse caminho: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

O mundo nos oferece muitos atalhos, mas somente um caminho nos leva ao céu e à felicidade plena. Nossa vida deve ser um constante caminhar com os olhos fixos no Senhor, perseverantes em nossa fé.

A Palavra de Deus nos fala muito sobre a caminhada. A nossa luta de hoje é a mesma que o povo de Deus viveu ao atravessar o deserto. Por isso, a primeira coisa que devemos pedir ao Senhor hoje é a graça de recomeçar, porque se nós pararmos iremos retroceder diante do que já conquistamos.

Ao logo do caminho, nós vamos sendo libertos de todas as prisões. E a caminhada é assim: uma constante construção, ao longo da qual somos restaurados e renovados pelo Espírito Santo de Deus.

Infelizmente, muitas pessoas deixam de caminhar diante dos primeiros desafios enfrentados no percurso. No entanto, todos aqueles que perseverarem até o fim serão salvos, como nos garante a promessa de Deus.

No início de nossa doação a Deus passamos pela fase da empolgação, mas com o passar do tempo, o que realmente fica é a perseverança, a caminhada. A acomodação é o maior mal do cristão que aceita o que é lhe imposto e desiste de persistir.

Hoje, Deus quer tirá-lo da acomodação. Para isso nós precisamos constantemente da força do Espírito, que deve ser o alimento a nos mover para algo maior.

E como povo de Deus, que caminha rumo ao céu, precisamos traçar um objetivo, focando nossa vida no Senhor. Se mudarmos nosso foco acabamos nos perdendo pelo caminho, pelos falsos atalhos apresentados pela vida.

O jovem que vai para as drogas, o álcool, a vida desregrada no sexo, busca nesses locais preencher o vazio que só pode ser preenchido pela presença de Deus, o amor verdadeiro.
"A nossa recompensa não está entre os tesouros deste mundo, porque Deus nos prometeu algo muito maior: o céu", afirma Emanuel Stênio
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

São Paulo, na Carta aos Hebreus, nos diz que a fé é a certeza daquilo que ainda se espera e a demonstração de realidades que não se veem. 

Você deve caminhar forte mesmo nas tribulações, pois a fé deve ser a sua motivação diante dos maiores problemas. Não é por bens materiais ou para conquistar a felicidade deste mundo que caminhamos, mas sim para nos aproximarmos do Pai.

Deus nunca mentiu para nós, Ele afirmou que passaríamos por dificuldades e provações. Mas também nos disse que sempre estaria ao nosso lado, caminhando conosco, jamais nos deixando sós.

Caminhar em Deus é caminhar na fé, meu irmão. E para caminhar na fé da nossa Igreja é preciso conhecê-la, você deve ser um católico ativo. De forma que ninguém seja capaz de contestá-lo e tirá-lo do caminho estreito.

É preciso estar enraizado em Cristo e firme na fé. Quantos de nós deixamos o sofrimento para experimentar os proveitos passageiros do pecado? Mas, meu irmão, se as tribulações nos tornam filhos de Deus, então permaneçamos firmes diante da tentação. 

A nossa recompensa não está entre os tesouros deste mundo, porque Deus nos prometeu algo muito maior: o céu. Você que vive as dificuldades da vida do Cristo, não desanime! Professe sua fé diante das dificuldades, porque o nosso lugar está reservado ao lado do Pai.

Transcrição e adaptação: Gustavo Souza 

20/04/2012

Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 5,34-42)

Sexta-Feira, 20 de Abril de 2012
2ª Semana da Páscoa

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 34um fariseu chamado Gamaliel, levantou-se no Sinédrio. Era mestre da Lei e todo o povo o estimava. Gamaliel mandou que os acusados saíssem por um instante.
35Depois disse: “Homens de Israel, vede bem o que estais para fazer contra esses homens. 36Algum tempo atrás apareceu Teudas, que se fazia passar por uma pessoa importante, e a ele se juntaram cerca de quatrocentos homens. Depois ele foi morto e todos os que o seguiam debandaram, e nada restou.
37Depois dele, no tempo do recenseamento, apareceu Judas, o galileu, que arrastou o povo atrás de si. Contudo, também ele morreu e todos os seus seguidores se dispersaram. 38Quanto ao que está acontecendo agora, dou-vos um conselho: não vos preocupeis com esses homens e deixai-os ir embora. Porque, se este projeto ou esta atividade é de origem humana será destruído. 39Mas, se vem de Deus, vós não conseguireis eliminá-los. Cuidado para não vos pordes em luta contra Deus!” E os membros do Sinédrio aceitaram o parecer de Gamaliel.
40Chamaram então os apóstolos, mandaram açoitá-los, proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e depois os soltaram. 41Os apóstolos saíram do Conselho muito contentes por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus.42E cada dia, no Templo e pelas casas, não cessavam de ensinar e anunciar o evangelho de Jesus Cristo.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 26)

Sexta-Feira, 20 de Abril de 2012
2ª Semana da Páscoa

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa: habitar no santuário do Senhor.
— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa: habitar no santuário do Senhor.

— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu temerei?
— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo.
— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!


Evangelho (João 6,1-15)

Sexta-Feira, 20 de Abril de 2012
2ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”.15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Há mais alegria em dar do que em receber

Postado por: homilia

abril 20th, 2012

Evangelho da encarnação, da Palavra que se fez carne, de Deus que se fez gente. É assim que pode ser chamado o Evangelho segundo João. Ele é o evangelista que mais aprofunda a transparência divina das realidades humanas.
Cada uma dessas realidades tocadas por Jesus se transforma em sinal. São sinais da Sua glória a água quando transformada em vinho em Caná, também a água pedida e oferecida à samaritana junto ao poço de Jacó. Também são sinais de Deus a cura do paralítico à beira da piscina de Betesda, do cego de nascença na fonte de Siloé e os cinco pães, multiplicados para a multidão, nas colinas da Galileia. São sinais que tantos viram, tantos presenciaram, mas muitos não entenderam, porque não creram, não abriram o coração à fé.
Começando, hoje, o capítulo seis, João aborda um fato notório na vida pública de Jesus: o milagre da multiplicação dos pães narrado também pelos outros evangelistas. Diferentemente de Marcos e Mateus, João não apenas narra o episódio, mas reflete, longamente, sobre o seu significado, mais especificamente sobre sua transparência.
No Evangelho de João, na narrativa da Última Ceia de Jesus, em Jerusalém, não há menção à partilha eucarística do pão. A grande ação de Jesus, nesta ceia, é de lavar os pés dos discípulos como exemplo de serviço. Ele apresenta a Eucaristia, nesse episódio, da partilha do pão. A mesa da refeição tem lugar na montanha, onde Deus dá os dez mandamentos a Moisés. É o Seu Novo Mandamento da partilha e do amor. A figura de destaque é um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Jesus dá graças pela partilha e ela acontece a partir dos mais humildes.
Dentre muitos aspectos que poderia ser salientado, está a prática da caridade na partilha. Jesus nos ensina que a vida deve ser partilhada, pois ela é um dom que deve ser fomentado. Aliás, costuma dizer-se que “o pouco partilhado chega para todos”. Assim aconteceu com o milagre da multiplicação, quando todos comeram e ficaram saciados.
Sem medo de errar, ouso afirmar que o milagre só aconteceu porque Jesus tinha em mente a iniciativa de não despedir o povo com fome, mas, sim, “com eles e para eles” repartir o pão. Assim acontece conosco, porque se não aprendermos a partilhar com os “sem-pão”, com os “sem-roupa” e os “sem-teto”, não teremos a verdadeira alegria de viver, no nosso dia a dia, e nada conseguiremos para nos saciarmos verdadeiramente. Aliás, o próprio Jesus diz: “Há mais alegria em dar do que em receber”.
Sem excluir a ação do milagre da multiplicação, vejo que a caridade foi um fator primordial na multiplicação dos pães.
Jesus mandou que se formassem grupos e se sentassem, porque sabia de algo básico do ser humano: a maioria das pessoas não conseguem comer vendo outras pessoas passando fome na sua frente. Imagine-se dentro desse grupo, com comida na sua bolsa, mas a maioria das pessoas com fome. Você comeria sozinho ou dividiria uma parte da sua comida com os mais próximos? Se sua resposta for ‘sim’, você está de parabéns! Mas se a resposta for “não”, então é hora de rever os seus conceitos. Tudo o que você tem, Deus lhe deu para que você partilhasse com seus irmãos e irmãs. Decida-se! A vida é partilha e doação.
A multiplicação dos pães não é questão de “blá-blá-blá”; é, na realidade, questão de fé. Veja que, no Evangelho – embora não apareça -, podemos imaginar a reação dos discípulos, quando Jesus mandou que trouxessem os cinco pães e os dois peixes até Ele, na intenção de alimentar aquela multidão de cinco mil homens.
Para quem não entende o que é fé, poderia duvidar e dizer: “Será que isso vai dar certo?”. Mas Jesus, como em todos os milagres, fez a parte d’Ele e deixou que cada pessoa, na multidão, também fizesse a sua parte. Essa é a sua vez!
Quando todos ao seu redor disserem que aquilo em que você acredita não existe, é preciso que você não desfaleça. Vá e aguente firme! Acredite que, com Jesus e pela força da oração, tudo pode ser mudado. Se a fé de Jesus fosse “fraca”, Ele nem teria tentado repartir os pães e os peixes.
Somos convidados a viver a Eucaristia como partilha concreta da vida, na certeza de que – com Cristo, em Cristo e para Cristo – nada é impossível. Por hoje, saibamos repartir o nosso “pão” e o nosso “peixe” com quem está ao nosso lado passando fome, quer seja material ou espiritual.
Padre Bantu Mendonça

Santa Inês de Montepulciano

20 de Abril

Santa Inês de MontepulcianoA santa de hoje nasceu no centro da Itália, em Montepulciano, no ano de 1274. Sua família tinha muitas posses, mas possuía também o essencial para uma vida familiar feliz: o amor a Jesus Cristo.

Muito jovem, sentiu o chamado a consagrar-se totalmente ao Senhor, ingressando na família Dominicana. Uma mulher de penitência, oração, recolhimento e busca da vontade de Deus, que a fez galgar altos degraus na vida mística.

Próximo do lugar em que ela vivia, havia uma casa de prostituição, e Inês se compadecia dessas mulheres, e ofereceu penitências e orações por elas. Aquele lugar de pecado, virou lugar de oração, e muitas daquelas se converteram e algumas até entraram para a vida religiosa. Um grande milagre de Santa Inês ainda em vida.

Morreu com 43 anos de idade, e seu último conselho às suas irmãs foi: “Minhas filhas, amai-vos umas às outras porque a caridade é o sinal dos filhos de Deus!”.

Santa Inês de Montepulciano, rogai por nós!


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Quem é paciente sofre, mas não se deixa dominar pelo desespero

A Palavra meditada, hoje, está no Romanos 12, 9-16.

"O verdadeiro amor nunca nos faz pecar, porque ele faz com que coloquemos Deus em primeiro lugar", ressalta Márcio
Foto: Wesley Almeida


Continue lendo os próximos versículos para que a Palavra possa lhe dar diretrizes de como viver em comunhão com Deus e com as pessoas à sua volta. A Palavra de hoje nos fala sobre o amor sem fingimento, fala do amor sincero. E esta passagem bíblica nos mostra como é esse amor sincero e o modo como ele se manifesta.

Nós sabemos que a vida espiritual é fruto da comunhão com Deus. A pessoa fora da comunhão com o Senhor morre. E existem pecados que trazem muitos males que são mortais, e quando um pecado mortal entra na vida de uma pessoa, a vida de comunhão com Deus Pai é rompida.

Muitos acham que, depois de cometerem um erro grave ou mortal, fica apenas o peso da culpa e nada mais. Mas até quando? O pecado mortal é o começo do fim. É um golpe que nos insere numa realidade de morte.

E a Palavra de Deus, meditada hoje, nos pede que perseveremos nessa comunhão e sigamos o caminho do Senhor. Se você quer agradar a Deus o segredo é um só: é amar muito. Ame! Ame sem medida, assim você não terá outra preocupação na vida. Santo Agostinho já dizia: “Ame e faça o que quiseres”

O verdadeiro amor nunca nos faz pecar, porque ele faz com que coloquemos Deus em primeiro lugar. Se você quer ser agradável ao Senhor e ter uma vida de santidade, basta amar sem medidas, amar com sinceridade. E que esse amor seja paciente, pois, para seguir esse caminho, é preciso suportar ironias e deboches, e até mesmo um amor não correspondido. Para tudo isso é necessário ter paciência para não desistir.

O Senhor compara a Palavra de hoje a uma semente. Para que o bem aconteça no outro é preciso plantar e regar essa semente para que ela brote, e isso requer paciência. Ter paciência é aceitar a dor que acompanha o amor. Madre Teresa de Calcutá afirmava: "Não basta dar amor, é preciso se doar ao sofrimento para que ele [o amor] seja verdadeiro".

A pessoa paciente vê o mal, sofre, mas não se deixa dominar pelo desespero. Ela não desiste de nada nem de ninguém. É como ver o erro de um filho, apesar de errar sabemos que, um dia, ele acertará. Vemos além do erro, e isso requer paciência e amor. A pessoa paciente é aquela que acredita mais em Deus do que no mal, porque sabe que a vitória virá pelas mãos de d’Ele.

Para vencer as tribulações da vida também é necessário ser paciente para que o desespero não chegue até nós. Quando falamos em tribulações, nós pedimos a Deus força para atravessá-las, mas, na verdade, o que pedimos é paciência para suportá-las sem reclamar.

Precisamos aprender a viver a vida, que coloca em nosso caminho muitas curvas. Precisamos ser flexíveis. Em muitos momentos é necessário ceder e se curvar para não se machucar. Precisamos ter jogo de cintura e adaptar-nos às situações. Adaptar-se é uma questão de sobrevivência, se não estamos preparados, qualquer vento nos joga no chão. A Palavra de Deus coloca em nossos lábios essa certeza.

Para vivermos e ajudarmos os outros a viver, precisamos de paciência e perseverança. Perseverar na oração para não sermos esmagados pelo sofrimento. Monsenhor Jonas Abib sempre nos disse: "Mesmo enfermo, eu sou guerreiro!". Mesmo fracos, devemos ser guerreiros, e pela alegria e perseverança na oração, não devemos nunca desistir de lutar. Enquanto lutarmos ninguém poderá dizer que perdemos a batalha. Então, confiemos!

O amor nos faz acreditar na certeza de que as tribulações são passageiras e de que, pela paciência, chegaremos lá.

Que o amor fraterno nos una uns aos outros. Não basta amar com palavras, o amor tem que ser demonstrado com gestos de carinho, com compromisso. Talvez o que você queira receber hoje seja o que o outro quer receber de você. Se para você é importante ser bem tratado, que você possa retribuir da mesma forma esse tratamento. O amor verdadeiro pede que façamos o que está ao nosso alcance, sem exageros.

Diante desse trecho bíblico, façamos a nossa parte com paciência e ternura. Ao fazermos isso teremos felicidade em nossos corações. Que a paciência seja a confiança na mudança, para entendermos que cada pessoa tem um ritmo, um modo de ver e viver a vida.

Peçamos a Deus a graça da paciência e do amor verdadeiro. Que o Senhor encha nossos corações com esse amor! Faça-nos, Senhor, reflexos do Seu amor. Que possamos vencer a barreira que não nos deixa amar. Derrama sobre nós o Seu amor e o Seu Espírito.

Não basta amar, temos que demonstrar! Queremos viver essa Palavra no dia de hoje.


Márcio Mendes
Missionário da Comunidade Canção Nova

Transcrição e adaptação: Débora Ferreira

Assista à primeira parte do programa: